Saúde

Ministério da Saúde diploma 4.929 agentes comunitários e de combate às endemias no Maranhão

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Nessa quarta-feira (4), o Ministério da Saúde realizou, em São Luís (MA), a formatura de mais uma turma de Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE) do programa Mais Saúde com Agente. No estado, foram diplomados 3.777 ACS e 1.152 ACE, um resultado que representa um marco para o estado e reforça o compromisso com a qualificação das equipes que atuam diretamente na Atenção Básica e na Vigilância em Saúde.

Durante a cerimônia, o secretário-adjunto de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Jerzey Timóteo, afirmou que o melhor investimento do SUS são nas pessoas e nos trabalhadores. “Estamos aqui celebrando a conclusão dessa turma com muita alegria, orgulho e esperança. Esse é um investimento importante nos agentes, nos preceptores, nos tutores, em todos que reservaram horas, meses, para essa formação. Isso tudo resultará em mais cuidado com a população e mais força para o SUS”.

O Mais Saúde com Agente tem como objetivo oferecer formação de nível técnico aos agentes comunitários e endêmicos de todo o país. A curso foi desenvolvido em formato híbrido, com 40% da carga horária realizada em Ensino a Distância (EaD) e 60% em atividades práticas nos próprios territórios de atuação. A estrutura formativa promove uma integração inédita entre os agentes comunitários e endêmicos, fortalecendo o trabalho conjunto e estimulando debates, ações educativas e práticas que ampliam o olhar crítico e o escopo de atuação dos profissionais. O resultado se expressa na qualificação do cuidado prestado à população e no fortalecimento das redes locais de saúde.

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Além do Ministério da Saúde, o programa conta com a participação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz).

Segundo a vice-presidente da Confederação Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias (CONACS), Marina Lara, esse é um momento de valorização de todos os agentes no país. “Chegarmos hoje a uma diplomação no nível técnico em agente comunitário de saúde e endemias é a realização de um sonho, resultado de muita luta. E tudo isso graças ao esforço conjunto do governo federal, do Ministério da Saúde, da confederação e das demais instituições envolvidas”.

Foto: Ministério da Saúde
Foto: Ministério da Saúde

Mostra nacional

Nos dias 18 e 19 de março de 2026, ocorre em Brasília (DF) a Mostra Nacional do Programa Mais Saúde com Agente. Serão apresentados 200 trabalhos de todas as regiões do país. As propostas terão dois autores principais e os 400 agentes selecionados terão participação integralmente custeada para apresentar suas experiências na capital federal.

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Durante o evento, também serão premiados dois trabalhos por região, que terão suas trajetórias registradas em web documentário, produzido pelo Conasems.

Victor Almeida
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

População quilombola passa a contar com política nacional de saúde integral

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Para organizar a resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) às necessidades da população quilombola, foi pactuada nesta quinta-feira (27/08), a Política Nacional de Saúde Integral da População Quilombola (PNASQ) no âmbito do SUS. A medida contou com a aprovação de gestores locais, estaduais e federais da saúde, durante a 8ª Reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), em Brasília (DF).

A PNASQ foca na superação de barreiras estruturais de acesso à saúde e no combate ao racismo e às desigualdades étnico-raciais que atingem as comunidades tradicionais. Para o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, a normativa busca incorporar as especificidades do território, cultura, identidade quilombola e trajetória ancestral ao planejamento e organização do cuidado no SUS.

“Essa política é resultado de uma luta histórica dos povos quilombolas pelo reconhecimento de suas vulnerabilidades, combate ao racismo e defesa da equidade em saúde. Hoje selamos a responsabilidade compartilhada entre estados, municípios e a união pela garantia do direito à saúde, à redução das desigualdades e à melhoria das condições de saúde e qualidade de vida dessa população”, destacou Massuda.

 A aprovação da política também foi comentada por lideranças quilombolas que atuam pela ampliação do acesso à saúde e pelo reconhecimento da cultura e identidade quilombola. Para Marinho da Estiva, coordenador Nacional da Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), a expectativa é que a política possa acolher e cuidar das comunidades com respeito à sua história. “A gente espera que o nosso povo, as nossas práticas, os nossos saberes ancestrais na saúde do nosso povo quilombola sejam respeitados, nos postos de saúde, hospitais, pelas pessoas que estão na ponta”, reforçou.

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 As responsabilidades pela implementação da política serão compartilhadas e organizadas entre os três entes, cabendo à União a coordenação das ações da política – define diretrizes, apoia de forma técnica, informa e monitora; aos estados a articulação e apoio aos municípios para promoção da regionalização; e aos municípios a implementação, com planejamento, qualificação da atenção e promoção da participação social. A PNASQ utilizará os instrumentos do próprio SUS para viabilizar as suas ações, com financiamento também compartilhado entre as três esferas de gestão.

Participação social e equidade A política recebeu contribuições de gestores e da sociedade civil, por meio de consulta pública, conferências de saúde e recomendação do Conselho Nacional de Saúde (CNS), além de contar com um amplo e qualificado processo de diálogo com lideranças quilombolas, em uma agenda participativa e democrática de construção conjunta das propostas.

 “Estou dentro desse processo desde o começo. O Ministério da Saúde nos ouviu, nós sentamos e conversamos sobre a nossa política. E nós tivemos essa vitória. Para nós, ter essa conquista e chegar até onde nós chegamos, é um dia de muita alegria, de honra, mas sabemos que a caminhada está só começando. Sei que temos muitos desafios pela frente”, comemorou a quilombola Tereza de Jesus da Silva, integrante do Coletivo Nacional de Saúde Quilombola Graça Epifânio, da CONAQ.

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 Próximos passos

Com a pactuação federativa, o próximo passo para implementação da PNASQ é a construção de um plano operativo nacional, que definirá as prioridades, ações, metas, indicadores e responsabilidades dos gestores. Também serão criados instrumentos de monitoramento e avaliação da política, com estratégias, orientações e ferramentas para apoiar gestores na implementação e no enfrentamento das iniquidades e desigualdades as quais estão expostas as populações quilombolas.

Comunidades quilombolas

Para o SUS, as comunidades quilombolas são povos tradicionais definidos por sua ancestralidade, cultura e uma territorialidade que vai além da regularização das terras, servindo como espaço coletivo de reprodução social e identidade. Segundo o Censo de 2022, o Brasil possui mais de 1,3 milhão de quilombolas distribuídos por 1.696 municípios, com a maior concentração na Região Nordeste e, especificamente, no estado da Bahia.

 Apesar desse contingente, apenas 12,6% da população quilombola reside em territórios oficialmente delimitados. Diante disso, a PNASQ estende sua cobertura também aos contextos urbanos e favelas, reconhecendo que a autoidentificação e os vínculos étnico-raciais e comunitários independem de o território ser rural ou formalmente titulado.

Para garantir a integralidade do cuidado, é fundamental que as especificidades quilombolas sejam integradas aos processos de regionalização e regulação do SUS, assegurando o acesso a consultas especializadas, urgências e assistência farmacêutica.

Tatiany Volker Boldrini
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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