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Mutirão do Agora Tem Especialistas realiza em um único dia mais de 12 mil atendimentos para pacientes do SUS

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Com 12,4 mil atendimentos realizados em um único dia, o Mutirão do Agora Tem Especialistas superou as expectativas. Realizada no âmbito do programa do governo federal, que visa reduzir o tempo de espera por serviços especializados, a iniciativa aconteceu no último sábado (5/7), Dia E – Ebserh em Ação, em 45 hospitais universitários federais 100% SUS. A estimativa inicial era a oferta de 10,3 mil consultas, exames e cirurgias eletivas para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) previamente agendados. 

Realizado pelos Ministérios da Saúde e da Educação e pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), o Mutirão do Agora Tem Especialistas realizou de forma simultânea, em 36 municípios de todas as regiões do país, 10.160 exames, 1.244  consultas e 1.060 cirurgias. Mais de dois mil médicos, professores, residentes, estudantes de graduação e outros trabalhadores da saúde da Rede Ebserh participaram da iniciativa, que priorizou áreas essenciais para o SUS como oncologia, cardiologia, ortopedia, oftalmologia e saúde da mulher

Entre os atendimentos ofertados, estão procedimentos cirúrgicos de média e alta complexidade, consultas especializadas e exames de imagem, como radiologia convencional, ressonância magnética, tomografia, ultrassonografia, mamografia, endoscopia, colonoscopia e biópsias.

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Foto: João Risi/MS

Parceria fortalece o programa 

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou que o mutirão realizado entrou para a história dos atendimentos no Brasil. “Já tivemos mutirão de um procedimento específico ou de um tipo de exame. Este foi o mais diversificado já realizado nacionalmente na história do SUS”, afirmou. Para Padilha, “o envolvimento dos hospitais universitários federais, coordenados pela Ebserh, é decisivo para garantir a formação de novos especialistas e a ampliação da capacidade de atendimento à população”. 

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Já o ministro da Educação, Camilo Santana, reforçou que o objetivo é garantir que esses atendimentos possam ser realizados o mais rápido possível, reduzindo filas e o tempo de espera em todo o país. “Essa ação no programa Agora Tem Especialistas representa uma integração estratégica entre o Ministério da Educação e o Ministério da Saúde. Estamos mobilizando toda a rede federal. O MEC está à disposição para construirmos juntos esse esforço histórico em defesa da saúde pública brasileira”, afirmou Santana. 

Maior mutirão do SUS 

A medida permitiu a ampliação do atendimento e a redução do tempo de espera na rede pública de saúde. Além disso, promoveu a aprendizagem dos estudantes da área da saúde, que puderam testar seus conhecimentos supervisionados pelos professores e demais profissionais da Rede Ebserh. 

O presidente da Ebserh, Arthur Chioro, explicou que o Dia E está alinhado ao programa Agora Tem Especialistas. “É isso que mobiliza para que a gente possa ajudar esse esforço do Brasil de garantir – da consulta à cirurgia – as necessidades da população”, comentou. 

“É o maior mutirão do SUS já feito no Brasil inteiro e o mais diverso. Já teve situação de fazer mutirão de uma cirurgia, um tipo de procedimento. Nós fizemos em todo o Brasil, de Norte a Sul, com 45 hospitais, 1.060 cirurgias e mais de 10 mil procedimentos de diagnóstico, de consulta. É um movimento que não para”, afirmou. 

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Arthur Chioro ressaltou que a orientação para os hospitais universitários federais é para que ampliem o horário de funcionamento com um terceiro turno, incluindo atendimentos aos sábados e domingos. Desde março, hospitais geridos pela estatal já realizaram 166 mutirões pelo país. Outro esforço concentrado nacional está previsto para setembro.

