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Ações e recursos eleitorais são temas de curso oferecido pela EJE-MT

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Assuntos relacionados a ações e recursos eleitorais estão sendo abordados em um curso oferecido pela Escola Judiciária Eleitoral (EJE-MT), vinculada ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). As aulas tiveram início nesta segunda-feira (15.04) e prosseguirão nos dias 17, 18 e 22 de abril, das 8h30 às 11h30.

Durante a abertura, a diretora da EJE-MT, juíza Ana Cristina Silva Mendes, agradeceu ao professor Marcos Rafael Coelho, pela disponibilidade em ministrar o curso, que tem como objetivo discorrer sobre o cabimento, natureza jurídica, rito processual, requisitos legitimados e aplicabilidade das ações e recursos eleitorais.

“Muito obrigada por estar conosco nesta capacitação, que também visa alertar sobre os eventuais impactos decorrentes das reformas eleitorais para o pleito de 2024, que está próximo. É mais um curso que a EJE traz na busca sempre de um aperfeiçoamento tanto dos servidores e servidoras quanto de magistrados e magistradas, promotores e promotoras que atuam na Justiça Eleitoral, além de advogados e advogadas, enfim, todos aqueles que, de alguma forma, participam conosco nesse trabalho tão efetivo durante o pleito eleitoral”, ressaltou a juíza Ana Cristina Silva Mendes.

O professor agradeceu a acolhida e destacou a importância da interatividade na metodologia do curso. “Eu agradeço imensamente pelas belas palavras da doutora Ana Cristina, e aos demais servidores, servidoras, magistrados, magistradas, promotores e promotoras. É o meu primeiro evento perante a Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso, então, é uma satisfação muito grande. Espero que seja extremamente proveitoso e que possamos ter uma troca interativa nesses dias”, frisou.

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Marcos Rafael Coelho é servidor efetivo do TRE de Mato Grosso do Sul e pós-graduado em Direito Civil e Processo Civil pela Universidade Castelo Branco/RJ, em Direito Eleitoral pela Faculdade de Direito Padre Arnaldo Janssen/IDDE /MG e em Direito Constitucional pela Universidade Anhanguera-Uniderp/MS. Também é mestrando em Administração Pública em Rede Nacional – PROFIAP/UFMS e membro da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (Abradep). O ministrante também é coautor do livro “Manual das Eleições”, Ed. Juruá/2023 e professor do curso da Pós-Graduação em Direito Eleitoral e Processo Eleitoral na PUC/PR.

A primeira aula teve boa interação entre professor e participantes. Segundo o chefe de cartório da 39ª Zona Eleitoral de Cuiabá, Armando Sussia Rosa, o facilitador demonstrou excelente domínio do conteúdo apresentado. “O conteúdo, especificamente, é muito importante para esse ano de eleição, porque a gente em cartório lida com vários tipos de processos, vários tipos de ação. Claro que na capital é diferente, porque a competência é compartilhada entre as zonas eleitorais, mas nos cartórios do interior, o mais comum é que a zona atue em todo tipo de ação, desde as representações por propaganda antecipada, o registro de candidatura, as ações mesmo de propaganda irregular, enfim. Pelo conteúdo que teremos nas próximas aulas, vi que é um curso bem completo mesmo, contendo praticamente todas as ações que a gente vai ter que lidar durante as eleições”, avaliou.

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Conteúdo programático

Ministrado na modalidade telepresencial, o curso totaliza 12 horas-aula, com conteúdo programático que inclui: considerações iniciais e legislação eleitoral aplicada; instruções sobre uso dos sistemas de pesquisa de precedentes dos Tribunais Superiores e dos cuidados na redação de minutas no sistema PJe; princípios processuais aplicáveis ao Direito Eleitoral; Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE); Ação de Impugnação de Mandato Eletivo (AIME); Recurso contra Expedição de Diploma (RCED); Ação de Impugnação de Registro de Candidatura (AIRC); representações especiais e outras de naturezas diversas; pedido de direito de resposta em rádio, TV e internet; ação de perda de mandato eletivo por infidelidade partidária; habeas data; mandado de segurança; recurso eleitoral inominado, entre outros.

Jornalista: Nara Assis

#PraTodosVerem: Imagem com fundo azul e sobre ele tem imagens de telas de computador e de celular, nas quais aparecem as fotos do professor ministrante do curso e da diretora da EJE-MT. Na parte superior, está escrito CURSO – AÇÕES E RECURSOS ELEITORAIS. No canto inferior direito, está a marca do TRE-MT.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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