Saúde

Sistema Único de Saúde oferece cuidado em todas as fases da vida

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Igualdade, garantia de acesso e cuidado de referência. É assim que o Sistema Único de Saúde (SUS) é definido há 35 anos por milhões de brasileiros assistidos anualmente na rede pública de saúde. Seja na realização de consultas, exames, cirurgias ou na retirada de medicamentos, a população conta com o atendimento próximo e gratuito em todas as regiões do Brasil, promovido por meio de diversos programas do Ministério da Saúde.

Maria Alice de Medeiros Rodrigues, de 70 anos, é diretora escolar e realiza tratamento cardíaco e contra a hipertensão, com os medicamentos que retira gratuitamente no Programa Farmácia Popular. “Hoje não preciso me preocupar com dinheiro para a compra dos remédios. Tenho tudo por meio do SUS”, afirma. Ela conta que economiza cerca de R$ 150 ao mês e tem acesso ao serviço em qualquer estado do país.

“O programa permite acesso às medicações sem distinção de poder aquisitivo, facilitando a prevenção de doenças e a continuidade dos tratamentos de forma correta e gratuita. Hoje moro em Brasília, mas já consegui retirar os meus medicamentos em Minas Gerais, por exemplo, não ficando desassistida mesmo longe de casa”, relembra Maria Alice.

Mais de 12 milhões de pessoas são atendidas pelo Farmácia Popular por mês. Em 2025, o governo federal já destinou R$ 4,2 bilhões ao programa. Ao todo, são distribuídos 41 itens gratuitamente, incluindo medicamentos para hipertensão, diabetes, osteoporose, doença de Parkinson, fraldas geriátricas, além de absorventes dentro do Programa Dignidade Menstrual.

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Fitoterapia no SUS

“Uso o SUS desde quando foi implantado em Montes Claros e ele faz parte de muitos momentos marcantes na minha vida e de toda a minha família, como o nascimento dos meus filhos. Na rede pública sempre encontrei o acolhimento e diversos tipos de tratamento, desde o convencional até o mais natural, como a fitoterapia”, conta Cláudia de Cássia Gomes Vieira, de 52 anos.

Entre os diversos tratamentos realizados no SUS, a coordenadora de relações institucionais conheceu a fitoterapia em 2021, durante a pandemia de Covid-19, após apresentar um quadro de estresse traumático. “Eu trabalhava em um hospital e toda a tensão em volta da doença com dúvidas, medos, incertezas e a perda de colegas, vizinhos e amigos abalou muito a minha saúde mental. Foi quando conheci as opções de tratamentos naturais disponíveis na rede pública de saúde sem custo algum e iniciei o meu tratamento com ervas naturais”.

Foto: arquivo pessoal
Foto: arquivo pessoal

Anualmente, o Ministério da Saúde repassa, por meio da Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, recursos aos municípios para o financiamento de atividades relacionadas às plantas medicinais e aos fitoterápicos no âmbito do SUS. Em 2025, foram selecionados 1.462 municípios e o Distrito Federal para habilitação, o maior número da história. Neste ano, serão investidos R$ 30 milhões na política.

“Minha saúde física e mental melhorou bastante, principalmente por utilizar um tratamento alternativo e de origem natural, que causa menos efeitos colaterais. O tratamento fitoterápico é gratuito pelo SUS e um direito do cidadão, realizado de forma segura, acessível e humanizada”, reforça Cláudia.

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SUS: excelência e segurança a todos

Lucas Henrique Silva Bucar, de 30 anos, foi diagnosticado com diabetes quando tinha apenas nove anos. Desde então, o designer e social media é atendido no SUS por meio da Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos, onde retira regularmente a insulina e outros medicamentos para o cuidado da doença e da hipertensão.

“Na época do meu diagnóstico, todos me indicaram o tratamento no SUS devido à excelência no atendimento com os melhores especialistas. Hoje, faço uso da insulina glargina e da ultrarrápida, além de pegar todos os insumos para a aplicação do medicamento na unidade de saúde próxima de casa”, aponta.

O paciente estima uma economia de até mil reais ao mês com a assistência recebida, além de ressaltar a confiança e gratidão que tem pelos profissionais de saúde. “O SUS é uma segurança e faz parte da minha vida, permitindo acesso a todo o tratamento que preciso. É um amparo, garantindo qualidade de vida e continuidade do tratamento sem preocupações.”

