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Ministério da Saúde reforça papel do PROADI-SUS em debate nacional sobre inovação e governança no SUS

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O Ministério da Saúde reuniu gestores públicos, representantes de hospitais de excelência, universidades e órgãos de controle para avaliar os resultados do atual ciclo do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS) e discutir os próximos passos para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). O II Seminário Anual de Avaliação de Projetos do PROADI-SUS 2025, foi realizado entre os dias 20 e 23 de outubro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. 

Durante quatro dias de programação, o seminário promoveu painéis, oficinas e mesas-redondas sobre avaliação de políticas públicas, inovação, governança baseada em evidências e transparência institucional, em alinhamento com as agendas prioritárias do Ministério da Saúde. O evento também consolidou a integração entre o PROADI-SUS e o programa Agora Tem Especialistas, que tem como foco a redução do tempo de espera e a ampliação do acesso à atenção especializada no SUS. A cerimônia de abertura contou com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, secretários e técnicos do ministério e representantes do setor. 

“O SUS completa 35 anos, e todos os hospitais que hoje integram o PROADI-SUS já existiam antes disso, atuando com compromisso e filantropia no cuidado à população brasileira. Essa parceria sempre teve uma participação ativa, contribuindo não apenas para financiar projetos que respondem às demandas do presente, mas também para refletir sobre os impactos de médio prazo e redesenhar políticas públicas que depois são incorporadas pelo SUS. Queremos seguir renovando essa cooperação para construir juntos os próximos 35 anos do nosso sistema de saúde”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

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O programa, que avança para o último ano do seu 6º triênio (2024–2026), conta atualmente com 193 projetos ativos, totalizando R$ 3,4 bilhões em investimentos. Em 2025, o A.C. Camargo Câncer Center passou a integrar a rede de hospitais de excelência participantes, ao lado do Sírio Libanês, Beneficência Portuguesa, Einstein Hospital Israelista, HCOR, Moinhos de Vento, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, ampliando o alcance e a diversidade das iniciativas em curso. 

Entre os projetos de destaque, está o Super Centro Brasil para Diagnóstico de Câncer, executado pelo A.C. Camargo em parceria com o INCA, que utiliza telepatologia e inteligência artificial para acelerar e qualificar diagnósticos oncológicos no SUS, promovendo mais equidade regional e eficiência nos fluxos de cuidado. 

O seminário também reforçou o papel do PROADI-SUS na formação e qualificação de profissionais de saúde, com ações voltadas a áreas estratégicas, como oncologia, saúde da mulher e telessaúde. 

“É uma grande prioridade para o Ministério da Saúde reduzir o tempo de espera, qualificar o cuidado com a população, estar junto do povo brasileiro. Por isso que o Ministério da Saúde tem priorizado o programa Agora Tem Especialistas, e para esse programa é fundamental que tenhamos profissionais com a melhor distribuição, com a qualificação necessária para cuidar bem do povo brasileiro. As iniciativas do PROADI-SUS têm sido fundamentais nesse sentido, com parcerias para formar preceptores, qualificar programas de residência e oferecer cursos de aprimoramento que permitem que especialistas se atualizem e desenvolvam suas atividades em serviços importantes para o SUS”, destacou o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Felipe Proenço. 

Na área da saúde digital, o programa tem impulsionado a ampliação da telessaúde, com mais de 389 mil atendimentos realizados entre 2024 e 2025 nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, contribuindo para a resolutividade da Atenção Primária e a integração entre os níveis de atenção. 

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“A ideia é que a gente também integre a Telessaúde nesse processo, não só com a transformação digital, mas com a lógica do Agora Tem Especialistas e com os especialistas, de uma maneira fluida — que é a jornada do paciente: ora digital, ora presencial. Sempre buscando tirar o melhor de cada uma dessas oportunidades”, afirmou a secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad. 

“A gente vem trabalhando a questão da inteligência artificial de várias formas. Então, quando a gente faz a opção pela plataforma da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) como modelo de interoperabilidade, quando busca interoperar os diferentes sistemas e avançar na implantação do prontuário eletrônico, estamos, de fato, estruturando o caminho para poder, depois, usar a IA de uma maneira mais automatizada, mas também responsável”, completou. 

