Saúde

Ministério da Saúde oficializa novo Hospital Universitário dos Servidores para garantir mais atendimentos para o SUS

Publicado em

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, oficializou, nesta quinta-feira (18), o Novo Hospital Universitário dos Servidores do Estado, localizado no Rio de Janeiro (RJ). Para isso, assinou a fusão do Hospital Federal dos Servidores do Estado (HFSE) ao Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). A iniciativa também prevê a descentralização da gestão e dos serviços de saúde para a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). Parte do Plano de Reestruturação dos Hospitais e Institutos Federais, a fusão ocorre no âmbito do programa Agora Tem Especialistas, que visa ampliar o acesso a consultas, exames e cirurgias, reduzindo o tempo de espera no SUS. O investimento previsto é de aproximadamente R$ 280 milhões. 

“Hoje estamos encerrando um ciclo de muito esforço e sincronia entre as instituições e o Ministério da Saúde para a plena reestruturação dos Hospitais Federais do Rio de Janeiro. A nossa expectativa é que essas unidades voltem a ser uma grande referência nacional no cuidado, com ampliação de leitos, novos turnos para a realização de cirurgias e representem um grande ganho para o programa Agora Tem Especialistas”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em Brasília, durante a solenidade de assinatura do contrato de gestão, realizada no Ministério da Educação. 

Na ocasião, Padilha afirmou ainda que a iniciativa “fortalece a formação dos profissionais de saúde, aumentando a produção no Hospital Universitário, com um campo de prática mais estruturado e tecnológico para os residentes de graduação”. A fusão prevê a concessão, de forma gratuita, do patrimônio do HFSE e a ocupação do prédio do hospital pela Ebserh. A unidade passará por adequações para receber todos os serviços de saúde dos dois hospitais, sem interrupção da assistência aos pacientes. 

Leia Também:  Maria Aparecida Cina da Silva assume a Secretaria de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde

Juntos, eles poderão oferecer mais atendimentos especializados, ampliar o número de leitos, promover melhorias na estrutura física, com equipamentos mais modernos, além de garantir uma assistência mais ágil e qualificada à população. Com localização estratégica, o HFSE e o HUGG desempenham papel relevante no atendimento à saúde da população da cidade do Rio de Janeiro e de outras regiões próximas, oferecendo serviços especializados e formação acadêmica para profissionais de saúde. 

Para o ministro da Educação, Camilo Santana, “o objetivo desse processo foi garantir que o hospital preste um bom serviço à população do Rio de Janeiro e continue sendo um hospital 100% SUS, passando a ser de pesquisa, de ensino e de formação na área da saúde”. Segundo ele, a perspectiva é que, no menor prazo possível, o novo hospital se torne uma referência para o país e para o estado. “Existe o desejo do presidente de que, até o ano que vem, nenhum estado do Brasil fique sem um hospital universitário. Roraima e Rondônia ainda não têm, mas já há trabalho em andamento”, finalizou. 

Referência no atendimento de média e alta complexidade 

O HFSE é referência no atendimento de média e alta complexidade, com a oferta de cirurgias de grande porte e de mais de 45 serviços especializados, como maternidade de alto risco, oncopediatria, neurocirurgia e atendimento a doenças infectocontagiosas. Atualmente, conta com 269 leitos ativos e mais de 2,4 mil servidores, entre efetivos e temporários. 

A unificação dos serviços também propiciará um ambiente mais dinâmico para os estudantes e residentes, permitindo um intercâmbio de experiências e práticas clínicas de alta qualidade. A unidade possui um dos primeiros Programas de Residência Médica do país, com 37 programas credenciados pelo Ministério da Educação. A instituição nasce com 573 vagas credenciadas de residência médica e multiprofissional, com potencial de crescimento, consolidando-se como um dos maiores hospitais universitários do país. 

Leia Também:  Ministério da Saúde reforça vacinação de crianças e adolescentes no Acre

Para o presidente da Ebserh, Arthur Chioro, o hospital terá papel relevante no programa Agora Tem Especialistas, uma prioridade do presidente Lula e do Ministério da Saúde para ampliar a oferta de serviços em áreas como pediatria, maternidade, oncologia, oftalmologia, transplantes e terapia renal substitutiva. “Além disso, fortalecerá o ensino, ao incorporar-se como cenário de prática para os estudantes de graduação da Unirio, não apenas da área da saúde, mas de diversos cursos, considerando o hospital como uma organização complexa”, declarou. 

Plano de Reestruturação dos Hospitais Federais 

Realizado pelo governo federal em parceria com a gestão municipal do Rio de Janeiro, o Plano de Reestruturação dos Hospitais Federais visa promover melhorias na infraestrutura, recompor a força de trabalho e ampliar o atendimento nas unidades após anos de precarização. Para isso, o Ministério da Saúde reavaliou os modelos de gestão, estabelecendo parcerias com instituições e órgãos públicos gestores do SUS. O processo foi construído com base em estudo técnico de viabilidade e na realização de audiências públicas, garantindo diálogo com profissionais de saúde, gestores e a sociedade civil. 

A estratégia já resultou na reabertura de leitos e emergências, contratação de profissionais, reforma de espaços e aquisição de equipamentos para os hospitais de Bonsucesso, do Andaraí e Cardoso Fontes. Os investimentos já superam R$ 1 bilhão. Ainda como parte do Plano, o Hospital Federal da Lagoa está em processo de integração com o Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz). A reestruturação também garante todos os direitos dos servidores dessas unidades hospitalares. 

