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Aldeia Pavuru, no Parque Nacional do Xingu, será atendida por mutirão indígena na próxima semana

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A Justiça Eleitoral realizará um mutirão de atendimento na aldeia Pavuru, localizada no Parque Indígena do Xingu, área do município de Feliz Natal (distante a 530 km de Cuiabá. A ação ocorrerá nos dias 16 e 17 de outubro, das 8h às 11h e das 13h às 17h, na Escola Estadual Indígena Central Ikpeng. O mutirão também procura atender os demais povos indígenas da região, como Ikpeng, Wauja, Kawaiwete (Kaiabi), Kamaiurá e Trumai. A estimativa é promover mais de 100 atendimentos nos dois dias. 

Além da coleta biométrica, serão oferecidos os serviços de alistamento eleitoral (confecção do primeiro título), revisão, transferência, segunda via e regularização do título. A iniciativa tem como objetivo facilitar o acesso da comunidade indígena aos serviços essenciais da Justiça Eleitoral, visto a distância entre a escola e o cartório. O deslocamento entre os dois pontos conta com 3 horas de carro, majoritariamente em estrada de chão, e 7 horas de barco, totalizando cerca de 11 horas de viagem. 

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“O cartório da 36ª Zona Eleitoral, através de sua equipe, tem empreendido todos os esforços para garantir aos eleitores condições do exercício de sua cidadania de forma plena, em especial as comunidades em condições de vulnerabilidade, visando sua inclusão social”, declarou o chefe de Cartório da 36ª Zona Eleitoral, Luiz Antônio Rodrigues da Silva Junior. 

A ação também é parte da campanha Biometria 100%, na qual o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) busca ampliar o cadastramento biométrico para, no mínimo, 98% do eleitorado estadual. Na Escola Estadual Indígena Central Ikpeng votam 533 pessoas, sendo que 430 (80,68%) já realizaram a coleta biométrica e 103 (19.32%) não buscaram a coleta. Enquanto isso, o município de Feliz Natal possui 6.933 eleitores e eleitoras aptos. Desse total, 5.477 (79%) cadastraram a biometria e 1.456 (21%) não prestaram o serviço. 

Para atender à população, o cartório eleitoral levará toda a estrutura necessária para o atendimento. A equipe realizará testes nos equipamentos no dia anterior, para garantir uma estrutura segura e eficiente. Os dois servidores dispõem de kits biométricos, que contêm computador portátil, scanner para coleta da biometria, câmera digital, pad para assinatura e case para ambientação e transporte de equipamento. 

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Parque do Xingu 

Segundo a organização não-governamental Terras Indígenas no Brasil, existem 16 povos no Parque do Xingu, com 6.177 habitantes, em uma área de 2,6 milhões de hectares. A aldeia Pavuru é um posto indígena e funciona como base de apoio e vigilância para as demais aldeias no parque. Atualmente, é administrado pelo povo Ikpeng. 

Estagiária: Laís Guilherme (sob supervisão do jornalista Anderson Pinho) 

#PraTodosVerem: A imagem mostra a aldeia Pavuru. Há um gramado, que ocupa maior parte da foto, e uma estrada de terra no canto direito. Ao fundo, há construções, com paredes claras, e grandes árvores. É possível observar que o galpão no lado esquerdo possui placas de energia solar. O céu está limpo e azul. 

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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