Saúde

Para apoiar estados e municípios, Ministério da Saúde amplia prazo para preparativos das obras do PAC Saúde

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O Governo Federal estendeu o prazo para a conclusão da fase de ação preparatória das obras do Novo PAC da Saúde até o dia 15 de junho. São obras de Unidades Básicas de Saúde, Centros de Atenção Psicossocial, Centros Especializados em Reabilitação, Oficinas Ortopédicas e a Central de Regulação SAMU.

A decisão favorece a todos os entes que já deram início ao processo de planejamento de obra e registraram suas ações no Sistema de Monitoramento de Obras (SISMOB), como, por exemplo, apresentação do projeto básico à vigilância sanitária, publicação do edital de licitação da obra escolhida ou assinatura do contrato, dentre outros. O objetivo da decisão de ampliar o prazo é valorizar o empenho dos administradores que estão agindo para iniciar obras.

O Ministério da Saúde efetuou a prorrogação de ofício, isto é, estendeu automaticamente para o dia 15 de junho o prazo para todas as obras que ainda não superaram a ação preparatória. Dessa forma, os gestores de municípios e estados não precisarão protocolar solicitação formal no SISMOB. O alinhamento para essa estratégia foi realizado na última reunião da Comissão Intergestores Tripartite – CIT, ocorrida em 24 de abril.

O período inicial para finalizar a etapa preparatória das construções financiadas por transferência “fundo a fundo” tinha se encerrado no dia 15 de abril. A iniciativa incluía um total de 2.099 projetos, selecionados para municípios e estados em março de 2024. Municípios que não fizeram qualquer movimento em prol do início de obras estão agora com suas propostas em fase de cancelamento.

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“O Ministério da Saúde avalia como positiva a mobilização de gestores de todo o país que teve como resultado 1.019 ordens de início de serviço já emitidas e outras 582 obras já em licitação ou com contrato assinado. Esses números demonstram o comprometimento da grande maioria dos gestores com a ampliação da rede de saúde e o atendimento às necessidades da população”, destacou a Secretária-Executiva adjunta do Ministério da Saúde, Juliana Carneiro.

A pasta reforça seu compromisso com o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e continuará acompanhando de forma próxima a execução das obras do Novo PAC em todo o país. 

Entenda o fluxo das obras “fundo a fundo” na saúde

O fluxo de obras executadas por meio de transferências “fundo a fundo” na área da saúde se divide em quatro etapas: ação preparatória; início de execução; execução e conclusão; e entrada em funcionamento. A ação preparatória é a etapa que se inicia com a habilitação da portaria do Ministério da Saúde e compreende todos os atos necessários para se dar início a obras. Após a superação dessa etapa, o Ministério faz a transferência dos recursos financeiros previstos.

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Fluxo das obras.png

Imagem: Fluxo das obras

O prazo inicial para superar a etapa ação preparatória é de 270 dias. Após esse tempo, o Ministério da Saúde pode, a depender das circunstâncias, prorrogar por até 270 dias adicionais. O que se definiu em janeiro foi que os pedidos de prorrogação, quando deferidos, teriam todos como limite a data de 15 de abril, prazo agora estendido até 15 de junho.

Ação Preparatória

Para superar a ação preparatória, devem ser comprovados os seguintes requisitos:

  • Aprovação da Vigilância Sanitária local ou documento equivalente;
  • Edital de licitação;
  • Licitação homologada;
  • Contrato assinado;
  • Ordem de serviço emitida;
  • Documento de posse ou propriedade do terreno;
  • Indicação da empresa responsável;
  • Nomeação dos fiscais de obra e de contrato; e
  • Instalação de placa identificando a obra. 

Serviço

Para facilitar o suporte aos gestores municipais, contamos com os seguintes canais de comunicação:

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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CIT itinerante pactua políticas públicas de saúde em Porto Alegre

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A 7ª reunião ordinária da Comissão Intergestores Tripartite (CIT) de 2026 aconteceu nesta terça-feira (14), durante o 39º Congresso do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), em Porto Alegre/RS. Esta foi uma edição itinerante da reunião – que habitualmente acontece em Brasília/DF – e consolidou pactuações estruturantes para o Sistema Único de Saúde (SUS).

