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Fotos de futuros filhos criadas por IA viralizam; conheça o aplicativo

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Conheça o aplicativo Remini
Unsplash/Jonas Leupe

Conheça o aplicativo Remini

Viralizaram nas redes sociais fotos das pessoas segurando bebês no colo, como se fossem seus filhos. As imagens são criadas por inteligência artificial (IA), e simulam como seriam os rostos de possíveis filhos dos usuários.

O aplicativo que faz esse trabalho é o Remini, que já era conhecido por recuperar fotos antigas , melhorando a qualidade. Com a trend nas redes sociais, o app rapidamente subiu para o segundo lugar no ranking dos mais baixados. No Brasil, ele está atrás apenas do recém-lançado Threads , de acordo com dados da plataforma data.ai analisados pelo portal iG.

O que o Remini faz é utilizar diversas fotos dos usuários (ao menos oito) para criar, através de inteligência artificial, uma modelo para o seu rosto. Em seguida, esse modelo é aplicado em outras imagens, como fotos de mulheres grávidas ou de pessoas segurando bebês. E é justamente esse resultado que tem viralizado nas redes sociais.

As fotos feitas pela IA, porém, são um recurso pago do aplicativo. O Remini é uma ferramenta de edição de imagens, mas grande parte dos recursos só funcionam em versões pagas da plataforma. Os preços variam de acordo com a quantidade de ferramentas que o usuário quer liberar – há duas opções disponíveis:

  • Pro – R$ 50,99 por semana
  • Lite – R$ 15,99 por semana

Coleta de dados pessoais

Além de pagar o valor, o usuário que quiser testar os resultados da IA do Remini precisa saber que o aplicativo coleta diversas informações pessoais. Além das imagens enviadas, que são processadas nos servidores do aplicativo, ainda é necessário aceitar a coleta de dados como endereço IP, modelo do dispositivo, identificadores, como email, nome e idade, metadados das fotos (como local e data), entre outros.

De acordo com a política de privacidade do Remini, porém, as imagens e vídeos carregados no aplicativo são excluídos dos servidores da empresa após as imagens serem geradas pela IA. Veja os prazos:

  • Imagens, vídeos, gravações de áudio (entrada e saída) e dados faciais processados ​​para fins de aprimoramento são excluídos dos servidores após 14 dias;
  • As imagens que você carrega para gerar avatares de IA são excluídas dos servidores após 1 dia;
  • Dados faciais processados ​​para gerar avatares de IA, e os avatares de IA gerados são excluídos dos servidores após 7 dias;
  • As imagens que você carrega, os dados faciais processados ​​para gerar imagens AI de você mesmo e as imagens AI geradas são excluídas dos servidores após 30 dias.

Antes de usar qualquer aplicativo novo, é muito importante ler a política de privacidade e os termos de uso para saber se você concorda com as cláusulas. No caso do Remini, porém, os documentos estão disponíveis apenas em inglês, o que viola a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), que exige que as informações sobre coleta e processamento de dados sejam transparentes no momento do consentimento.

Fonte: Tecnologia

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BRASIL

Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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