Saúde

Seminário debate avanços e desafios da saúde indígena no Brasil

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Começou nesta terça-feira (28), no Rio de Janeiro, um seminário para promover o debate sobre a saúde indígena no Brasil a partir da apresentação dos resultados de 20 projetos desenvolvidos pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com a Secretaria de Saúde Indígena do Ministério da Saúde (Sesai/MS).

Os 20 projetos foram apoiados por meio do Programa Inova e abordam diferentes temas da saúde indígena junto a diversas comunidades indígenas em âmbito nacional.

Além desses, outros 17 projetos estão em andamento. Este trabalho tem sido desenvolvido desde 2019 e todos os projetos têm participação de lideranças indígenas.

O evento Avanços e Desafios da Saúde Indígena no Brasil: Contribuições dos projetos da parceria Fiocruz/Sesai termina na quinta-feira (30) e ocorre na sede da Fiocruz.

“Tudo aquilo que a gente vem falando e discutindo na Fiocruz e no Ministério da Saúde, como agroecologia, cozinha solidaria, fitoterapia, plantas medicinais têm a sua raiz na tradição e ancestralidade dos povos indígenas, e é disso que estamos tratando”, disse Hermano Castro, vice-presidente de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz.

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Castro conta que também foram temas de debate no evento: a exploração ilegal do ouro, a utilização de mercúrio nos rios da Amazônia, desnutrição, insegurança alimentar e avanço do agronegócio em territórios indígenas.

O seminário também visa a proporcionar a troca de experiências e saberes; as discussões de temas estratégicos para a saúde indígena; e o debate sobre as contribuições dos projetos para o fortalecimento do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS).

O secretário de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Weibe Tapeba, ressaltou o trabalho que a Fiocruz cumpre no fortalecimento da saúde indígena.

“Fizemos um relato importante na atuação da Fiocruz na primeira emergência sanitária por desassistência no território nacional envolvendo o povo indígena yanomami. Nós estamos ali cumprindo uma missão que é de levar dignidade na saúde em um território que passa por uma emergência sanitária e humanitária também”.

No último dia do seminário, será lançado um documento com reflexões sobre as pesquisas, o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS) e as políticas públicas que impactam a saúde indígena no Brasil.

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Fonte: EBC SAÚDE

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Saúde

UNA-SUS disponibiliza curso EAD sobre vigilância de populações expostas a agrotóxicos

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Está disponível na plataforma da Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde (UNA-SUS) o curso de Educação a Distância (EAD) Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Agrotóxicos (VSPEA). A formação é voltada a profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) e a demais interessados no tema.

O curso reúne conteúdos sobre vigilância em saúde de populações expostas a agrotóxicos, incluindo identificação e monitoramento de situações de exposição, utilização de dados epidemiológicos, sistemas de informação e caracterização dos territórios como instrumentos para subsidiar ações de vigilância em saúde.

Com carga horária de 85 horas, a formação é gratuita, autoinstrucional e pode ser realizada conforme a disponibilidade do participante. O conteúdo está organizado em cinco unidades de aprendizagem, que abordam aspectos conceituais, metodológicos e operacionais da vigilância em saúde, além da articulação entre vigilância, atenção à saúde e outros setores envolvidos na resposta aos agravos relacionados à exposição a agrotóxicos. As inscrições permanecem abertas e podem ser realizadas diretamente na plataforma da UNA-SUS. Após o cadastro, o participante pode iniciar os estudos a qualquer momento, respeitando seu próprio ritmo de aprendizagem.

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Inscreva-se no curso de Vigilância em Saúde das Populações Expostas a Agrotóxicos (VSPEA)

João Moraes
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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