Saúde

Ministério da Saúde reúne familiares de vítimas da COVID e apresenta avanços do Memorial e do Guia de Manejo da Pós-COVID

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O Ministério da Saúde (MS) reuniu, na quinta-feira (4), familiares de vítimas da COVID, representantes da sociedade civil e especialistas da área da saúde para apresentar avanços em duas iniciativas estratégicas: a construção do Memorial em Homenagem às Vítimas da COVID e a finalização do Guia de Manejo das Condições pós-COVID. O encontro foi coordenado pelo secretário executivo da pasta, Adriano Massuda, e reafirmou o compromisso do governo com a preservação da memória coletiva e com o cuidado integral às pessoas afetadas pela pandemia.

Na ocasião, o Ministério informou que o Memorial segue dentro do cronograma e deve ser inaugurado entre março e abril de 2026. A obra será realizada por meio de concurso de artistas plásticos, com o projeto vencedor sendo responsável pela execução do monumento. Conjuntamente, será inaugurado o Centro Cultural da Saúde com uma exposição dedicada ao impacto da pandemia, que contará ainda com o repositório digital relacionado ao acervo do centro, garantindo amplo acesso da população às informações.

O encontro contou com a participação de entidades como a Associação de Vítimas e Familiares de Vítimas da Covid (Avico), a Associação Vida e Justiça, a Coalisão Nacional Orfandade e Direitos, familiares das vítimas da Prevent Senior, representantes dos ex-médicos da Prevent Senior, a Frente pela Vida, a Sociedade Brasileira de Bioética (SBB), a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o Conselho Nacional de Saúde (CNS) e a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), além de outras organizações da sociedade civil engajadas na defesa do direito à memória e à saúde.

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Os representantes das entidades e associações reforçaram a importância do projeto e celebraram a abertura para participação da sociedade civil no processo curatorial. Segundo eles, o Memorial será não apenas um local de homenagem, mas também de reflexão, aprendizado e mobilização social.

Outro destaque do encontro foi o Guia de Manejo das Condições Pós-COVID, que está em fase final de elaboração e será concluído até outubro de 2025. O documento reunirá orientações nacionais para diagnóstico, tratamento e acompanhamento multiprofissional de pessoas com condições pós-Covid, oferecendo referência para profissionais de saúde, gestores e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). A distribuição está prevista para todas as regiões do país até dezembro do próximo ano.

Para o secretário-executivo Adriano Massuda, a reunião simboliza um marco no diálogo entre o governo e as entidades representativas: “Mais do que um espaço de escuta, este encontro reafirma que a memória das vítimas e o cuidado com os sobreviventes seguirão no centro das políticas públicas do Ministério da Saúde”, afirmou.

As famílias presentes avaliaram o encontro de forma positiva e destacaram o acolhimento institucional, pois além de fortalecer a memória das vítimas, as iniciativas apresentadas buscam garantir que os impactos da pandemia sejam reconhecidos e transformados em ações permanentes de cuidado em saúde.

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Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Ministério da Saúde detalha processo de transição de insulina glargina para secretários municipais

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O processo de nacionalização da insulina análoga de ação prolongada, a glargina, no Sistema Único de Saúde (SUS) foi destacado pelo Ministério da Saúde(MS) nesta segunda-feira (13/7), durante o 39º Congresso Nacional do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), na capital gaúcha. O tema foi apresentado no seminário que abordou estratégias para organizar fluxos assistenciais, logística, dispensação e acompanhamento clínico a partir da perspectiva da regionalização da saúde pública.

Inicialmente, a nacionalização da glargina atenderá crianças e adolescentes de 2 a menores de 18 anos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com os tipos 1 e 2, explicou a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do (MS), Fernanda De Negri. “A gente começou separando por faixa etária justamente para poder fazer essa migração gradual. À medida que todos esses pacientes tiverem acesso à glargina, a gente ampliará o público-alvo”, informou.

A secretária ressaltou que a inclusão do medicamento foi necessária para mitigar o cenário de desabastecimento global da insulina NPH por parte dos fabricantes, já que a NPH ainda representa 90% da insulina utilizada no SUS.

Nesse cenário, o acesso à glargina em escala foi viabilizado por meio de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), instrumento do Ministério da Saúde que aproxima instituições públicas e empresas privadas para fomentar a produção pública nacional de tecnologias consideradas estratégicas para o SUS.

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“Essa janela de oportunidade da PDP veio justamente no momento em que nos possibilitou ter mais segurança para fazer essa migração de forma previsível e gradual, de modo a não deixar o paciente do SUS sem medicamento e, ao mesmo tempo, começar a oferecer uma insulina de maior qualidade”, reforçou.

Em sua fala, Fernanda De Negri pontuou que a transição estabeleceu ainda ações de treinamento voltadas às equipes de Atenção Primária à Saúde (APS) e de Assistência Farmacêutica locais. Para apoiar esses processos, o Ministério da Saúde disponibilizou materiais técnicos e ofertou cerca de 130 oficinas em conjunto com o Conasems. 

Distribuição

O envio da insulina aos estados e municípios tem sido realizado com base no planejamento e nas solicitações periódicas das secretarias de saúde estaduais e municipais. Após o recebimento dos lotes em cada região, o medicamento estará disponível para a população nas farmácias da Atenção Primária, como as das Unidades Básicas de Saúde (UBS), de acordo com a organização de cada município.

Benefícios

Os benefícios da glargina também foram destacados, entre eles está o maior tempo de ação, que garante cobertura de até 24 horas para a maioria dos pacientes. Além disso, o medicamento oferece mais segurança ao reduzir o risco de episódios de hipoglicemia, especialmente durante o período noturno. Outro diferencial é a estabilidade e a praticidade que proporciona: ela promove menor oscilação nos níveis de glicose no sangue e dispensa preparação prévia, diferentemente da insulina NPH, que exige agitação antes do uso.

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Projeto-piloto

A secretária ressaltou que a transição foi estruturada por um grupo de trabalho específico, composto por representantes de diversos setores. O planejamento incluiu a implementação de um projeto-piloto, iniciado em março deste ano no Amapá, Distrito Federal, Paraíba e Paraná, voltado a crianças e adolescentes (de 2 a 17 anos) com diabetes tipo 1, além de idosos com 80 anos ou mais que convivem com o tipo 1 e 2.

A iniciativa permitiu acompanhar a utilização da insulina glargina em condições reais de atendimento, avaliar aspectos operacionais, identificar gargalos logísticos e subsidiar os ajustes necessários para a implementação em todo o país.

Rodrigo Eneas
Roberta Paola
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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