Saúde

Ministério da Saúde seleciona 91 projetos para a transformação digital do SUS

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O Ministério da Saúde selecionou 91 projetos para o Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde – Informação e Saúde Digital (PET-Saúde Digital). A portaria com a lista completa dos aprovados foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (9). O programa fomenta pesquisas em instituições de ensino de maneira integrada com estudantes da área da saúde e profissionais de saúde para qualificar serviços digitais no âmbito do SUS.

O PET-Saúde Digital é desenvolvido conjuntamente com a Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação. “A parceria tem sido essencial para valorizar o papel das universidades públicas na promoção da saúde digital, da pesquisa, da extensão universitária e da inovação aplicada aos serviços públicos”, aponta a secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad. 

As propostas aprovadas representam instituições de ensino superior e redes de saúde em todas as regiões do país. Juntas, essas iniciativas correspondem a 730 grupos tutoriais, distribuídos nacionalmente, configurando uma ação estratégica e abrangente de fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da educação, do trabalho colaborativo e da transformação digital. 

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O PET-Saúde Digital tem como metas: ampliar a formação de profissionais de saúde com conhecimentos em tecnologias digitais; promover a educação permanente e a formação crítica de usuários, trabalhadores e gestores do SUS; desenvolver soluções digitais que melhorem a gestão do cuidado e a qualidade dos serviços de saúde; fomentar a integração entre ensino, serviços de saúde e comunidade, com foco na transformação digital do SUS; e promover a soberania digital no SUS, garantindo o uso ético e seguro de tecnologias digitais.

A seleção observou rigorosamente os critérios estabelecidos no edital, com base em avaliação técnica das propostas a partir da viabilidade, coerência interna, capacidade técnica da equipe proponente, estratégias metodológicas, grau de inovação e a relevância das ações para o fortalecimento do SUS. 

A iniciativa reafirma o compromisso com a formação inter e transdisciplinar, o trabalho interprofissional e a integração do ensino, dos serviços de saúde e da comunidade para promover um cuidado mais qualificado por meio de práticas inovadoras e sustentáveis no SUS, com apoio das tecnologias digitais. 

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Brasil e Paraguai realizam Dia D de vacinação na fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero

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O Ministério da Saúde do Brasil, em parceria com o Ministério da Saúde Pública e Bem-Estar Social do Paraguai e com apoio da OPAS/OMS, realizou nesta terça-feira (28) o Dia D da Semana de Vacinação das Américas (SVA) 2026 na fronteira entre Ponta Porã (MS) e Pedro Juan Caballero. A mobilização busca ampliar a cobertura vacinal, atualizar cadernetas e reforçar a proteção contra doenças imunopreveníveis em uma região de grande circulação de pessoas entre os dois países.

“A gente vive hoje em um mundo globalizado, com muitas ameaças à saúde pública. Duas delas são centrais: a desinformação e a negação da ciência. E essa negação se torna especialmente perigosa quando coloca em dúvida os benefícios comprovados das vacinas, que foram responsáveis por reduzir e até eliminar diversas doenças. Quando a cobertura vacinal cai, esses agravos podem voltar a circular, como temos visto com o sarampo. Por isso, ações como esta, na fronteira entre Brasil e Paraguai, são fundamentais, porque reforçam um compromisso conjunto com a ciência, com a proteção da população e com a saúde pública dos nossos países”, afirmou a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Mariângela Simão.

A ação ocorreu na Linha Internacional, um dos principais pontos de travessia da fronteira, com oferta de vacinas previstas nos calendários nacionais de imunização. A iniciativa reforça a vacinação como principal estratégia de prevenção e controle de doenças.

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A campanha binacional foi fortalecida neste ano com a assinatura de um acordo de cooperação internacional durante o III Encontro Internacional de Saúde nas Fronteiras Brasil-Paraguai, com participação do Ministério da Saúde, do Conass e de governos estaduais. O documento prevê campanhas simultâneas de vacinação em áreas de fronteira e consolida ações desenvolvidas desde 2025, incluindo o Projeto de Monitoramento para Vigilância em Saúde na fronteira Brasil-Paraguai.

Além de Ponta Porã, as ações de vacinação em Mato Grosso do Sul seguem até 2 de maio nos municípios de Porto Murtinho, Bela Vista, Coronel Sapucaia e Paranhos, em articulação com as cidades paraguaias de Carmelo Peralta, Bella Vista Norte, Capitán Bado e Ypejhú. A programação inclui postos de vacinação e serviços de atenção básica dos dois lados da fronteira.

Contexto epidemiológico

A realização do Dia D ocorre em um cenário de alerta sanitário regional. A vacinação segue como a principal medida para prevenir doenças imunopreveníveis, proteger populações vulneráveis e interromper cadeias de transmissão, especialmente em áreas de alta mobilidade populacional.

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Regiões de fronteira apresentam desafios específicos para a imunização, como intenso fluxo migratório, diferentes sistemas de saúde e acesso irregular aos serviços, fatores que podem favorecer a circulação de vírus já controlados em outros contextos.

Alerta para viajantes

Com a proximidade da Copa do Mundo FIFA 2026, o Ministério da Saúde recomenda que brasileiros que viajarão aos Estados Unidos, México e Canadá atualizem a vacinação contra o sarampo antes do embarque. A vacina é ofertada gratuitamente pelo SUS para pessoas de 1 a 59 anos.

A orientação considera o aumento da circulação internacional de pessoas e os surtos registrados nos três países-sede, que apresentam crescimento de casos desde 2025 e mantêm transmissão ativa da doença em 2026.

Até o momento, o Brasil registrou três casos de sarampo em 2026: um no Rio de Janeiro, em uma mulher sem histórico vacinal, e dois em São Paulo, incluindo uma criança com viagem recente à Bolívia. Em todos os casos, foram adotadas medidas imediatas de bloqueio e vacinação. O país permanece livre da circulação endêmica da doença, com resposta baseada em vigilância epidemiológica e alta capacidade de imunização.

Amanda Milan
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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