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Brasil é o 5º país do mundo mais afetado por crimes cibernéticos

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Hackers apostam no ransomware e Brasil é um dos países mais afetados
Unsplash/Mika Baumeister

Hackers apostam no ransomware e Brasil é um dos países mais afetados

O Brasil é o quinto país mais afetado economicamente pelo cibercrime em todo o mundo, de acordo com relatório do Internet Crime Complaints Center. Estima-se que o país perca US$ 22,5 bilhões anualmente com fraudes digitais.

O país que mais tem prejuízos em todo o mundo é a China, com custo estimado em US$ 118,4 bilhões anuais. Confira o top 10:

  • 1. China – US$ 118,4 bilhões
  • 2. Aleamanha – US$ 43,2 bilhões
  • 3. Reino Unido – US$ 32,9 bilhões
  • 4. Austrália – US$ 23 bilhões
  • 5. Brasil – US$ 22,5 bilhões
  • 6. Índia – US$ 15,7 bilhões
  • 7. Holanda – US$ 10,2 bilhões
  • 8. México – US$ 7,7 bilhões
  • 9. França – US$ 7,1 bilhões
  • 10. Estados Unidos – US$ 6,9 bilhões

O Brasil também aparece entre os 10 países que mais são alvos de ataques de ransomware, sendo atingido por 1,5% de todos os ataques deste tipo no mundo, segundo estudo inédito da ThreatX, solução de Threat Intelligence e Brand Monitoring da Clearsale.

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Ransomware é um tipo de sistema malicioso que sequestra informações de um dispositivo. Geralmente, os hackers atacam sistemas de governos ou de empresas para pedir um resgate para devolver o acesso aos dados, ameaçando as instituições de vazamentos.

Aqui no Brasil, um dos casos mais famosos de sequestro de dados foi o do ConecteSUS, plataforma do Ministério da Saúde atacada por hackers do grupo LAPSUS$ em 2021.

De acordo com o estudo ThreatX, o Brasil foi o décimo maior alvo de ataques de ransomware em 2022. Veja a lista:

  • 1. Estados Unidos – 39,1% dos ataques de ransomware no mundo
  • 2. Reino Unido – 6,3% dos ataques de ransomware no mundo
  • 3. França – 6,1% dos ataques de ransomware no mundo
  • 4. Alemanha – 4,6% dos ataques de ransomware no mundo
  • 5. Espanha – 4,3% dos ataques de ransomware no mundo
  • 6. Itália – 3,8% dos ataques de ransomware no mundo
  • 7. Canadá – 2,8% dos ataques de ransomware no mundo
  • 8. Japão – 2,1% dos ataques de ransomware no mundo
  • 9. Austrália – 2,1% dos ataques de ransomware no mundo
  • 10. Brasil – 1,5% dos ataques de ransomware no mundo

Ainda de acordo com o relatório da ThreatX, a média global de tempo gasto para identificar um ataque de ransomware é de 237 dias, enquanto o tempo médio para conter o ataque é de 89 dias, resultando em um ciclo de vida total de 326 dias.

Em 2022, 11% das violações de dados em todo o mundo foram causadas por ataques de ransomware. O número cresceu em comparação ao ano anterior, quando era de 7,8%.

Fonte: Tecnologia

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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