Saúde

Ministério da Saúde fortalece a comunicação em saúde sobre a cólera para populações migrantes e viajantes

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Para fortalecer e adequar a comunicação em saúde para as populações migrantes e viajantes internacionais, o Ministério da Saúde (MS) tem trabalhado na elaboração de materiais técnicos sobre doenças infecciosas graves, como a cólera. A iniciativa visa a prevenção e promoção da saúde considerando a necessidade de dialogar, em seus próprios idiomas, com as populações migrantes, refugiadas, apátridas e viajantes que chegam ao Brasil, além de reforçar as informações aos brasileiros que circulam internacionalmente. 

Desta forma, a Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA/MS) produziu cartazes em português brasileiro e versões em espanhol, inglês, francês, crioulo haitiano, árabe, pashto e persa. O material será utilizado em atividades educativas, de conscientização e de promoção da saúde para orientar a população sobre a prevenção da doença.

O glossário “Saúde de A a Z”, disponível no site do Ministério da Saúde, apresenta a definição de cólera como uma doença infecciosa intestinal aguda, causada pela bactéria Vibrio cholerae. A transmissão da cólera ocorre por via fecal-oral e pode ser direta (contato pessoa a pessoa) ou indireta (ingestão de água e/ou alimentos contaminados). Frequentemente, a infecção é assintomática ou causa diarreia leve. Pode também se apresentar de forma grave, com diarreia líquida e profusa, com ou sem vômitos, dor abdominal e cãibras. Quando não tratada prontamente, pode ocorrer desidratação intensa, levando a graves complicações e até mesmo ao óbito. A doença está ligada diretamente ao saneamento básico e à higiene. 

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A orientação aos migrantes e viajantes internacionais é observar e, caso algum dos sinais ou sintomas apareça nos primeiros dez dias após a chegada ao Brasil, procurar imediatamente uma unidade de saúde, onde o atendimento é gratuito e seguro. Entre as principais recomendações estão a lavagem frequente das mãos com água e sabão, especialmente antes das refeições e após usar o banheiro, além da higienização correta de superfícies e utensílios usados na preparação dos alimentos. É importante beber água potável e, se não estiver disponível, tratar a água consumida, seja por fervura, filtragem ou uso de hipoclorito de sódio a 2,5%, garantindo sua potabilidade; evitar o consumo de alimentos crus ou malcozidos, e manter o lixo adequadamente acondicionado e descartado. 

Acesse os materiais conforme os links disponibilizados abaixo: 

Por Suellen Siqueira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Governo do Brasil anuncia R$ 3 milhões em investimento para formação de doulas no SUS durante convenção nacional em Belém

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Belém (PA) sediou, entre os dias 14 e 17 de maio, a 10ª Convenção Nacional de Doulas do Brasil (Conadoula). O evento, apoiado pelo Ministério da Saúde, teve como anfitriã a Associação de Doulas do Pará (AdouPA) e trouxe como tema “Da Amazônia ao Brasil que gesta: doula, território e o direito de gestar e nascer com dignidade”.

O encontro, realizado anualmente pela Federação Nacional de Doulas do Brasil (FenadoulasBR) em parceria com um estado-sede, reuniu, nesta edição, doulas, pesquisadoras, gestoras, movimentos sociais e representantes de diversas regiões do país para debater o fortalecimento de políticas públicas dedicadas ao cuidado integral, à humanização do parto e à garantia dos direitos reprodutivos, com foco na doulagem.

O Ministério da Saúde (MS) participou da programação com contribuições estratégicas sobre o papel das doulas no Sistema Único de Saúde (SUS). Durante o evento, foi anunciado um investimento inicial de R$ 3 milhões para a implementação da Estratégia Nacional de Formação de Doulas para o SUS. O anúncio foi feito pela coordenadora-geral de Ações Estratégicas de Educação na Saúde da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do MS, Érika Almeida, e representa um passo importante na ampliação e qualificação da atuação dessas profissionais na rede pública.

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A edição de 2026 marcou um momento histórico para o movimento ao registrar, pela primeira vez, a participação de representantes dos 27 estados brasileiros, consolidando o caráter verdadeiramente nacional da convenção. A presença ampliada garantiu maior representação de doulas das Regiões Norte e Nordeste, territórios que concentram alguns dos maiores vazios assistenciais do país.

O debate ocorreu também em um contexto significativo, impulsionado pela recente sanção da Lei nº 15.381/2026, que regulamenta a profissão de doula no país, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reforçando a centralidade do tema na agenda das políticas públicas de saúde.

A programação incluiu ainda a participação da coordenadora-geral de Regulação e Relações de Trabalho na Saúde, Etel Matielo, na mesa “Interfaces de Informação, Regulação e Gestão do Trabalho da Saúde”. Durante o debate, ela destacou a importância de estruturar e valorizar o trabalho das doulas no SUS. “É fundamental avançar na organização do trabalho e na criação de mecanismos de suporte e formação para que as doulas sejam reconhecidas como parte importante do cuidado em saúde”, afirmou.

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Já Érika Almeida também integrou a reunião ampliada para escuta de coletivos de Doulagem Periférica e participou da mesa “Doulagem como Política Pública: perspectivas e debates”. Na ocasião, enfatizou o papel da escuta ativa e da inclusão social na construção de políticas mais equitativas. “A doulagem é também uma estratégia de transformação social, especialmente nos territórios mais vulnerabilizados, e exige um olhar atento às realidades periféricas”, destacou.

A presença do MS na 10ª Conadoula reafirma o compromisso com a valorização do trabalho das doulas e com a construção de políticas públicas estruturadas a partir da formação e qualificação dos trabalhadores e da regulação profissional na área da saúde no Brasil, para promover o cuidado humanizado, a equidade e o direito de gestar e nascer com dignidade em todo o país.

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Caroline Fogaça
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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