Saúde

Território Xingu recebe novas UBSIs e sistemas de abastecimento de água

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O Ministério da Saúde inaugurou, nesta terça-feira (19), duas novas Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSIs) no interior do Território Indígena do Xingu, em Mato Grosso. As unidades estão localizadas nas comunidades de Sobradinho, vinculada ao Polo Base Diauarum no município de Feliz Natal, e Ilha Grande, vinculada ao Polo Base Pavuru em Querência.

As obras atendem a demandas históricas das comunidades indígenas e representam um marco na ampliação e qualificação da atenção primária no território Xingu. As UBSIs contarão com equipes de Saúde da Família e de Saúde Bucal, beneficiando diretamente milhares de indígenas da região.

Também foram entregues oito novos sistemas de abastecimento de água, atendendo comunidades do Alto Xingu, Médio Xingu e Baixo Xingu. As ações incluem a construção de Sistemas de Abastecimento de Água (SAA), com investimento de R$ 4,1 milhões, e serviços de manutenção em sistemas já existentes, no valor de R$ 6,3 milhões. Os investimentos ampliam o acesso à água potável e fortalecem as condições de saúde e qualidade de vida nas aldeias atendidas.

“As entregas de hoje se somam a muitas outras que já realizamos ao povo Xingu e comprovam o cuidado do ministro Padilha e do presidente Lula com a promoção da saúde indígena em todo o país. Ampliamos em mais de 80% os atendimentos na região e o orçamento para o território cresceu mais de 1000% em relação a 2022”, destacou o secretário de Saúde Indígena, Weibe Tapeba.

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Estrutura moderna e equipada

As novas unidades contam com salas de curativo e sutura, espaços de apoio para agentes indígenas de saúde e saneamento, depósitos, alojamentos climatizados, cozinha, área de serviço e banheiro adaptado para pessoas com deficiência. Cada UBSI está equipada com itens essenciais para o atendimento, como detector portátil de batimento fetal, otoscópios, medidores de pressão arterial adulto e infantil, estetoscópios, cadeira de rodas, fogão, geladeira e outros equipamentos.

Em Sobradinho, no município de Feliz Natal, foi construída uma nova unidade com investimento de R$ 702.733,44. A equipe de saúde será formada por dois enfermeiros, um médico, dois técnicos de enfermagem, um cirurgião-dentista, um auxiliar de saúde bucal, um agente indígena de saúde (AIS) e um agente indígena de saneamento (AISAN).

Já em Ilha Grande, no município de Querência, foi realizada a reforma e ampliação da UBSI, com investimento de R$ 433.044,86. A unidade contará com quatro enfermeiros, um médico, quatro técnicos de enfermagem, um cirurgião-dentista, um auxiliar de saúde bucal, um AIS e um AISAN.

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Ações no Território

Além da entrega das novas Unidades Básicas de Saúde Indígena e dos sistemas de abastecimento de água, o Ministério da Saúde vem ampliando as ações de atenção à saúde no território indígena do Xingu. Entre os avanços mais relevantes estão:

  • Orçamento: aumento de R$ 48,4 milhões em 2022 para R$ 673 milhões em 2025, crescimento de 1.288%;
  • Cobertura vacinal completa: de 90,2% em 2022 para 96,43%;
  • Atendimentos de saúde: de 39,18% em 2022 para 71,13% em 2024 (+81,5%);
  • Profissionais de saúde: de 298 em 2022 para 312 em 2024;

Acompanhamento nutricional de crianças menores de 5 anos: de 1.130 em 2022 para 1.190 em 2024, prevenindo casos de desnutrição.

Vanessa Rodrigues
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Ministério da Saúde inicia projeto-piloto com semaglutida em hospital federal de Porto Alegre

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou, nesta sexta-feira (26), o início do uso da semaglutida, princípio ativo de um dos medicamentos conhecidos como canetas emagrecedoras, em pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e acompanhados pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC), no Rio Grande do Sul. Durante a cerimônia, um paciente recebeu a primeira aplicação do medicamento, marcando o início da oferta dessa terapia em um hospital federal. A iniciativa integra um projeto-piloto que avaliará a efetividade, o impacto clínico e o custo do uso de medicamentos à base de GLP-1 no tratamento da obesidade no SUS.

