Saúde

Ministério da Saúde libera R$ 28 milhões para fortalecer a rede materno-infantil do Ceará

Publicado em

O Ministério da Saúde anunciou, nesta sexta-feira (14), o repasse de R$ 28 milhões para a rede materno-infantil do Ceará, com foco principal nas ações na capital. A decisão foi tomada em reunião entre o secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales, o governador do estado, Elmano de Freitas, e o prefeito da capital, Evandro Leitão. Além do reforço financeiro, o estado e a prefeitura abrirão 285 novos leitos obstétricos e neonatais em Fortaleza. Também participaram da reunião as secretárias estadual e municipal de Saúde, Tânia Coelho e Riane Azevedo, respectivamente. 

O aporte federal chega em apoio direto à rede cearense após o incêndio que atingiu, nesta quinta-feira (13), a maternidade do Hospital Geral Dr. César Cals (HGCC), a mais antiga e a terceira maior do estado. Os novos leitos vão fortalecer a capacidade de atendimento enquanto o hospital passa por reestruturação e reforma completa. “Vamos realizar, já na próxima semana, o pagamento destinado à rede materno-infantil e obstétrica do Ceará, garantindo a reestruturação e ampliação dos serviços”, afirmou o secretário Mozart Sales. 

Leia Também:  Edital abre 46 vagas para provimento de médicos especialistas no Piauí

A distribuição dos 285 novos leitos será feita da seguinte forma: 185 leitos no Hospital Universitário do Ceará, 60 leitos no Hospital da Mulher e 40 leitos no Gonzaguinha de Messejana, ampliando a capacidade imediata de atendimento obstétrico e neonatal na capital. 

Desde o início do incidente, o Ministério da Saúde tem mantido diálogo permanente com as Secretarias Estadual e Municipal de Saúde. Todos os 187 pacientes, entre gestantes, puérperas e recém-nascidos, foram transferidos com segurança, e a rede materno-infantil absorveu toda a demanda sem risco de desassistência. 

Durante a agenda em Fortaleza, o secretário Mozart Sales também visitou as pacientes transferidas para o Hospital Universitário, verificando as condições de acolhimento e suporte assistencial. 

O secretário destacou a atuação das equipes de saúde durante a evacuação emergencial, que mobilizou profissionais de várias unidades. Cerca de 200 pacientes foram removidos de uma unidade de alta complexidade em menos de 12 horas, sem vidas perdidas. “A operação envolveu preparo, dedicação e um trabalho criterioso. Evacuar uma unidade desse porte, com tantos pacientes em condição delicada, e garantir que todos chegassem com segurança a outras unidades é a prova da qualidade da nossa rede de saúde”. 

Leia Também:  OAB pedirá ao STF revisão de multa para usuário que acessar X por VPN

Julianna Valença 
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Saúde

Ministério da Saúde detalha processo de transição de insulina glargina para secretários municipais

Published

on

O processo de nacionalização da insulina análoga de ação prolongada, a glargina, no Sistema Único de Saúde (SUS) foi destacado pelo Ministério da Saúde(MS) nesta segunda-feira (13/7), durante o 39º Congresso Nacional do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), na capital gaúcha. O tema foi apresentado no seminário que abordou estratégias para organizar fluxos assistenciais, logística, dispensação e acompanhamento clínico a partir da perspectiva da regionalização da saúde pública.

Inicialmente, a nacionalização da glargina atenderá crianças e adolescentes de 2 a menores de 18 anos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com os tipos 1 e 2, explicou a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do (MS), Fernanda De Negri. “A gente começou separando por faixa etária justamente para poder fazer essa migração gradual. À medida que todos esses pacientes tiverem acesso à glargina, a gente ampliará o público-alvo”, informou.

A secretária ressaltou que a inclusão do medicamento foi necessária para mitigar o cenário de desabastecimento global da insulina NPH por parte dos fabricantes, já que a NPH ainda representa 90% da insulina utilizada no SUS.

Nesse cenário, o acesso à glargina em escala foi viabilizado por meio de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), instrumento do Ministério da Saúde que aproxima instituições públicas e empresas privadas para fomentar a produção pública nacional de tecnologias consideradas estratégicas para o SUS.

Leia Também:  Força Nacional do SUS reforça controle vetorial e reorganização da assistência à saúde em Dourados

“Essa janela de oportunidade da PDP veio justamente no momento em que nos possibilitou ter mais segurança para fazer essa migração de forma previsível e gradual, de modo a não deixar o paciente do SUS sem medicamento e, ao mesmo tempo, começar a oferecer uma insulina de maior qualidade”, reforçou.

Em sua fala, Fernanda De Negri pontuou que a transição estabeleceu ainda ações de treinamento voltadas às equipes de Atenção Primária à Saúde (APS) e de Assistência Farmacêutica locais. Para apoiar esses processos, o Ministério da Saúde disponibilizou materiais técnicos e ofertou cerca de 130 oficinas em conjunto com o Conasems. 

Distribuição

O envio da insulina aos estados e municípios tem sido realizado com base no planejamento e nas solicitações periódicas das secretarias de saúde estaduais e municipais. Após o recebimento dos lotes em cada região, o medicamento estará disponível para a população nas farmácias da Atenção Primária, como as das Unidades Básicas de Saúde (UBS), de acordo com a organização de cada município.

Benefícios

Os benefícios da glargina também foram destacados, entre eles está o maior tempo de ação, que garante cobertura de até 24 horas para a maioria dos pacientes. Além disso, o medicamento oferece mais segurança ao reduzir o risco de episódios de hipoglicemia, especialmente durante o período noturno. Outro diferencial é a estabilidade e a praticidade que proporciona: ela promove menor oscilação nos níveis de glicose no sangue e dispensa preparação prévia, diferentemente da insulina NPH, que exige agitação antes do uso.

Leia Também:  Secretaria de Saúde do Rio alerta para baixa vacinação contra a gripe

Projeto-piloto

A secretária ressaltou que a transição foi estruturada por um grupo de trabalho específico, composto por representantes de diversos setores. O planejamento incluiu a implementação de um projeto-piloto, iniciado em março deste ano no Amapá, Distrito Federal, Paraíba e Paraná, voltado a crianças e adolescentes (de 2 a 17 anos) com diabetes tipo 1, além de idosos com 80 anos ou mais que convivem com o tipo 1 e 2.

A iniciativa permitiu acompanhar a utilização da insulina glargina em condições reais de atendimento, avaliar aspectos operacionais, identificar gargalos logísticos e subsidiar os ajustes necessários para a implementação em todo o país.

Rodrigo Eneas
Roberta Paola
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA