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Ministério da Saúde é destaque em prêmio nacional de Assistência Farmacêutica

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O Ministério da Saúde recebeu destaque nacional ao conquistar o 2º lugar no Prêmio do Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (JAFF 2025), na categoria “Gestão e Inovação em Saúde”. A premiação ocorreu durante a 13ª edição do Fórum Brasileiro sobre Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (FAFF 2025), realizada em Belo Horizonte (MG), de 14 a 18 de setembro.

O trabalho premiado, intitulado “Medicamentos Estratégicos e Concentração de Mercado: Riscos e Evidências para o SUS”, foi desenvolvido por pesquisadores do Departamento de Economia e Desenvolvimento em Saúde (DESID/SECTICS/MS). A pesquisa analisa os riscos associados à concentração de mercado de medicamentos estratégicos e seus efeitos para o Sistema Único de Saúde (SUS), oferecendo subsídios para gestores na formulação e aprimoramento de políticas públicas.

Além do estudo reconhecido, outros quatro trabalhos elaborados pelo DESID foram aprovados no Fórum, todos na categoria “Gestão e Inovação em Saúde”. Dois chegaram à etapa final do prêmio, que seleciona os três melhores de cada categoria. Os temas apresentados incluíram análises sobre gastos públicos com medicamentos oncológicos, dinâmica de preços no mercado farmacêutico, custos da manipulação de medicamentos para toxoplasmose congênita e estratégias de aquisição de insumos no SUS.

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Na edição anterior, em 2024, um trabalho do DESID já havia sido premiado, conquistando o 3º lugar na mesma categoria. Para Gustavo Laine de Oliveira, coordenador-geral de Estudos Estratégicos em Desenvolvimento e Saúde (CGEDS/DESID/SECTICS/MS) e responsável por apresentar o trabalho durante o FAFF 2025, a nova conquista reforça a relevância das pesquisas desenvolvidas pela equipe do Ministério da Saúde. “É muito importante esse reconhecimento para o trabalho de uma equipe altamente qualificada e que é parte integrante do Ministério da Saúde. Nos dá a certeza de que nossos gestores contam com evidências de qualidade para a proposição, execução e aprimoramento de importantes políticas públicas de saúde para melhorar a vida da nossa população”, destacou.

Além de Gustavo Laine de Oliveira, também foram autores do trabalho premiado: Ivanessa Thaiane do Nascimento Cavalcanti, Luis Felipe Gomes Larratea, Jose Roberto Peters, Wendell Rodrigues Oliveira da Silva, Antonio Angelo Menezes Barreto, Diego de Sousa Gomes da Anunciação e Marcelo Chaves de Castro.

Com o tema “Inovação, acesso e sustentabilidade da Assistência Farmacêutica”, o FAFF 2025 reuniu gestores municipais, estaduais e federais, profissionais de saúde, universidades e setor produtivo para debater os desafios do acesso integral e equitativo a medicamentos, aliado à preservação da sustentabilidade do sistema de saúde. O evento foi estruturado em três eixos: Inovação, voltado para novas tecnologias e métodos de avaliação; Acesso, com foco em estratégias antes e após a incorporação de medicamentos tanto no SUS quanto na saúde suplementar; e Sustentabilidade, dedicado a discutir os impactos das inovações no equilíbrio do sistema de saúde.

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Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Ministério da Saúde detalha processo de transição de insulina glargina para secretários municipais

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O processo de nacionalização da insulina análoga de ação prolongada, a glargina, no Sistema Único de Saúde (SUS) foi destacado pelo Ministério da Saúde(MS) nesta segunda-feira (13/7), durante o 39º Congresso Nacional do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), na capital gaúcha. O tema foi apresentado no seminário que abordou estratégias para organizar fluxos assistenciais, logística, dispensação e acompanhamento clínico a partir da perspectiva da regionalização da saúde pública.

Inicialmente, a nacionalização da glargina atenderá crianças e adolescentes de 2 a menores de 18 anos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com os tipos 1 e 2, explicou a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do (MS), Fernanda De Negri. “A gente começou separando por faixa etária justamente para poder fazer essa migração gradual. À medida que todos esses pacientes tiverem acesso à glargina, a gente ampliará o público-alvo”, informou.

A secretária ressaltou que a inclusão do medicamento foi necessária para mitigar o cenário de desabastecimento global da insulina NPH por parte dos fabricantes, já que a NPH ainda representa 90% da insulina utilizada no SUS.

Nesse cenário, o acesso à glargina em escala foi viabilizado por meio de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), instrumento do Ministério da Saúde que aproxima instituições públicas e empresas privadas para fomentar a produção pública nacional de tecnologias consideradas estratégicas para o SUS.

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“Essa janela de oportunidade da PDP veio justamente no momento em que nos possibilitou ter mais segurança para fazer essa migração de forma previsível e gradual, de modo a não deixar o paciente do SUS sem medicamento e, ao mesmo tempo, começar a oferecer uma insulina de maior qualidade”, reforçou.

Em sua fala, Fernanda De Negri pontuou que a transição estabeleceu ainda ações de treinamento voltadas às equipes de Atenção Primária à Saúde (APS) e de Assistência Farmacêutica locais. Para apoiar esses processos, o Ministério da Saúde disponibilizou materiais técnicos e ofertou cerca de 130 oficinas em conjunto com o Conasems. 

Distribuição

O envio da insulina aos estados e municípios tem sido realizado com base no planejamento e nas solicitações periódicas das secretarias de saúde estaduais e municipais. Após o recebimento dos lotes em cada região, o medicamento estará disponível para a população nas farmácias da Atenção Primária, como as das Unidades Básicas de Saúde (UBS), de acordo com a organização de cada município.

Benefícios

Os benefícios da glargina também foram destacados, entre eles está o maior tempo de ação, que garante cobertura de até 24 horas para a maioria dos pacientes. Além disso, o medicamento oferece mais segurança ao reduzir o risco de episódios de hipoglicemia, especialmente durante o período noturno. Outro diferencial é a estabilidade e a praticidade que proporciona: ela promove menor oscilação nos níveis de glicose no sangue e dispensa preparação prévia, diferentemente da insulina NPH, que exige agitação antes do uso.

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Projeto-piloto

A secretária ressaltou que a transição foi estruturada por um grupo de trabalho específico, composto por representantes de diversos setores. O planejamento incluiu a implementação de um projeto-piloto, iniciado em março deste ano no Amapá, Distrito Federal, Paraíba e Paraná, voltado a crianças e adolescentes (de 2 a 17 anos) com diabetes tipo 1, além de idosos com 80 anos ou mais que convivem com o tipo 1 e 2.

A iniciativa permitiu acompanhar a utilização da insulina glargina em condições reais de atendimento, avaliar aspectos operacionais, identificar gargalos logísticos e subsidiar os ajustes necessários para a implementação em todo o país.

Rodrigo Eneas
Roberta Paola
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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