No início da reunião, o Ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda, assinou um Acordo e Cooperação Técnica entre a pasta e a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), que permitirá a disponibilização de uma plataforma para acompanhamento dos Planos Municipais de Saúde por gestores, conselhos e pela população.

Na sequência, o ministro reafirmou a importância das reuniões da CIT. “Cada pactuação construída aqui representa mais alinhamento entre os gestores e mais capacidade de oferecer serviços de saúde com qualidade, equidade e eficiência em todo o país”.

Entre as pactuações realizadas, está uma portaria de incentivo à implantação e ao custeio de Unidades Móveis de Rua (UMR) no SUS. A iniciativa propõe que veículos adaptados com consultórios clínicos fortaleçam a capacidade operacional, a itinerância, a resolutividade e o acesso ao cuidado integral para a população em situação de rua. A UMR vai contar com desfibrilador, reanimador pulmonar, maca, cadeira clínica, lavatório, caixa térmica para vacinas, glicosímetro, esfigmomanômetro e outros equipamentos.

Ainda na pauta da CIT entrou o Pacto pela Vida do Trabalhador, iniciativa nacional voltada à prevenção, vigilância e resposta aos óbitos e agravos relacionados ao trabalho. A iniciativa foi pactuada e entre os principais avanços previstos está a ampliação do escopo da vigilância, que passa a contemplar não apenas os acidentes de trabalho fatais típicos, mas também outros óbitos com possível relação com a atividade laboral, como aqueles decorrentes de doenças, intoxicações, violências e mortes súbitas. A minuta também define as etapas do processo de vigilância, incluindo identificação, notificação, investigação, análise dos casos, proposição de medidas preventivas, monitoramento e divulgação de informações.

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A reunião também pactuou a atualização das normas sobre o planejamento do SUS, reorganizando diretrizes e instrumentos como os planos de saúde, as programações anuais e os relatórios de gestão, além de apresentar os eixos para a construção da Agenda Interfederativa de Apoio à Política Nacional de Regionalização. Elaborada de forma colaborativa com estados, municípios, controle social e instituições parceiras, a proposta orientará a formulação da política nacional até 2027.

Os integrantes da reunião aprovaram, ainda, uma proposta de atualização do Regimento Interno da CIT e de criação da Rede Vera Coelho de Comissões Intergestores, iniciativa voltada ao fortalecimento da cooperação entre as instâncias interfederativas, à modernização dos processos de pactuação e ao aprimoramento da comunicação e da gestão compartilhada no SUS.

No momento de discussões, a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do MS, Fernanda De Negri, fez um relato sobre as políticas públicas atualmente implementadas no SUS que priorizam o desenvolvimento de soluções locais. Citou o Programa Nacional de Inovação Radical, desenhado para estreitar a distância entre as pesquisas científicas e a produção de novos medicamentos e terapias; o Genomas Brasil, projeto que apoia o conhecimento sobre como fatores genéticos afetam a saúde dos brasileiros; o consórcio brasileiro de pesquisa em Câncer; a criação de um centro de competências em RNA mensageiro para o desenvolvimento de vacinas e terapias; além de um polo dedicado à pesquisa de insumos farmacêuticos ativos (IFA) a partir da biodiversidade do país.

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Já o secretário de Atenção Especializada à Saúde, Mozart Sales, apresentou informações técnicas sobre o Programa Agora Tem Especialistas, como a modalidade Crédito Financeiro, na qual hospitais particulares e filantrópicos que prestam consultas, exames e cirurgias pelo SUS acumulam créditos financeiros com os quais podem regularizar débitos tributários. 

O secretário também informou que estará disponível, a partir de 1º de agosto, o Painel de Monitoramento da Radioterapia, um sistema nacional do SUS que acompanhará, em tempo real, a oferta e a demanda por tratamento de radioterapia em todo país. A plataforma possibilitará a consolidação de dados por município, região, estado e no país, além de oferecer informação em tempo real, dados claros para gestores, profissionais e sociedade, gestão das vagas e redução do tempo de espera pelo tratamento.”

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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