Saúde

Ministério da Saúde e governo do Espírito Santo fortalecem vigilância das doenças preveníveis por vacina

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O Ministério da Saúde (MS), em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo (Sesa), realizou na segunda (29) e terça-feira (30), no município de Serra (ES), a Oficina de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis. A atividade reuniu referências municipais e regionais da vigilância epidemiológica e equipes dos Centros de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) para fortalecer o potencial de prevenção, qualificar o monitoramento epidemiológico e ampliar a capacidade de resposta frente a doenças evitáveis por vacinação.

Durante a programação foram abordados temas relacionados à vigilância de doenças como difteria, tétano neonatal, tétano acidental, coqueluche, paralisias flácidas agudas (PFA) e poliomielite, sarampo e meningites. As discussões destacaram a importância da manutenção de sistemas de vigilância sensíveis e oportunos para reduzir riscos de transmissão e evitar a reintrodução dessas doenças no Brasil. Entre os pontos debatidos destacaram-se a notificação imediata de casos suspeitos, a suspeição clínica precoce, a adoção tempestiva de medidas de controle, o acompanhamento sistemático dos indicadores de vigilância, além de estratégias para ampliar a capacidade de detecção de casos e surtos nos municípios.

Para o coordenador-geral substituto de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis do MS, Marcelo Yoshito Wada, a atividade é estratégica para impulsionar as ações locais. “A integração entre as esferas federal, estadual e municipal, reforçada por meio de atividades de formação, atualização profissional e exercícios aplicados à rotina dos serviços, contribui para ampliar a capacidade técnica das equipes locais e consolidar ações coordenadas para prevenção e controle das doenças imunopreveníveis. Trata-se de um caminho para fortalecer a preparação para emergências em saúde pública”, explica.

Teoria aplicada à prática dos atendimentos em saúde

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Além das apresentações técnicas, a oficina incorporou metodologias práticas voltadas à qualificação da atuação das equipes de saúde. O cronograma incluiu estudos de caso para condução das ações de notificação e investigação, atividades interativas para tomada de decisão em situações de risco e exercícios voltados à organização da resposta em campo diante de eventos de interesse para a saúde pública.

Foram contempladas atividades voltadas ao enfrentamento de cenários de reintrodução de doenças eliminadas no país, incluindo debate sobre o risco do retorno do sarampo e um simulado integrado de resposta rápida, que abordou desde análise da suspeição à interrupção da cadeia de transmissão. As equipes participaram de um treinamento sobre rastreamento e monitoramento de contatos com uso da ferramenta Go.Data, utilizada para apoiar ações de investigação epidemiológica e contenção de surtos.

O encontro apresentou uma análise do contexto epidemiológico internacional, marcado pelo aumento de casos de sarampo, coqueluche e difteria em diferentes países. O cenário reforça a necessidade de vigilância ativa e preparação contínua das equipes nacionais, considerando fatores como mobilidade populacional e potencial risco de reintrodução dessas doenças no Brasil. A oficina também abordou, como um dos temas centrais, o desafio relacionado às baixas coberturas vacinais, que ampliam a vulnerabilidade da população e reforçam a importância do monitoramento qualificado dos indicadores epidemiológicos e de imunização para subsidiar a tomada de decisão.

Impressões locais

A médica e responsável técnica pela vigilância de difteria, tétano, coqueluche e PFA do município de Serra (ES), Camila Ewald Eller, destacou a importância do fortalecimento das capacidades locais de vigilância e o papel da oficina na ampliação do conhecimento técnico e na qualificação dos profissionais diante de doenças que, embora eliminadas ou pouco frequentes, seguem exigindo monitoramento contínuo. “Comecei a atuar nas imunopreveníveis há uma semana e a oficina trouxe muito conhecimento científico sobre todos os processos, tanto de tratamento quanto de características dessas doenças. Como muitas delas não fazem parte da rotina de quem está na linha de frente, foi importante para compreendê-las melhor. Vou levar isso junto comigo para a SESA”, disse.