Já na atenção especializada, os projetos em execução têm contribuído para reduzir o tempo de espera e melhorar o acesso a diagnósticos e tratamentos, em parceria com gestores estaduais e municipais de saúde. 

O encerramento do evento destacou a importância da cooperação entre o Ministério da Saúde, os hospitais de excelência e os entes federativos no fortalecimento do SUS, com foco na eficiência da gestão e na ampliação da oferta de serviços à população. 

Thamirys dos Santos
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Ministério da Saúde detalha processo de transição de insulina glargina para secretários municipais

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O processo de nacionalização da insulina análoga de ação prolongada, a glargina, no Sistema Único de Saúde (SUS) foi destacado pelo Ministério da Saúde(MS) nesta segunda-feira (13/7), durante o 39º Congresso Nacional do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), na capital gaúcha. O tema foi apresentado no seminário que abordou estratégias para organizar fluxos assistenciais, logística, dispensação e acompanhamento clínico a partir da perspectiva da regionalização da saúde pública.

Inicialmente, a nacionalização da glargina atenderá crianças e adolescentes de 2 a menores de 18 anos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com os tipos 1 e 2, explicou a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do (MS), Fernanda De Negri. “A gente começou separando por faixa etária justamente para poder fazer essa migração gradual. À medida que todos esses pacientes tiverem acesso à glargina, a gente ampliará o público-alvo”, informou.

A secretária ressaltou que a inclusão do medicamento foi necessária para mitigar o cenário de desabastecimento global da insulina NPH por parte dos fabricantes, já que a NPH ainda representa 90% da insulina utilizada no SUS.

Nesse cenário, o acesso à glargina em escala foi viabilizado por meio de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), instrumento do Ministério da Saúde que aproxima instituições públicas e empresas privadas para fomentar a produção pública nacional de tecnologias consideradas estratégicas para o SUS.

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“Essa janela de oportunidade da PDP veio justamente no momento em que nos possibilitou ter mais segurança para fazer essa migração de forma previsível e gradual, de modo a não deixar o paciente do SUS sem medicamento e, ao mesmo tempo, começar a oferecer uma insulina de maior qualidade”, reforçou.

Em sua fala, Fernanda De Negri pontuou que a transição estabeleceu ainda ações de treinamento voltadas às equipes de Atenção Primária à Saúde (APS) e de Assistência Farmacêutica locais. Para apoiar esses processos, o Ministério da Saúde disponibilizou materiais técnicos e ofertou cerca de 130 oficinas em conjunto com o Conasems. 

Distribuição

O envio da insulina aos estados e municípios tem sido realizado com base no planejamento e nas solicitações periódicas das secretarias de saúde estaduais e municipais. Após o recebimento dos lotes em cada região, o medicamento estará disponível para a população nas farmácias da Atenção Primária, como as das Unidades Básicas de Saúde (UBS), de acordo com a organização de cada município.

Benefícios

Os benefícios da glargina também foram destacados, entre eles está o maior tempo de ação, que garante cobertura de até 24 horas para a maioria dos pacientes. Além disso, o medicamento oferece mais segurança ao reduzir o risco de episódios de hipoglicemia, especialmente durante o período noturno. Outro diferencial é a estabilidade e a praticidade que proporciona: ela promove menor oscilação nos níveis de glicose no sangue e dispensa preparação prévia, diferentemente da insulina NPH, que exige agitação antes do uso.

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Projeto-piloto

A secretária ressaltou que a transição foi estruturada por um grupo de trabalho específico, composto por representantes de diversos setores. O planejamento incluiu a implementação de um projeto-piloto, iniciado em março deste ano no Amapá, Distrito Federal, Paraíba e Paraná, voltado a crianças e adolescentes (de 2 a 17 anos) com diabetes tipo 1, além de idosos com 80 anos ou mais que convivem com o tipo 1 e 2.

A iniciativa permitiu acompanhar a utilização da insulina glargina em condições reais de atendimento, avaliar aspectos operacionais, identificar gargalos logísticos e subsidiar os ajustes necessários para a implementação em todo o país.

Rodrigo Eneas
Roberta Paola
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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