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Foto: João Risi/MS

União pela saúde dos brasileiros 

Durante o Dia E, oito ministros de Estado, além de reitores, parlamentares, prefeitos e secretários municipais e estaduais de saúde, participaram das ações nos hospitais universitários. Na capital fluminense, a primeira-dama, Janja Lula da Silva, acompanhou o mutirão no Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Rio de Janeiro (CH-UFRJ), acompanhada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, pela ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, e pelo presidente da Ebserh, Arthur Chioro. 

Também acompanharam o mutirão, em outros estados, os ministros Camilo Santana (Educação), Macaé Evaristo (Direitos Humanos e Cidadania), Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais), Margareth Menezes (Cultura), Márcia Lopes (Mulheres) e Márcio Macedo (Secretaria Geral da Presidência da República).

Fonte: Ministério da Saúde

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Ministério da Saúde mobiliza SAMU 192 para treinar equipes e apoiar estudo clínico com polilaminina

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O Ministério da Saúde mobilizou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) da capital paulista para apoiar a identificação e o encaminhamento de pacientes ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP). Os voluntários elegíveis poderão participar de um estudo clínico sobre o uso da polilaminina no tratamento de lesões agudas da medula espinhal.

Em reunião com o Ministério da Saúde nesta sexta-feira (18), foi definido que o SAMU fará adaptação no protocolo desses casos e treinamento específico das equipes para identificar as pessoas que se enquadrem nos critérios dos ensaios, previstos para começarem no dia 24 deste mês.

A polilaminina será aplicada em cinco voluntários, que tenham sofrido lesão na medula há menos de 72 horas e atendam aos demais critérios estabelecidos pelo protocolo da pesquisa. A ação representa um avanço regulatório e científico no país ao viabilizar o desenvolvimento de uma nova terapia para pacientes com lesões na medula espinhal e integrar a pesquisa clínica diretamente à assistência no Sistema Único de Saúde (SUS).

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Baseada em um protocolo validado e conduzida por pesquisadores capacitados, a parceria exige que o SAMU de São Paulo identifique prontamente os casos com o perfil exigido, viabilizando o rápido encaminhamento ao HC-FMUSP.

Articulação

Além do SAMU, a articulação do Ministério da Saúde envolve o HC-FMUSP e o laboratório responsável pela pesquisa. Também foi acertado que o treinamento das equipes da capital paulista poderá ser utilizado por serviços de urgência de cidades próximas, caso seja identificada a necessidade de ampliar a área de encaminhamento de pessoas socorridas para o estudo.

O estudo foca especificamente em pacientes com lesões agudas completas da medula espinhal torácica (entre as vértebras T2 e T10), ocorridas há menos de 72 horas e com indicação cirúrgica. A previsão é recrutar cinco voluntários nesta etapa. A inclusão no estudo dependerá de atendimento rigoroso aos critérios clínicos. Após a aplicação da polilaminina, os pacientes serão acompanhados por seis meses.

A polilaminina é um medicamento desenvolvido a partir da laminina, proteína naturalmente produzida pelo organismo humano e fundamental para a manutenção da estrutura celular e regeneração do tecido nervoso. Em casos de trauma medular, ocorre

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o rompimento das estruturas responsáveis por conduzir os impulsos nervosos entre o cérebro e o restante do corpo.

Pesquisa clínica

Os estudos são desenvolvidos por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), sob a liderança da professora Tatiana Sampaio, em parceria com o laboratório Cristália.

A fase 1 do ensaio clínico foi autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e visa confirmar a segurança da polilaminina. Caso os resultados sejam positivos, o estudo poderá avançar para as fases 2 e 3, quando a eficácia do tratamento será avaliada de forma mais ampla. O registro comercial do medicamento só poderá ser solicitado após a conclusão da terceira etapa.

Ao longo da estruturação do projeto, o Ministério da Saúde investiu recursos na pesquisa básica, contribuindo para a construção de uma base científica sólida antes da aplicação em seres humanos. A pesquisa busca desenvolver alternativas para a regeneração tecidual e funcional.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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