Saúde

Ministério da Saúde do Brasil participa da XVII Conferência Ibero-Americana de Ministros e Ministras da Saúde na Espanha

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O secretário Executivo do Ministério da Saúde do Brasil, Adriano Massuda, cumpre agenda oficial na Espanha nos dias 13 e 14 de maio, em Madri, onde participa da XVII Conferência Ibero-Americana de Ministros e Ministras da Saúde. A missão integra a estratégia do Ministério da Saúde de ampliar a cooperação internacional e fortalecer o diálogo regional em torno de políticas públicas de saúde, inovação e acesso equitativo. 

Durante a agenda, o secretário participarpou de reuniões de alto nível com autoridades sanitárias de países ibero-americanos, organismos multilaterais e interlocutores internacionais estratégicos. Além da programação oficial da conferência, estão previstas reuniões bilaterais para ampliar a cooperação entre os países, com destaque para encontro com a ministra da Saúde da Espanha, Mónica García Gómez, para discutir iniciativas conjuntas em temas estratégicos da saúde pública.

Nesta quinta-feira (14), o secretário integrou a programação oficial da conferência, com intervenções nas sessões dedicadas à prevenção e resposta às emergências sanitárias, produção local de medicamentos, saúde mental e capacitação de profissionais da saúde. A agenda inclui ainda participação em evento paralelo sobre soberania sanitária regional, com representantes do Instituto de Saúde Global de Barcelona, da Fundação Gates e da CEPI, além de reunião bilateral para aprofundar oportunidades de cooperação com o Brasil.

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Na quarta-feira (13), Adriano Massuda participou de mesa redonda fechada promovida pelo Ministério da Saúde espanhol sobre os desafios do financiamento global da saúde. O encontro reunirá representantes de governos e instituições multilaterais para discutir soluções conjuntas para garantir a saúde como bem público global, em um cenário de transformação das estruturas internacionais de financiamento. 

XVII Conferência Ibero-Americana

A Conferência Ibero-Americana reúne representantes dos 22 países da Comunidade Ibero-Americana (19 nações da América Latina e os países da Península Ibérica, Espanha, Portugal e Andorra) e integra o calendário oficial de cooperação regional coordenado pela Secretaria Geral Ibero-Americana (SEGIB), organismo responsável por articular iniciativas conjuntas entre os países membros.

A participação brasileira reforça a atuação internacional do Ministério da Saúde e o compromisso do país com o fortalecimento do multilateralismo, por meio da construção de parcerias estratégicas para ampliar o acesso a medicamentos e insumos, fortalecer os sistemas públicos e consolidar respostas coordenadas a desafios sanitários globais.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Aprovada MP que torna obrigatória a avaliação dos estudantes de medicina durante a graduação

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Nesta quinta-feira (15), o Congresso Nacional aprovou a medida provisória que determina a aplicação do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) para o exercício da medicina no país. A Medida Provisória nº 1.370/2026 foi proposta pelo Governo Federal com o objetivo de assegurar que todo médico formado no país tenha formação de qualidade e esteja apto a atender a população com competência técnica, responsabilidade ética e compromisso com a saúde pública.

O Enamed, que no mês passado teve a sua segunda aplicação, passa a ter poder legal para fortalecer a qualidade do ensino médico e proteger o direito dos brasileiros a uma assistência segura. O texto aprovado determina que o exame será aplicado pelo Ministério da Educação em três momentos da graduação: no segundo, quarto e sexto anos do curso. Além disso, o registro profissional fica condicionado ao desempenho do estudante no exame.

A MP buscou assegurar a consolidação de uma política nacional integrada de avaliação da formação médica, articulando em um único sistema público, a aferição da qualidade dos cursos de Medicina, os mecanismos de acesso à residência médica e os instrumentos relacionados à habilitação para o exercício profissional da medicina no Brasil. Esse modelo reforça a importância de um exame unificado, por meio do acompanhamento da qualidade da formação, além de prever a aplicação de penalidades institucionais para cursos com notas baixas, por meio de interrupção de novas vagas, suspensão de vestibular e, em última instância, suspensão da oferta do curso.

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Esse formato de avaliação também contribui para a institucionalização do Enamed e para o alinhamento nacional dos processos de formação médica, dos mecanismos de acesso à residência médica e dos critérios de habilitação profissional. Além disso, busca reduzir a fragmentação historicamente existente entre os diferentes instrumentos avaliativos, cujas diferenças metodológicas dificultam a comparação dos resultados.

Compromisso com a formação médica e atendimento da população

A aprovação da MP reforça a importância da avaliação da formação médica como estratégia de proteção do interesse público, da segurança assistencial da população e da qualificação da educação superior em saúde, considerando os impactos diretos do exercício profissional médico sobre o direito fundamental à saúde.

“A formação dos profissionais de saúde possui impacto direto sobre a qualidade da assistência prestada à população. Nesse contexto, os mecanismos de avaliação contribuem para o aperfeiçoamento dos processos formativos, a qualificação da formação médica e o fortalecimento das políticas públicas voltadas ao desenvolvimento de recursos humanos para o Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, promovem a integração entre instituições formadoras, gestores e serviços de saúde, reconhecendo os cenários de prática do SUS como elementos fundamentais para a formação médica e especializada”, ressalta o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), Felipe Proenço, ao destacar a importância da MP e do Enamed para o SUS e para o Brasil.

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A proposta da medida provisória foi fundamentada na implementação de uma Matriz de Referência Comum para a Avaliação da Formação Médica, elaborada com base nas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) do curso de medicina. A matriz contempla as áreas essenciais da formação médica, incluindo Clínica Médica, Cirurgia Geral, Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia, Medicina de Família e Comunidade, Saúde Mental e Saúde Coletiva, com o objetivo de estabelecer parâmetros comuns para a avaliação da formação dos profissionais médicos.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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