Saúde

RS: gestantes terão prioridade para testagem de HIV e sífilis

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No Rio Grande do Sul, gestantes e seus parceiros sexuais, além de pessoas com sinais ou sintomas de infecções sexualmente transmissíveis (IST), terão prioridade na realização de testagem rápida para HIV, sífilis e hepatites B e C. A determinação consta em nota técnica do Ministério da Saúde com orientações emergenciais sobre as enchentes que atingem municípios gaúchos.

Ainda de acordo com as orientações, a falta de documentação, comum em locais atingidos por desastres naturais, não impedirá a realização de testagem rápida e de exames laboratoriais para IST.

A nota foi elaborada após mapeamento do cenário dos serviços de saúde que realizam exames de carga viral de HIV, hepatites B e C e contagem de linfócitos, feito pelo Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis do ministério.

“O documento reúne situações e populações prioritárias para a realização dos respectivos exames, que precisam ser registradas nas solicitações dos exames, para que os laboratórios e serviços de saúde priorizem o atendimento”, destacou a pasta, em nota.

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Tratamento

Ainda de acordo com o comunicado, o protocolo clínico e as diretrizes terapêuticas para o manejo clínico de adultos que vivem com HIV preveem que o tratamento antirretroviral deve ser iniciado logo após o diagnóstico, de preferência nos primeiros sete dias.

“A equipe técnica do departamento está em contato com gestores de saúde do Rio Grande do Sul para garantir o cuidado das pessoas mesmo na situação de calamidade.”

Barreiras

Na semana passada, o ministério publicou nota sobre a remoção de barreiras de acesso ao tratamento de HIV, aids e hepatites virais durante a vigência da situação de calamidade pública no Rio Grande do Sul.

“As medidas previstas na nota possuem caráter emergencial e excepcional, que visam reduzir o impacto da situação de calamidade pública que o Rio Grande do Sul vem sofrendo e permanecem válidas durante a vigência da Portaria Nº 1.377, de 5 de maio de 2024.”

Fonte: EBC SAÚDE

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Saúde

Governo do Brasil intensifica vacinação nas escolas públicas e busca alcançar 27 milhões de estudantes

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O Governo do Brasil anunciou, nesta quarta-feira (22), durante café com jornalistas, a realização da Semana de Vacinação nas Escolas, que acontece entre 24 e 30 de abril. A mobilização leva equipes de saúde a escolas públicas para atualizar a caderneta de crianças e adolescentes de 9 a 15 anos. A ação integra o Programa Saúde na Escola (PSE), parceria entre os ministérios da Saúde e da Educação, e pretende alcançar 27 milhões de estudantes em 104,9 mil escolas de 5.544 municípios. Além do calendário básico, a estratégia inclui a imunização contra o HPV para jovens de 15 a 19 anos que não se vacinaram na idade recomendada, chegando à unidade de ensino médio e Educação de Jovens e Adultos nesse caso.

“Com a vacinação nas escolas, estamos extinguindo a disciplina do negacionismo científico da educação básica. É a maior cobertura vacinal infantil dos últimos nove anos, atingindo um índice cinco vezes superior à média mundial. Isso é motivo de comemoração, mas não para que as escolas e as equipes de saúde da família baixem a guarda”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Foto: Rafael Nascimento/MS
Foto: Rafael Nascimento/MS

As principais vacinas ofertadas na estratégia são HPV, febre amarela, tríplice viral, tríplice bacteriana (DTP), meningocócica ACWY e Covid-19. Estudantes poderão ser vacinados mediante autorização dos pais ou responsáveis.

Incentivo à vacinação por mensagens diretas ao cidadão

O Ministério da Saúde também usa a tecnologia como aliada para lembrar as famílias quando é a hora de vacinar.  A Caderneta Digital de Vacinação da Criança, no ar há um ano, contabiliza mais de 3,3 milhões de acesso no período – é o mini app mais acessado do Meu SUS Digital. E, a partir de agora, uma nova funcionalidade: quem está cadastrado, recebe lembretes (push) conforme a idade das crianças, incentivando a ida aos postos de saúde o quanto antes para atualizar a caderneta.

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Por meio da Caderneta Digital de Saúde da Criança no aplicativo Meu SUS Digital, pais, mães e responsáveis podem acompanhar, em tempo real, o histórico de vacinas, consultar a previsão das próximas doses.

Outra medida é o Governo na Ponta, que consiste no envio de mensagens de serviço para o cidadão, via whatsapp e pelo GovBr. O incentivo à vacinação começou no ano passado, seguindo o calendário de campanhas nacionais de vacinação, com um total de 5 milhões de mensagens enviadas – sendo 2,2 milhões via whatsapp. Este ano, o número já é 20 vezes maior, com 39 milhões de disparos, sendo 10,2 milhões via whatsapp.

Reforço do Saúde na Escola

Nos últimos anos, o Programa Saúde na Escola tem registrado avanços significativos na saúde de crianças e adolescentes.  Entre 2022 e 2025, as atividades de prevenção de violências cresceram 175,4%, a verificação da situação vacinal aumentou 119% e as ações de saúde mental subiram mais de 233%, passando de cerca de 7 mil registros em 2020 para quase 99 mil em 2025.

“A Política Nacional Integrada da Primeira Infância conta com a participação ativa do Ministério da Saúde. É fundamental que as crianças se vacinem na idade adequada e tudo isso deve estar articulado com a escola. Por exemplo, a matrícula e a permanência na escola está ligada ao cartão de vacinação”, reforçou o ministro da Educação, Leonardo Barchini.

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Aumento nas coberturas infantis

O Ministério da Saúde reverteu a queda histórica nas coberturas vacinais registrada nos anos anteriores, agravada pelos impactos da pandemia de Covid-19. Em 2025, todas as vacinas do calendário infantil apresentaram aumento de cobertura em relação a 2022. A tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, chegou a 92,96% de cobertura, ante 80,7% em 2022, mantendo o Brasil livre do sarampo, mesmo diante do avanço de casos na América do Norte.

A vacinação contra o HPV também avançou. Entre meninas de 9 a 14 anos, a cobertura chegou a 86,11%, e entre meninos, a 74,46%. No público feminino, o índice é cinco vezes superior à média mundial. Além disso, onze estados já atingiram a meta de 90% para o sexo feminino e três estados para o sexo masculino, resultado importante para a prevenção do câncer de colo do útero.

No caso da meningite, a cobertura da vacina meningocócica ACWY passou de 45,8% em 2022 para 67,75% em 2025. O número de crianças protegidas é quatro vezes maior em 2025, em relação a 2020.

Saiba mais sobre a campanha de Vacinação nas Escolas

Acesse a apresentação da campanha de Vacinação nas Escolas

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Fonte: Ministério da Saúde

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