“O Brasil está sendo pioneiro na utilização desse medicamento no sistema público de saúde. Estamos estimulando estudos nessa tecnologia para que o país se aprimore, cada vez mais, da sua produção e oferta de forma segura. Nesse primeiro momento, ela é muito importante para o diabetes e obesidade, mas pode se estender também a outras doenças crônicas e até mesmo para tratamento de cânceres”, disse o ministro Padilha.

Para o estudo, denominado Real- Bari, foi implementado o protocolo de pesquisa para uso da semaglutida em pacientes com obesidade, elaborado pelo Ministério da Saúde em parceria com a equipe técnica do GHC, com o objetivo de garantir maior segurança aos participantes e estabelecer diretrizes para o acompanhamento contínuo com médicos especialistas da unidade. No total, serão contemplados 250 pacientes do SUS já acompanhados pelo hospital com obesidade grave ou associada a outras morbidades, como comprometimento cardíaco, além de indicação para cirurgia bariátrica.    

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Esse público reflete o perfil assistencial da unidade, na qual 91% dos pacientes com obesidade apresentam a forma mórbida da doença. Dentre esses, apenas 47% possuem condições clínicas para realização de cirurgia bariátrica. A comorbidade mais prevalente nesse grupo é a hipertensão arterial.

Ao longo de dois anos de estudo, serão avaliados indicadores essenciais para compreender como o tratamento pode ser adaptado à realidade do SUS, como o percentual de perda de peso, a evolução da qualidade de vida, resultados de exames clínicos, condições pós-operatórias e os custos dos processos. Dessa forma, a pesquisa gerará evidências nacionais aplicáveis à prática clínica, contribuindo para orientar decisões assistenciais e subsidiar futuras estratégias de organização da atenção à obesidade grave.

A pesquisa será realizada com recursos transferidos ao hospital pela Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (FAURGS), provenientes de aporte financeiro da produtora do medicamento.

Seleção dos pacientes para o estudo

Além de já realizarem acompanhamento médico no Grupo Hospitalar Conceição, os pacientes selecionados precisam ter diagnóstico de obesidade estabelecido há pelo menos 12 meses e apresentar falha documentada no tratamento clínico convencional, como dietas estruturadas e prática regular de atividade física por pelo menos dois meses. Outro requisito é ter capacidade de compreender e realizar a autoaplicação da medicação ou contar com um cuidador para esse procedimento.

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Cuidado para obesidade no SUS

No ano passado, o SUS realizou 9,7 milhões de atendimentos relacionados à obesidade, um crescimento de 57% em relação a 2022. Esse aumento comprova a ampliação progressiva do acesso aos serviços de saúde. O cuidado à pessoa com obesidade começa nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), com orientação nutricional, incentivo à atividade física, suporte psicológico e acompanhamento das equipes multiprofissionais (eMulti). 

O Ministério da Saúde investe em ações preventivas, como a estratégia Viva Mais Brasil, com investimentos de R$ 340 milhões em políticas de promoção da atividade física, com destaque para a retomada da Academia da Saúde, que receberá R$ 40 milhões neste ano. Atualmente, o Brasil conta com 1.775 Academias da Saúde, e a expectativa é credenciar mais 300 novos serviços até o final do ano. O Guia Alimentar para a População Brasileira fornece orientações baseadas em evidências científicas para promover uma alimentação saudável, considerando particularidades regionais, etárias, culturais, sociais e biológicas.

Os medicamentos à base de semaglutida e liraglutida não estão incorporadas no sistema público de saúde. A eventual incorporação de qualquer tecnologia ao SUS segue os critérios técnicos, científicos e orçamentários estabelecidos, com análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).

Taís Nascimento
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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