Saúde
PNI vai além de vacinas e inclui até soros antiofídicos
Publicado em
26 de setembro de 2023por
Da RedaçãoUma gestante que nunca teve catapora tem contato direto com uma pessoa com a doença, que é altamente transmissível e pode causar malformação em bebês. Mesmo com a tetraviral disponível desde a infância, ela nunca se vacinou e descobre que não pode receber as doses durante a gravidez, porque a vacina tem vírus vivos atenuados que também podem fazer mal ao bebê.

Para casos como esse, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) também oferece uma forma de se proteger: as imunoglobulinas, que são imunobiológicos que contêm anticorpos já prontos para agir contra um possível invasor. E, no caso dessa gestante, a Imunoglobulina humana antivaricela-zoster, vírus causador da doença, que deve ser administrada em até 96 horas após a exposição.
Ana Paula Burian diz que distribuição de imunobiológicos requer muito planejamento e logística – Divulgação/ SBIm
Essa situação deixa claro que o PNI e seus instrumentos de prevenção vão muito além das vacinas, exemplifica a coordenadora do Centro de Referência em Imunobiológicos Especiais (CRIE) de Vitória e diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Ana Paula Burian. Conhecido pela oferta de centenas de milhões de doses gratuitas de vacinas por ano, o PNI brasileiro chega aos 50 anos também com um arsenal de soros e imunoglobulinas para casos emergenciais ou situações que requerem estratégias alternativas de imunização.
Entre os 48 imunobiológicos oferecidos pelo PNI, menos da metade, 20, são as vacinas propriamente ditas. Os outros 28 são imunobiológicos especiais, soros e imunoglobulinas como a oferecida à gestante no exemplo citado por Ana Paula.
A imunoglobulina humana antirrábica é outro exemplo do que o PNI reserva a essas situações especiais. Indivíduos que apresentaram algum tipo de hipersensibilidade quando utilizaram soros como antitetânico, antirrábico e antiofídico têm indicação de receber essa imunoglobulina quando passam por uma possível exposição ao vírus da raiva, que é letal em praticamente todos os casos. O mesmo se dá com pessoas que não puderam completar o esquema antirrábico por eventos adversos da vacina e indivíduos imunodeprimidos.
Soros contra envenenamento
Até mesmo soros antiofídicos, como o soro antibotrópico (pentavalente), estão no rol de imunobiológicos especiais do PNI. O antibotrópico é indicado para vítimas de mordidas de serpentes do gênero Bothrops, que inclui a jararaca e a surucucu. Outros soros contra envenenamento são o soro antielapídico, contra a cobra coral verdadeira, e os soros antiescorpiônico e antiaracnídico.
O Instituto Butantan fabrica soros há mais de um século, e a produção atualmente envolve a imunização de cavalos com antígenos produzidos a partir de venenos, toxinas ou vírus. A partir disso, o plasma do animal é submetido a processamento industrial de purificação e formulação, resultando em produtos de alta qualidade, segurança e eficácia. Outro produtor tradicional desses soros é o Instituto Vital Brazil, do governo do estado do Rio de Janeiro.
Ana Paula Burian destaca que um leque tão grande de imunobiológicos requer muito planejamento, logística e estrutura para chegar às quase 40 mil salas de vacina e aos mais de 50 CRIEs do país, que tem dimensões continentais e diferentes condições de estrutura e clima.
“As pessoas têm que pensar que, quando o Ministério da Saúde compra uma vacina, ele tem que pensar qual é a quantidade de que é preciso, qual é o transporte que vai levar, se vai de avião, de carro, de barco, de caminhão. E tudo isso tem que ser refrigerado. Tem que ter caixa térmica, bobina de gelo e termômetro para manter em uma temperatura adequada, porque, se congelar, perde a potência, e, se esquentar, também. Então, vacina e imunobiológico têm que ficar em um controle rígido de temperatura para manter a qualidade. Tem que comprar seringa, agulha. São muitas coisas que se faz, com um sistema informatizado para registrar, para que a população inteira possa ser beneficiada.”
Fonte: EBC SAÚDE
Saúde
Conitec chega aos 15 anos com avanços na avaliação de tecnologias e novos marcos de inovação no SUS
Published
2 horas agoon
28 de abril de 2026By
Da Redação
A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) é responsável por auxiliar o Ministério da Saúde na decisão de incorporar, excluir ou alterar medicamentos, procedimentos e produtos em saúde, além de elaborar e atualizar protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas no SUS. O colegiado celebra nesta terça-feira (28/04) 15 anos de instituição.