Foto: arquivo pessoal
Foto: arquivo pessoal

Ao todo, são distribuídos mais de mil itens na Assistência Farmacêutica do SUS, sendo 987 medicamentos para o tratamento de diversas doenças e 28 insumos como canetas de insulina, agulhas, seringas, luvas e kit calamidade.

Danielly Schulthais
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Centro de Informação em Saúde e Clima passa a operar em Porto Alegre (RS) e reforça o monitoramento de riscos climáticos e sanitários

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O Centro de Informação em Saúde e Clima (CISC) de Porto Alegre (RS) passou a operar nesta sexta-feira (10). A unidade monitora riscos relacionados a eventos climáticos, incluindo os impactos associados ao El Niño, por meio da integração de informações climáticas, epidemiológicas, demográficas e socioeconômicas. As análises subsidiam a preparação e a resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) e dos órgãos de proteção e defesa civil em períodos de maior risco. 

Porto Alegre integra uma rede de oito Centros de Informação em Saúde e Clima (CISCs), que também contará com unidades em Belo Horizonte (MG), Belém (PA), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Santarém (PA) e Salvador (BA). Na Amazônia Legal, o monitoramento é realizado pelo Centro de Informação em Clima e Saúde da Fiocruz, em Porto Velho (RO), com atuação voltada especificamente para a região 

“O Centro de Informação em Saúde e Clima de Porto Alegre, integrado a essa rede nacional, vai produzir informações que permitirão aos profissionais de saúde se prepararem melhor. Também ajudará no planejamento das unidades de saúde e permitirá que a população compreenda como o clima pode afetar a saúde”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

Os centros monitoram eventos como ondas de calor, chuvas intensas, inundações, estiagens, secas, incêndios florestais e períodos de baixa umidade do ar. As informações produzidas permitem identificar áreas mais vulneráveis e apoiar o planejamento de ações de vigilância, a organização dos serviços de saúde e a comunicação de riscos. 

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Em Porto Alegre, o acompanhamento será voltado principalmente para chuvas intensas, enchentes, inundações, movimentos de massa, níveis dos rios e episódios de calor extremo. As atividades também buscam reduzir o tempo entre a identificação de um risco e a resposta, com mobilização mais rápida de equipes, insumos e ações de comunicação para proteger a população, especialmente os grupos mais vulneráveis. 

A metodologia utilizada pelos CISCs tem como referência experiências brasileiras de integração entre saúde e clima, como o Centro de Operações e Resiliência do Rio de Janeiro, desenvolvido em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). O modelo foi adaptado às características e às necessidades de cada território. 

El Niño deve intensificar eventos climáticos extremos no Brasil 

O El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, já está em curso e tem previsão de permanência até o início de 2027. De acordo com a NOAA (agência meteorológica dos Estados Unidos), há mais de 90% de chance de o fenômeno continuar nos próximos meses, com possibilidade de atingir intensidade muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. 

Para o trimestre de julho, agosto e setembro de 2026, as previsões indicam chuvas acima da média na Região Sul e abaixo do esperado no Centro-Norte do país, além de temperaturas mais elevadas que o normal em praticamente todo o território nacional. O cenário aumenta a possibilidade de ocorrência de ondas de calor, períodos de estiagem e maior risco de incêndios florestais em áreas mais secas. 

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No Sul do país, incluindo Porto Alegre, a previsão indica maior probabilidade de chuvas intensas, enchentes, inundações, movimentos de massa e episódios de calor extremo. Por isso, o monitoramento realizado pelo CISC considera indicadores como precipitação acumulada, níveis dos rios, risco hidrológico e excesso de calor para apoiar o planejamento das ações de saúde. 

Historicamente, episódios de El Niño provocam alterações no padrão de chuvas e temperaturas no Brasil, mas os impactos variam conforme a intensidade do fenômeno e a região afetada. Nos últimos eventos, como em 2023/2024, foram observados períodos de calor extremo e déficit de chuvas em grande parte do país, enquanto o Sul enfrentou episódios de chuvas intensas e enchentes de grande magnitude. 

Entre as ferramentas que apoiam esse monitoramento no Brasil está o Painel de Excesso de Calor do Ministério da Saúde, que acompanha diariamente as condições térmicas nos municípios brasileiros. As informações produzidas pelo painel auxiliam na identificação de áreas com maior risco para a saúde e apoiam a emissão de alertas e o planejamento de ações de vigilância e assistência durante períodos de calor intenso. 

Amanda Milan
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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