Saúde

Ministério da Saúde lança campanha de cuidado e prevenção contra o câncer de mama e do colo do útero

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Em alusão ao Outubro Rosa, mês símbolo da luta contra o câncer de mama e do colo do útero, o Ministério da Saúde lançou, nesta terça-feira (21), a campanha “Se cuidar é pra vida toda”. A iniciativa convoca as mulheres de todo o país a adotarem o cuidado com a saúde como um compromisso permanente, e não apenas durante o mês de outubro. A mobilização reforça que a detecção precoce salva vidas e que o cuidado contínuo é a melhor forma de prevenção. O tratamento para os principais tipos de cânceres que atingem as mulheres está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).

No Brasil, o câncer de mama é a principal causa de morte entre mulheres, enquanto o câncer do colo do útero ocupa a quarta posição, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Prevenção
Manter uma rotina saudável, evitar o consumo excessivo de álcool, controlar o peso e praticar de atividades físicas, ajuda a diminuir as chances da mulher de ter câncer de mama ao longo da vida.

Já a prevenção primária do câncer do colo do útero está relacionada à diminuição do risco de contágio pelo Papilomavírus Humano (HPV). A transmissão ocorre por via sexual, presumidamente por meio de abrasões (desgaste por atrito ou fricção) microscópicas na mucosa ou na pele da região anogenital. O uso de preservativos durante a relação sexual com penetração protege parcialmente do contágio pelo HPV, que também pode ocorrer pelo contato com a pele da vulva, região perineal, perianal e bolsa escrotal.

A vacinação contra o HPV é a medida mais eficaz de se prevenir contra a infecção. A vacina é distribuída gratuitamente pelo SUS.  Neste ano, o Ministério da Saúde iniciou a implementação do teste de biologia molecular DNA-HPV, o método moderno e inovador que faz parte do novo rastreamento organizado do câncer de colo do útero na rede pública.

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Exames e tratamento
A mamografia é considerada o exame padrão para o rastreamento do câncer de mama. Em 2024, foram realizadas 4,4 milhões de mamografias no SUS. Recentemente, a faixa de etária do rastreamento ativo foi ampliada, passando de 69 para 74 anos. Além da mamografia, podem ser recomendados exames complementares como a ultrassonografia e a ressonância magnética.  

O SUS também oferece diagnóstico e tratamento, que incluem cirurgias, quimioterapia a radioterapias, disponíveis em todos os estados brasileiros. Até o fim de 2026, serão incorporados na rede pública 121 novos equipamentos e 60 kits para biópsia de mama.

Em 2023, a pasta criou uma estratégia especial para garantir o acesso à reconstrução mamária de mulheres com câncer de mama atendidas pelo SUS. A medida foi adotada para reduzir filas e garantir que mais pacientes que passaram por mastectomia total pudessem realizar o procedimento. Para isso, o valor destinado a cada cirurgia foi reajustado, contribuindo para o aumento expressivo dos atendimentos. Entre julho de 2023 e a junho de 2025, foram realizados 9.337 procedimentos de reconstrução mamária pelo SUS, e a iniciativa segue em andamento.

Para ampliar as chances de diagnóstico precoce, o Ministério da Saúde passou a oferecer mamografia a mulheres a partir de 40 anos, mesmo sem sintomas ou histórico familiar da doença. A mudança da faixa etária fortalece o rastreamento e o acesso à assistência.

Outra novidade é a chegada do Trastuzumabe Entansina, medicamento inédito incorporado ao SUS para o tratamento do câncer de mama do tipo HER2-positivo, uma forma agressiva da doença que estimula o crescimento das células tumorais. O remédio será destinado a pacientes que ainda apresentem sinais da doença após a quimioterapia inicial e atenderá 100% da demanda pelo medicamento na rede pública.

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Carretas de saúde da mulher
Para reforçar a importância do Outubro Rosa, as carretas do programa Agora Tem Especialistas iniciaram o atendimento em 20 estados brasileiros. Ao todo, serão 28 unidades móveis que irão oferecer exames de imagem, punção e biópsia da mama, colposcopia e consultas médicas.

Os atendimentos começaram no dia 10 de outubro nos estados do Acre, Amazonas, Amapá, Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe e Tocantins. A expectativa é de que sejam realizados 130 mil procedimentos ao longo do mês.

Sintomas
Os sinais do câncer de mama e de colo do útero podem se apresentar de diversas formas:

Câncer de mama

  • Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja;
  • Aumento progressivo do tamanho da mama;
  • Alterações no mamilo;
  • Pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço;
  • Saída espontânea de líquido anormal pelos mamilos.

