Saúde

Padilha inaugura Centro de Referência da Mulher em Campinas e anuncia expansão de serviços no SUS

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, inaugurou nesta sexta-feira (22), o Centro de Referência de Assistência Integral à Mulher (CRAIM), em Campinas (SP). A nova unidade recebeu R$ 6,5 milhões em investimentos, sendo R$ 5,47 milhões do Ministério da Saúde e R$ 1,1 milhão do município, de acordo com a Prefeitura de Campinas. Com foco na saúde da mulher, a estrutura fortalece uma das áreas prioritárias do Agora Tem Especialistas para reduzir tempo de espera para consultas, exames e cirurgias. 

“Tenho certeza de que este centro vai contribuir de forma decisiva para reduzir o tempo de espera do SUS. Muitas mulheres aguardam meses, até anos, por consultas e exames como mamografia e colposcopia. Aqui, será possível acelerar diagnósticos e garantir tratamento precoce, especialmente contra o câncer de colo do útero e de mama”, afirmou Padilha. 

Com capacidade para 250 atendimentos por dia, o centro contará com cerca de 50 profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros, técnicos, psicólogos, fisioterapeutas e nutricionistas. Os atendimentos serão feitos via encaminhamentos especializados. A estrutura dispõe ainda de sala de observação com dois leitos para gestantes de alto risco e três salas de pequenos procedimentos. 

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Os serviços oferecidos incluem pré-natal de alto risco, patologia cervical, mastologia, planejamento familiar, mamografia e ultrassonografia. O centro prevê ainda expansão futura com a inclusão de fisioterapia, uroginecologia e histeroscopia. 

Padilha reforçou que a saúde da mulher é uma prioridade absoluta do governo federal. “As mulheres são maioria da população e, também, da força de trabalho em saúde. Quase 80% dos profissionais da área são mulheres. Garantir a saúde integral das mulheres significa fortalecer toda a família brasileira”, afirmou. 

Nesta linha, o ministro relembrou que a nova tecnologia para substituir o exame de Papanicolau, testada na região de Campinas em parceria com o CAISM/Unicamp, será levada para todo o país. “Experiências locais bem-sucedidas, como essa inovação que começamos a testar aqui, podem se consolidar como políticas nacionais. É assim que fortalecemos o SUS”, ressaltou.  

Nova estrutura para fortalecer saúde em Campinas 

Ainda em Campinas, Alexandre Padilha participou do lançamento da pedra fundamental para a nova sede do Centro de Saúde Boa Esperança, estrutura que vai unir saúde e atividades educacionais. 

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Foto: João Risi/MS
Foto: João Risi/MS

O novo Centro de Saúde homenageia o professor Flávio de Sá, referência da Unicamp e reconhecido nacionalmente por sua contribuição à ética médica, à gestão e à formação de profissionais de saúde. Ele foi responsável por iniciativas pioneiras no currículo da universidade, com foco na segurança do paciente e no cuidado humanizado, deixando um legado importante para a saúde pública brasileira.   

Edjalma Borges 
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Ministério nomeia membros do Comitê Técnico Interministerial de Saúde da População Negra

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O Ministério da Saúde designou os membros do Comitê Técnico Interministerial de Saúde da População Negra (CTSPN), de caráter permanente. A instância tem como finalidade monitorar e avaliar a implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) no SUS, contribuindo para a equidade racial.

“​​A atuação conjunta entre governo, gestores, conselhos, movimentos sociais e sociedade civil é fundamental para enfrentar as desigualdades raciais, combater o racismo institucional e propor ações estruturantes que atendam às necessidades das pessoas negras”, destacou a coordenadora-geral de Atenção à Saúde da População Negra, Rosimery Santos, que também assume a coordenação do Comitê.

O CTSPN reúne representantes dos ministérios da Saúde, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos e da Cidadania, dos conselhos nacionais de Saúde (CNS), de Secretários de Saúde (Conass), de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR), além de representantes de organizações da sociedade civil e de movimentos sociais de abrangência nacional.

A articulação intersetorial entre diferentes órgãos, conselhos, organizações da sociedade civil e movimentos sociais fomenta a construção participativa de estratégias voltadas à equidade racial e à garantia do direito à saúde.

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A Portaria estabeleceu, ainda, a instituição do Comitê Técnico de Saúde da População Negra em caráter permanente, também sob a condução da Coordenação-Geral de Atenção à Saúde da População Negra, voltado ao acompanhamento das ações da pasta. 

Enquanto o Comitê Técnico Interministerial (CTSPN) tem um escopo amplo e articulação intersetorial para monitorar e avaliar a implementação nacional da PNSIPN de forma transversal entre diferentes ministérios, o Comitê Técnico de Saúde da População Negra atua no âmbito interno, dedicando-se especificamente ao acompanhamento, qualificação e fortalecimento das ações setoriais desenvolvidas pelo Ministério da Saúde.

Camila Rocha
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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