Ao longo de sua trajetória, a Conitec se consolidou como um instrumento estratégico para garantir que as decisões sobre o que será ofertado no SUS sejam orientadas por critérios explícitos, baseados em evidências científicas, aspecto central para o sistema diante do avanço acelerado das inovações em saúde. Mais do que isso, a existência de uma estrutura como a Conitec permite organizar de forma contínua o processo de avaliação de tecnologias, qualificando as decisões e dando previsibilidade à incorporação no SUS. A secretaria-executiva da comissão é exercida pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE/MS).
A institucionalização de um órgão técnico que assessora a tomada de decisão também impulsiona a entrada de inovações, ao indicar, com base em evidências, quais tecnologias trazem benefícios à população e maior eficiência para o sistema.
Nesse sentido, a Comissão contribui para orientar gestores na adoção de políticas de saúde mais informadas, reforçando sua importância como instrumento que qualifica e viabiliza o acesso à inovação no SUS.
O último ano foi especialmente marcado por avanços. Entre as principais mudanças, destaca-se a ampliação da participação social, com a inclusão de uma cadeira rotativa para organizações da sociedade civil (OSCs) nos comitês da Comissão. Também passou a ser prevista a participação de representantes do setor produtivo em etapas específicas do processo, permitindo que eles apresentem aspectos técnicos, com maior transparência nas discussões.
Uma história em números
Desde sua criação, a Conitec recebeu 1.209 demandas para avaliação de tecnologias, sendo 731 de origem interna (60,5%) e 478 externas (39,5%), o que demonstra o papel estratégico do Ministério da Saúde como orientador de demandas para tratamentos inovadores no SUS. Entre as áreas terapêuticas, destacam-se Infectologia (181 demandas; 15,0%), Oncologia (146; 12,1%), e Hematologia (92; 7,6%), seguidas por Reumatologia e Neurologia (7,3% cada), evidenciando o perfil das demandas e os principais desafios assistenciais do SUS.
Em 2025, foram incorporadas 56 tecnologias, incluindo medicamentos, vacinas, exames diagnósticos e procedimentos. Nos primeiros quatro meses de 2026, foram incorporadas 12 tecnologias ao SUS, voltadas a diferentes condições de saúde, incluindo tratamentos para diferentes tipos de câncer e doenças infectocontagiosas.
Além das incorporações, a Conitec desempenha papel central na organização da rede de atenção à saúde por meio das diretrizes clínicas, especialmente os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT), que orientam o diagnóstico, o tratamento e o acompanhamento de pacientes no SUS.
Até 2011, o Ministério da Saúde já havia publicado 77 diretrizes. Hoje, são 191 diretrizes publicadas e há 75 diretrizes em desenvolvimento, das quais 16 são novas. Isso reforça a preocupação com orientações baseadas em evidências científicas, norteando o uso racional das tecnologias incorporadas ao SUS.
Todo esse trabalho se reflete na disponibilização de exames, medicamentos e outros procedimentos e produtos em saúde pelo Ministério da Saúde, estados e municípios. Assim, a Conitec é uma importante aliada na ampliação do acesso a diagnósticos e tratamentos inovadores no sistema público, apoiando diversas políticas públicas.
Por exemplo, o Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF) é uma estratégia do SUS responsável pela oferta de medicamentos para doenças crônicas e de maior complexidade. Antes da criação da Conitec, entre 2008 e 2011, 88,6 mil pessoas iniciaram tratamento com medicamentos do CEAF por ano. Após sua implementação, entre 2012 e 2025, esse número passou para, em média, 179,8 mil novas pessoas.
Nesse mesmo período, o número de pacientes atendidos por essa estratégia passou de cerca de 1,5 milhão para 3,9 milhões — um crescimento de 157%. Entre os vários fatores que contribuíram para essa ampliação de acesso estão as decisões de incorporação de tecnologias e de aprovações de PCDT, subsidiadas pelas recomendações da Conitec.
Com 15 anos de trajetória, a Conitec reafirma o papel de uma instância técnica essencial para qualificar a tomada de decisão no SUS, assegurando que ela seja orientada por evidências, transparência, participação social e por um processo estruturado e previsto em lei.
Confira todas as mudanças na Cartilha Inovação Normativa da Conitec
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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