Saúde

Ministério da Saúde reforça articulação com estados e municípios para avançar na transição de insulinas no SUS

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O Ministério da Saúde promoveu nesta quarta-feira (08/04) mais uma rodada de diálogo com os representantes das unidades da federação que participam do projeto-piloto de transição do uso da insulina humana (NPH) para a insulina análoga de ação prolongada, a glargina. Realizado em formato híbrido, o encontro teve como foco o alinhamento de estratégias para avançar com a iniciativa.

O diálogo foi conduzido pela secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE/MS), Fernanda De Negri, que enfatizou como a relação direta com estados e municípios é fundamental para fortalecer a articulação entre os diferentes níveis de gestão e possibilitar a implementação mais alinhada às realidades locais e, consequentemente, melhor atendimento à população.

“A transição da insulina NPH para a glargina no Sistema Único de Saúde (SUS) depende da participação dos estados e municípios. O Ministério da Saúde está trabalhando em parceria com os gestores locais para planejar e organizar essa mudança de forma segura. Essa atuação conjunta é fundamental para melhorar o atendimento às pessoas com diabetes e ampliar o acesso a tratamentos mais adequados”, destacou Fernanda De Negri.

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A glargina é caracterizada por sua ação prolongada, que pode alcançar até 24 horas, com aplicação única diária, na maioria dos casos. Esse diferencial facilita o controle dos níveis de glicose e traz mais comodidade aos pacientes. Na rede privada, o tratamento pode custar até R$ 250, com duração de dois meses. A ampliação da oferta no SUS segue as melhores práticas internacionais. 

Nesse primeiro momento, a migração ocorre no Distrito Federal, Paraná, Paraíba e Amapá e prioriza o atendimento de crianças e adolescentes de até 17 anos que vivem com diabetes tipo 1, e idosos a partir dos 80 anos com diabetes tipo 1 e 2.

Para apoiar esse processo, o Ministério da Saúde também promoveu treinamentos para os profissionais de saúde da Atenção Primária e da Assistência Farmacêutica. A migração dos pacientes foi iniciada em março e o monitoramento junto às Secretarias Estaduais de Saúde é constante. Após os primeiros meses, será feita uma avaliação dos resultados para construção de um cronograma de expansão para os demais estados do país.

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Além dos representantes das unidades da federação, o debate contou com a presença de integrantes do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

Também participaram da agenda os secretários-adjuntos da SCTIE, Eduardo Jorge, e da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Saps), Ilano Almeida Barreto e Silva, e do diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos da SCITE, Nélio Cezar de Aquino.

Soberania

A expansão do uso da insulina glargina no SUS é resultado de Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) com o laboratório público Bio-Manguinhos, da Fiocruz, a empresa brasileira de biotecnologia Biomm e a chinesa Gan & Lee. A iniciativa prevê a transferência desta tecnologia para o Brasil, medida que reforça o compromisso do atual governo com o fortalecimento da soberania nacional na produção de medicamentos, vacinas e demais insumos de saúde.

A autonomia na produção de insulina é fundamental diante de cenário de escassez global desse insumo.

Roberta Paola
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

SUS registra aumento de 138% na distribuição de medicamentos para parar de fumar

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O Sistema Único de Saúde (SUS) tem avançado nas ações de combate ao tabagismo. Nos anos de 2022 e 2025, a distribuição de medicamentos para o tratamento da dependência de nicotina registrou um aumento de 138,51%. Em números absolutos, o volume de itens enviados a estados e municípios saltou de 19,5 milhões para 46,6 milhões de unidades. Os dados reforçam a importância do Dia Mundial Sem Tabaco, celebrado no último domingo (31/05).

A oferta dos itens integra o Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT), que tem a disponibilização dos medicamentos coordenada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) do Ministério da Saúde.

Para a secretária da SCTIE, Fernanda De Negri, o crescimento dos números reflete diretamente a busca dos cidadãos por uma vida mais saudável. “Esse aumento evidencia o desejo da população por apoio especializado para abandonar o cigarro, cenário que reforça a importância das políticas públicas de prevenção e tratamento”.

A assistência farmacêutica oferecida pelo SUS conta atualmente com cinco itens essenciais para o suporte aos pacientes na dependência do tabagismo: o cloridrato de bupropiona (150 mg), a goma de mascar de nicotina (2 mg) e os adesivos transdérmicos de nicotina em três dosagens (7 mg, 14 mg e 21 mg). A estratégia também abrange ações de educação em saúde.

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De acordo com a secretária, a prioridade da pasta é assegurar estoques desses medicamentos em todo o país. “Assumimos o compromisso com o fortalecimento das estratégias de abastecimento, distribuição e promoção do uso racional dos medicamentos utilizados no combate ao tabagismo. Garantir que o tratamento farmacológico chegue a quem precisa, de forma contínua, segura e orientada, é um pilar inegociável para o sucesso dessa política de saúde”, ressaltou De Negri.

Confira a relação dos itens distribuídos:

Medicamento 2022 2025
Bupropiona 150 mg 8.682.800 18.628.500
Adesivo de nicotina 7mg 3.136.805  6.326.558
Adesivo de nicotina 14mg 3.141.159  8.135.477
Adesivo de nicotina 21mg 3.581.018  8.897.007
Goma de nicotina 2mg 1.008.240 4.641.540

Roberta Paola e Rodrigo Eneas
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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