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Araguainha (MT) é o único município do Brasil a alcançar 100% de eleitores com biometria

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Araguainha é o único município brasileiro a ter 100% dos seus eleitores cadastrados junto à Justiça Eleitoral. A cidade mato-grossense, localizada a 471 km de Cuiabá, alcançou esse feito nesta quinta-feira (9), após localizar e regularizar a situação de duas eleitoras que possuíam domicílio eleitoral no município, mas residiam em outras cidades. Agora, todos os 1.225 eleitores aptos a votar estão com a coleta biométrica em dia. A conquista é tão recente e significativa que o sistema eletrônico que monitora a evolução da biometria no Estado ainda não atualizou o resultado obtido.

A eleitora Karine Ferreira da Silva foi a última a realizar o cadastramento biométrico. Ela havia passado um período fora de Araguainha, residindo provisoriamente em Mineiros (GO), a 156 km de distância, para tratamento de saúde. Atualmente, mora em Tesouro, a 188 km de Araguainha. Sua situação eleitoral foi atualizada com a mudança de domicílio para a nova cidade. Enquanto a regularização não era concluída, o cartório manteve contato telefônico permanente com a eleitora.

Vitória Fernandes foi a penúltima eleitora localizada pela Justiça Eleitoral. Embora mantivesse domicílio em Araguainha, vivia e trabalhava em outra região — primeiro em uma fazenda em Barra do Garças e, posteriormente, em Rondonópolis. A regularização só foi concluída após ela retornar a Araguainha, ocasião em que servidores do cartório eleitoral percorreram 78 km, saindo de Alto Araguaia com o kit biométrico exclusivamente para coletar suas digitais e finalizar o procedimento.

“Deu trabalho, mas conseguimos. Temos muitas pessoas conhecidas e instituições parceiras que atuam em prefeituras, CRAS e órgãos de saúde, e que conhecem grande parte da população. Conversando aqui, ligando ali, acabamos chegando até o eleitorado, mantendo contato e incentivando a regularização junto ao cartório ou posto eleitoral. É preciso insistir — às vezes a pessoa não responde, mas tentamos outros caminhos e alternativas”, relatou o servidor do cartório da 8ª Zona Eleitoral, com sede em Alto Araguaia.

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O juiz eleitoral Daniel de Sousa Campos comemorou o resultado e ressaltou que o sucesso é fruto do trabalho em equipe e do empenho individual dos servidores. “Estou muito feliz e surpreso com essa conquista, pois sabemos o quanto é difícil chegar até o eleitor. Além de todo o trabalho de divulgação dos mutirões, das parcerias e das entrevistas em rádio e televisão, ainda foi necessário realizar contatos telefônicos e, em alguns casos, levar o kit biométrico até o eleitor. Foi um verdadeiro trabalho de formiguinha. Parabéns a todos os envolvidos nessa conquista”, destacou.

Ponte Branca

Além de Araguainha ser o primeiro município brasileiro a alcançar 100% de biometria, Ponte Branca, a 497 km de Cuiabá, está muito próxima de atingir o mesmo feito. O município está a apenas dois eleitores de concluir o cadastramento biométrico. Um deles já se comprometeu a procurar o cartório eleitoral na próxima semana para regularizar a situação. O outro, que reside em São Paulo, segue em contato com a Justiça Eleitoral para resolver a pendência. Em Ponte Branca, há 2.067 eleitores aptos a votar.

Biometria 100%

Atualmente, Mato Grosso possui 90,16% de cobertura biométrica, o que representa 249.197 eleitores cadastrados. Lançada em julho deste ano, a campanha Biometria 100%, coordenada pela Corregedoria Regional Eleitoral de Mato Grosso (CRE-MT), estabeleceu a meta de alcançar 98% de cadastramento biométrico no Estado até o final de 2025.

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Até o momento, nove municípios já atingiram ou ultrapassaram a meta: Araguainha, Ponte Branca, Vale de São Domingos, Planalto da Serra, Indiavaí, Ribeirãozinho, Torixoréu, Araguaiana e Alto Araguaia.

Nesta semana, a Coordenação da Campanha promoveu uma reunião de avaliação e alinhamento de estratégias para ampliar o cadastramento biométrico em Mato Grosso. O encontro virtual foi conduzido pelo desembargador Marcos Machado, corregedor regional eleitoral e vice-presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), e contou com a participação de 23 magistrados, além de chefes de cartório de diversas zonas eleitorais.

Jornalista: Anderson Pinho

Crédito da Imagem: Prefeitura Municipal de Araguainha

#PraTodosVerem – A imagem mostra uma vista aérea de uma área de lazer às margens de um rio, em Araguainha (MT) com grande concentração de pessoas aproveitando o local para banho e recreação. Há barracas e tendas montadas na beira do rio, enquanto ao fundo é possível ver uma estrutura coberta, veículos estacionados e diversas casas, indicando uma cidade de pequeno porte. A paisagem é marcada por árvores e vegetação típica do interior, transmitindo um clima de confraternização e diversão comunitária.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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