Câncer do colo de útero

  • Pode não apresentar sintomas em fase inicial;
  • Nos casos mais avançados, pode evoluir para sangramento vaginal intermitente ou após relação sexual;
  • Secreção vaginal anormal;
  • Dor durante a relação;
  • Do abdominal;
  • Queixas urinárias ou intestinais.

A recomendação é que caso apresente estes sintomas, a mulher deve procurar atendimento médico.

Conheça a campanha 

Camilla Nunes
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Presente em todos os municípios brasileiros, em muitos casos o SUS é porta de acolhimento às vítimas de violência

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O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, do Governo Federal, completa 100 dias em vigência em todo o território nacional. Para celebrar a data, representantes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário participaram de uma cerimônia, na manhã desta quarta-feira (20/5), no Palácio do Planalto. Sob o compromisso “Todos por Todas“, o Comitê Gestor deste plano, que tem a participação do Ministério da Saúde, apresentou os avanços das ações com destaque para medidas de prevenção e ampliação da rede de proteção e responsabilização de agressores.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou projetos de lei que criam o Cadastro Nacional de Agressores; ampliam as hipóteses de afastamento imediato do agressor do convívio com a vítima; endurecem medidas contra criminosos que continuam ameaçando mulheres mesmo após a prisão; e reduzem burocracias para acelerar a efetivação de medidas protetivas e decisões judiciais.

“Estamos no começo de uma luta. Em 100 dias, nós fizemos mais nesse país, do que tudo que foi feito antes do Pacto Nacional. O que estamos provando aqui é que o silêncio e omissão não ajudam. O que estamos percebendo é que quando o Estado mostra que ele está cumprindo com as suas obrigações, as pessoas passam a confiar e quando as pessoas começam a confiar, elas passam a denunciar”, afirmou o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

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Presente em todos os 5.569 municípios do Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) atua como a rede pública capilarizada de cuidado, com estratégias voltadas ao cuidado integral à saúde das mulheres. Para o ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda, as ações do enfrentamento ao feminicídio contam com a força do SUS.

“A atuação da saúde é estratégica porque muitas vezes o SUS é a porta de entrada dessas mulheres para o atendimento, permitindo identificar precocemente situações de violência, garantir acolhimento humanizado, cuidado integral, apoio em saúde mental e articulação com a rede de proteção social, justiça e segurança pública. Ao fortalecer a vigilância, integrar dados e ampliar a atuação territorial das equipes de saúde, o SUS ajuda a proteger mulheres, interromper violências e salvar vidas.”, explicou o ministro em exercício.

Teleatendimento

Uma ação conduzida pelo Ministério da Saúde é o teleatendimento especializado em saúde mental, com acolhimento, escuta qualificada, orientação e encaminhamento articulado à rede de proteção social. A oferta de teleatendimento em saúde mental para mulheres expostas à violência ou em vulnerabilidade psicossocial pelo SUS teve início no mês de março em duas capitais: Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ) e chega às cidades com mais de 150 mil habitantes ainda neste mês.

O público prioritário inclui mulheres em situação de violência doméstica, mulheres negras, indígenas, rurais, migrantes, com deficiência e população LBTIA+. O acesso ao serviço é realizado de forma articulada e acessível: as mulheres são orientadas e encaminhadas nas unidades da Atenção Primária à Saúde (APS), como as Unidades Básicas de Saúde (UBS), e serviços da rede de proteção – ou podem buscar o atendimento diretamente pelo aplicativo Meu SUS Digital.

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Reconstrução dentária no SUS

As mulheres vítimas de violência têm acesso à reconstrução dentária no SUS, incluindo tratamento odontológico integral e gratuito. O Programa de Reconstrução Dentária para Mulheres Vítimas de Violência Doméstica integra o Brasil Sorridente e oferece próteses, implantes, restaurações e outros procedimentos, com foco no atendimento humanizado para as pacientes.

O programa conta com o reforço de 500 impressoras 3D e scanners para as Unidades Odontológicas Móveis (UOM) distribuídas em todo o país. Após dez anos sem entregas, o Ministério da Saúde distribuiu 400 novos veículos em 2025 e, até o fim deste ano, serão 800 unidades a mais em circulação no país. Isso representa um crescimento de mais de 400% na oferta deste serviço no SUS em relação a 2022.

Confira os anúncios realizados em março para a Saúde da Mulher

Priscila Viana
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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