Saúde

Ministro da Saúde recebe diretor-geral da Polícia Federal

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O ministro Alexandre Padilha recebeu, nesta sexta-feira (16), no Ministério da Saúde, o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. Durante o encontro, o ministro apresentou ao diretor-geral um balanço de medidas adotadas pela pasta para garantir o monitoramento e fiscalização do programa Farmácia Popular.

“O Farmácia Popular foi reconstruído e fortalecido pelo presidente Lula, que ampliou, ainda, a gratuidade dos medicamentos neste ano. E esse crescimento foi acompanhado da intensificação das medidas de fiscalização”, ressaltou o ministro da Saúde.

As ações de controle do Farmácia Popular tinham sido paralisadas em 2018, e a retomada das medidas apresentou expressivos resultados: a pasta suspendeu preventivamente 2.084 farmácias desde 2023 e descredenciou 501. Ao todo, R$ 7,9 milhões foram restituídos à União no período. Apenas neste ano, 335 foram suspensas e 99 descredenciadas.

O diretor-geral da Polícia Federal destacou a cooperação do Ministério da Saúde com a PF e a Controladoria-Geral da União (CGU) em investigações de instituições conveniadas ao programa. Na última operação deflagrada pela PF, em fevereiro deste ano, todas as farmácias investigadas já estavam suspensas por ação do Ministério da Saúde.

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“O trabalho em conjunto das instituições, com a ação prévia do Ministério em suspender os estabelecimentos sob suspeita, garante o avanço mais célere das investigações, impede que mais recursos sejam desviados e ainda facilita a recuperação dos valores”, declarou o diretor-geral da PF.

Mais controle e retorno das auditorias do DenaSUS

A retomada do monitoramento e da fiscalização na gestão do programa foi possível com a estruturação de novos mecanismos de controle pela coordenação do Farmácia Popular. Foram restituídos, por exemplo, 25 indicadores de monitoramento, que vão desde a frequência de retirada do medicamento à quantidade vendida de acordo com o tamanho da população.

Outra ação será a retomada das auditorias in loco e via sistema pelo Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DenaSUS). As visitas presenciais haviam sido interrompidas em 2021, sendo que a atividade principal de auditoria era o Procedimento de Análise Informatizada, que identifica um conjunto de trilhas de auditoria.

Novos credenciamentos e gratuidade de todos os medicamentos

O Ministério da Saúde reiniciou, em 2023, o credenciamento de novos estabelecimentos, após mais de nove anos sem abrir para adesões. Novos registros foram abertos, inicialmente, em 811 municípios com adesão ao Mais Médicos ou com alta vulnerabilidade. Em seguida, foi aberto novo edital com 758 municípios que não tinham nenhuma farmácia credenciada.

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Atualmente, 746 novas farmácias estão credenciadas em 527 novos municípios, ultrapassando 31 mil estabelecimentos que atendem mais de 10,1 milhões de pessoas por mês.

Na ampliação do acesso promovida nos últimos anos, a gratuidade foi estendida para todos os itens disponíveis no programa, incluindo os medicamentos para hipertensão, diabetes, asma, osteoporose, dislipidemia (colesterol alto), rinite, doença de Parkinson, diabetes associada a doença cardiovascular e glaucoma, além dos anticoncepcionais e da fralda geriátrica. O Farmácia Popular também passou a distribuir absorventes higiênicos gratuitamente às populações mais vulneráveis, no âmbito do Programa Dignidade Menstrual, em janeiro de 2024.

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Brasil mantém ações de resposta ao sarampo e reforça importância da vacinação

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A vacinação é a principal forma de prevenção contra o sarampo. Com a ocorrência de casos em São Paulo, o Ministério da Saúde reforça o chamamento para que a população mantenha a caderneta atualizada. A Campanha Nacional de Multivacinação, que segue até 1º de setembro, é uma oportunidade para crianças e adolescentes menores de 15 anos verificarem a situação vacinal e receberem as doses necessárias, incluindo a tríplice viral, disponível gratuitamente no SUS. 

O Brasil confirmou 27 casos de sarampo em 2026. Desse total, 24 estão relacionados a uma cadeia de transmissão ativa iniciada em junho no estado de São Paulo, sendo 21 casos na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. Os outros três casos, dois em São Paulo e um no Rio de Janeiro, sem relação entre si, foram registrados anteriormente e já são considerados encerrados após 12 semanas sem novas ocorrências associadas. 

Diante do cenário, o Ministério da Saúde mantém atuação integrada com as autoridades estaduais e municipais para interromper a transmissão e evitar a disseminação da doença. As medidas incluem intensificação da investigação epidemiológica, identificação e acompanhamento de contatos, busca ativa de casos, bloqueio vacinal e ampliação das ações de vacinação, conforme a situação epidemiológica de cada localidade. 

A atuação conjunta tem sido fundamental para evitar a reintrodução e a circulação sustentada do vírus no país. Em 2025, foram confirmados 38 casos importados ou relacionados à importação, todos controlados por meio das ações de vigilância e vacinação. Com isso, o Brasil segue livre da circulação endêmica do sarampo, mesmo diante do aumento de casos registrado em outros países das Américas. 

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Em 2026, o Ministério da Saúde já distribuiu mais de 13 milhões de doses da vacina tríplice viral para estados e municípios. Mais de 5,4 milhões de doses foram aplicadas em todo o país. 

As coberturas vacinais contra o sarampo voltaram a crescer a partir de 2023, após seis anos consecutivos de queda. A cobertura da vacina tríplice viral, que estava abaixo de 80% em 2021, superou 93% em 2025. No ano passado, o país alcançou o melhor resultado dos últimos nove anos, com crescimento médio anual de 10% no número de crianças protegidas, o equivalente a cerca de 1 milhão de crianças a mais vacinadas a cada ano nos primeiros anos de vida. 

Vacinação é principal forma de prevenção 

Altamente contagioso, o sarampo pode ser prevenido pela vacinação. A vacina tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola, é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e integra o Calendário Nacional de Vacinação. 

Para crianças, o esquema de rotina prevê duas doses: a primeira aos 12 meses e a segunda aos 15 meses de idade. Pessoas de até 29 anos que não tenham sido vacinadas ou não possuam comprovação devem receber duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias entre as doses. Para adultos de 30 a 59 anos, é recomendada uma dose. 

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Em situações de circulação do vírus, as estratégias podem ser ampliadas de acordo com a avaliação epidemiológica. Em São Paulo, diante da cadeia de transmissão identificada, o Ministério da Saúde recomendou a ampliação da vacinação nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, incluindo crianças de 6 a 11 meses com a chamada “dose zero”. 

A dose zero é uma estratégia adicional de proteção para crianças menores de 1 ano em cenários de maior risco e não substitui as doses previstas no calendário de rotina aos 12 e 15 meses. O Ministério da Saúde reforça a orientação para que a população verifique a situação vacinal e mantenha a caderneta atualizada. A vacinação é a principal medida para prevenir casos, interromper cadeias de transmissão e evitar a reintrodução do sarampo no país. 

Confira a caderneta e atualize as vacinas. Conheça a campanha de multivacinação

Deborah Novais
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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