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Para a enfermeira Dalciania Vervloet, coordenadora da Vigilância Epidemiológica do município de Laranja da Terra (ES), a formação é uma oportunidade de agregar conhecimento para ser compartilhado e aplicado no território. “O evento foi de grande importância, principalmente pra gente, que trabalha lá na ponta, que somos referência e estamos no município desenvolvendo o trabalho. A oficina veio para contribuir, para dar um horizonte, um norte para podermos realizar esse trabalho da melhor forma. Parabenizo toda a equipe envolvida”, declarou.

Ao avaliar os resultados da atividade, a responsável técnica pelas ações de controle e manejo de meningite da SESA, Elisa Citty Duccini, falou sobre a relevância da oficina como apoio técnico aos municípios, especialmente diante do cenário epidemiológico e dos riscos de reintrodução de doenças eliminadas no país. “Foi de suma importância o Ministério vir auxiliar nessa primeira oficina da vigilância das imunopreveníveis. O ponto mais crucial foi a sensibilização sobre o trabalho para evitar a a reintrodução do sarampo, além dos aspectos de todas as doenças que a gente trabalhou, como difteria, tétano, coqueluche, a PFA e as meningites.”

Suellen Siqueira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

SUS alcança mais de 1 milhão de crianças vacinadas contra doenças pneumocócicas

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Mais de 1 milhão de crianças menores de 5 anos foram vacinadas com a Pneumo 20 pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde o início da estratégia nacional de vacinação, em junho deste ano. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (11) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante visita a serviços de saúde em Montes Claros (MG). Incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação em 2026, a vacina protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, ampliando a proteção contra doenças pneumocócicas, como pneumonia e meningite.

“A inclusão da Pneumo 20 no SUS amplia o acesso das crianças à proteção contra doenças causadas por 20 sorotipos da bactéria pneumococo. Na rede privada, o valor da vacina pode chegar a R$ 600. Desde a incorporação ao Calendário Nacional de Vacinação, mais de 1 milhão de crianças já receberam a vacina no país”, afirmou o ministro da Saúde.

A Pneumo 20 oferece cobertura mais abrangente porque inclui também os sorotipos 3, 6A e 19A, associados à doença pneumocócica invasiva no Brasil, e protege contra a otite média, que pode causar complicações, incluindo perda auditiva.

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A vacinação é a principal forma de prevenir as formas graves das doenças pneumocócicas. Além de proteger cada criança vacinada, a ampliação da cobertura contribui para reduzir internações, complicações e mortes, especialmente na primeira infância, período em que as crianças estão entre os grupos mais vulneráveis.

Entre 2023 e 2025, o Brasil registrou 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil mortes pela doença, com taxa de letalidade de 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram registrados 589 casos e 187 óbitos no período.

Como fica o esquema vacinal

Com a incorporação da Pneumo 20 ao Calendário Nacional de Vacinação, a Pneumo 10 será substituída gradualmente no esquema infantil. Durante esse período, os estoques disponíveis da Pneumo 10 continuarão sendo utilizados. Por isso, temporariamente, o esquema combinará as duas vacinas.

A vacinação será realizada da seguinte forma:

  • Crianças que estão iniciando o esquema: recebem a Pneumo 20 aos 2 meses, a Pneumo 10 aos 4 meses e o reforço da Pneumo 20 aos 12 meses. O intervalo mínimo entre a segunda dose e o reforço é de 60 dias.
  • Crianças que já completaram o esquema com a Pneumo 10: não precisam receber uma dose adicional da Pneumo 20.
  • Crianças que começaram o esquema com a Pneumo 13 ou a Pneumo 15 na rede privada: podem completar a vacinação com a Pneumo 20 pelo SUS, respeitando os intervalos recomendados.
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Após o término dos estoques da Pneumo 10, todas as doses do esquema infantil serão realizadas com a Pneumo 20.

Pais e responsáveis devem manter a caderneta de vacinação das crianças atualizada e procurar uma unidade de saúde para verificar se há doses pendentes. O histórico de vacinação também pode ser acompanhado pela Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital.

Deborah Novais
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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