Danielly Schulthais
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Advertisement

Saúde

Brasil defende na ONU acesso equitativo a vacinas e medicamentos e combate à desinformação para enfrentar futuras pandemias

Published

on

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, defendeu, nesta sexta-feira (25), em Nova York, nos Estados Unidos, que a preparação para futuras pandemias deve combinar sistemas de saúde fortalecidos com acesso equitativo a vacinas, medicamentos, diagnósticos e outras tecnologias. Representando o Brasil na Reunião de Alto Nível da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre Prevenção, Preparação e Resposta a Pandemias, Massuda também destacou a importância da comunicação pública e do enfrentamento à desinformação para fortalecer a confiança da população nas instituições de saúde.

O encontro, realizado no âmbito da Semana de Alto Nível da 81ª sessão da Assembleia Geral, reuniu representantes dos países para discutir o fortalecimento da cooperação internacional diante de futuras emergências sanitárias e a adoção de uma Declaração Política sobre o tema. Além do pronunciamento na reunião, Massuda participou de dois painéis temáticos sobre ação multilateral, acesso equitativo e financiamento para a preparação e resposta a pandemias.

Durante o debate, o secretário-executivo ressaltou que a pandemia de Covid-19 evidenciou profundas desigualdades no acesso a tecnologias essenciais de saúde e demonstrou a importância da ciência e das decisões baseadas em evidências.

“A Covid-19 nos deixou uma lição inequívoca: não pode haver segurança sanitária global sem equidade. Nenhum país pode alcançar uma segurança sanitária duradoura agindo sozinho”, afirmou Massuda.

Comunicação pública e confiança da população

O representante brasileiro também chamou atenção para a importância da confiança da população na preparação para emergências sanitárias. Segundo ele, garantir a disponibilidade de tecnologias não é suficiente quando a desinformação compromete sua utilização e a adesão às medidas de saúde pública.

Leia Também:  Dengue: em 24 horas, hospital de campanha no DF faz 753 atendimentos

“A Covid-19 também nos deixou outra lição importante: não basta que as tecnologias estejam disponíveis se as pessoas não confiam nelas. A desinformação prejudicou as campanhas de vacinação, enfraqueceu a adesão às medidas de saúde pública e minou a confiança nas instituições. Portanto, a preparação para futuras pandemias também deve incluir comunicação pública eficaz, transparência e capacidade de construir e manter a confiança da população”, destacou.

O secretário-executivo defendeu ainda a atuação integrada entre governos, sociedade e diferentes setores, incluindo a abordagem de Saúde Única, que considera as relações entre saúde humana, animal e ambiental.

Produção regional e transferência de tecnologia

Outro ponto central da manifestação brasileira foi a defesa da produção local e regional, da transferência de tecnologia e da diversificação das cadeias de abastecimento como estratégias para reduzir dependências e ampliar a capacidade de resposta dos países.

Nesse contexto, o Brasil defendeu a conclusão das negociações do anexo sobre Acesso a Patógenos e Repartição de Benefícios (PABS), vinculado ao Acordo sobre Pandemias da Organização Mundial da Saúde (OMS). O mecanismo busca associar o compartilhamento de materiais de patógenos e informações sobre suas sequências genéticas à repartição justa e equitativa dos benefícios decorrentes de sua utilização.

Massuda também reafirmou o compromisso brasileiro com o Acordo sobre Pandemias da OMS e com a implementação das alterações do Regulamento Sanitário Internacional.

Emergências climáticas e financiamento

A relação entre a crise climática e os riscos sanitários também esteve entre os temas abordados. Segundo Massuda, as alterações do clima contribuem para ampliar as condições de surgimento de patógenos e agravam vulnerabilidades, com impactos desproporcionais sobre comunidades de baixa renda e populações indígenas. Por isso, defendeu que as estratégias de preparação para pandemias incorporem a Atenção Primária à Saúde e sistemas de vigilância resilientes às mudanças climáticas.

Leia Também:  Vigilância em Saúde das Populações Expostas a Agrotóxicos é tema de curso gratuito do Ministério da Saúde

O secretário-executivo destacou que a preparação para pandemias exige investimentos contínuos em sistemas de saúde, redes de vigilância e laboratórios, qualificação de profissionais, pesquisa, desenvolvimento e capacidade de produção local e regional.

“A previsibilidade é essencial: países e produtores precisam ter condições de investir antes que uma crise surja, e não apenas mobilizar recursos depois que ela começa”, afirmou. 

Massuda defendeu mecanismos de financiamento nacionais e internacionais que apoiem as prioridades definidas pelos próprios países, fortaleçam suas capacidades e evitem a fragmentação de iniciativas, especialmente nos países em desenvolvimento.

Ao tratar da Declaração Política negociada para a reunião, o secretário-executivo reconheceu o consenso alcançado, mas destacou que o documento deve representar um ponto de partida para o fortalecimento das ações internacionais. Também reafirmou a importância da cooperação multilateral, da participação social e da garantia do direito à saúde.

A participação na reunião integra o terceiro e último dia de agendas do Ministério da Saúde na Semana de Alto Nível da Assembleia Geral das Nações Unidas. Desde quarta-feira (23), Massuda participou de debates sobre acesso a medicamentos, produção regional de tecnologias de saúde, resposta global ao HIV, cuidado à menopausa e atenção às pessoas com doenças raras.

Thamirys Santos
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA