Saúde

Ministério da Saúde antecipa multivacinação no Amazonas

Publicado em

A campanha nacional de multivacinação foi iniciada neste sábado (13), em Manaus (AM). Ela visa evitar o reaparecimento de doenças imunopreveníveis já eliminadas no país, como a poliomielite. Pais e responsáveis por crianças e adolescentes de até 15 anos de idade podem procurar uma das 171 salas de vacina da capital amazonense que, neste sábado, funcionarão das 8h às 12h.

A partir da próxima segunda-feira (15), as ações para aumentar as coberturas vacinais de crianças e adolescentes se estenderão para as cidades amazonenses fronteiriças. Na sequência, a campanha de multivacinação chegará às demais cidades do estado. Além disso, todo o Amazonas estará mobilizado no dia 20 de maio, quando será realizado o Dia D da Multivacinação.

O Ministério da Saúde garante que todos os 62 municípios do Amazonas receberão as doses necessárias dos 18 diferentes imunizantes indicados para crianças e adolescentes de zero a 14 anos de idade, incluindo vacinas contra a covid-19, recomendadas para todas as idades a partir de seis meses, e contra a influenza, indicada para crianças de seis meses a quatro anos.

Leia Também:  Plano de Ação em Saúde de Belém é apresentado em Nova York em evento global

Além disso, em parceria com as secretarias estadual e municipais de saúde, os horários de funcionamento das salas de vacinação serão ampliados e vacinadores serão enviados para áreas de difícil acesso.

Poliomielite

O ministério decidiu antecipar o início da campanha de multivacinação no Amazonas em razão da recente notificação de casos de poliomielite no Peru, país vizinho ao Brasil e que faz fronteira com o Amazonas e Acre, onde a imunização também será antecipada, com previsão de início até o fim deste mês.

“Essa campanha nacional está se iniciando de forma antecipada aqui no Amazonas, após a confirmação de um caso de poliomielite registrado no Peru, país que faz fronteira com os dois estados, no último mês de março”, confirmou, em nota, a secretária municipal de Saúde, Shádia Fraxe.

Ainda de acordo com a secretaria, desde 1989 não há notificação de caso de pólio no Brasil, mas as coberturas vacinais contra a doença sofreram quedas sucessivas nos últimos anos.

Em todo o Brasil, a cobertura ficou em 77,16% no ano passado e em 77,43% no Amazonas. Nos dois casos, longe da meta de 95% para esta vacina.

Leia Também:  Tecnologia para tratar câncer de pele é aprovado para uso no SUS

Somando isso à ocorrência da doença em países vizinhos, o Brasil passou a figurar, em 2016, na lista da Organização Mundial da Saúde (OMS) como local de risco muito alto para a reintrodução da doença. Por isso, a mobilização para retomar as altas coberturas vacinais do país, que já foram referência internacional, é algo fundamental.

Fonte: EBC SAÚDE

Advertisement

Saúde

Ministério da Saúde mobiliza Força Nacional do SUS para apoiar serviços de saúde no Amazonas

Published

on

O Ministério da Saúde enviou no último domingo (11) uma equipe da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS) ao Amazonas para apoiar os gestores estaduais e municipais na organização da resposta dos serviços de saúde aos efeitos das queimadas. A atuação tem como foco identificar necessidades prioritárias, orientar a definição de medidas de apoio e contribuir para a continuidade da assistência à população.

Em articulação com as autoridades sanitárias locais, a equipe técnica está elaborando um diagnóstico situacional da rede de saúde. O levantamento permitirá identificar as demandas dos serviços, avaliar a capacidade de atendimento e subsidiar o planejamento de ações para manter a assistência, inclusive às populações indígenas.

O diagnostico também irá avaliar a disponibilidade de profissionais e insumos, das condições de transporte sanitário e dos fluxos de atendimento, além do acompanhamento da procura por serviços de saúde. A partir dessas informações, será possível apoiar os gestores na definição de prioridades e na adoção de medidas adequadas às necessidades de cada território.

A atuação da FN-SUS também considera os cuidados necessários diante da exposição à fumaça, que pode agravar doenças respiratórias e cardiovasculares. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças preexistentes estão entre os grupos que demandam atenção especial. Nesse contexto, o levantamento técnico contribui para orientar a organização dos serviços e a preparação da rede para atender à população.

Leia Também:  Plano de Ação em Saúde de Belém é apresentado em Nova York em evento global

A mobilização ocorre em um cenário de emergência relacionada às queimadas no estado. Em 10 de outubro, o Governo Federal reconheceu a emergência decretada pelo Governo do Amazonas em 36 municípios.

Com a presença da equipe técnica e o trabalho conjunto com os gestores locais, o Ministério da Saúde busca fortalecer a capacidade de resposta da rede de saúde, apoiar a identificação de necessidades e contribuir para que a população afetada tenha acesso contínuo e oportuno à assistência. 

Medidas de resposta

A avaliação será conduzida por meio do Diagnóstico Situacional Vivo, instrumento técnico-operacional que reúne informações de vigilância, dados assistenciais, observações em campo e diálogo com os gestores locais. O objetivo é acompanhar a evolução do incidente, identificar as principais necessidades e orientar o dimensionamento das medidas de resposta.

A partir dos resultados, poderão ser definidas ações de orientação técnica e apoio à organização dos serviços, deslocamento de profissionais e equipes especializadas ou mobilização de estruturas temporárias de saúde, inclusive hospitais de campanha, caso haja indicação técnico-assistencial.

“O nosso Diagnóstico Situacional Vivo permite compreender o incidente e definir, junto aos gestores, o tamanho exato da resposta: ela pode começar com orientação técnica e chegar, se necessário, ao envio de equipes e hospitais de campanha. A missão da Força Nacional do SUS é identificar onde a rede de saúde foi interrompida ou sobrecarregada e ajudar a restabelecer a assistência com rapidez e eficiência. Quanto antes a rede voltar a funcionar plenamente, menos a população sofrerá”, afirma Rodrigo Stábeli, diretor da Força Nacional do SUS.

Leia Também:  Escolha de pomadas modeladoras de cabelos deve seguir lista da Anvisa

A equipe deverá consolidar o relatório diagnóstico situacional inicial e encaminhá-lo ao ministro da Saúde. O documento subsidiará a decisão conjunta entre União, Estado e municípios sobre a necessidade, a modalidade e a dimensão do apoio federal.

Saúde Indígena

A missão também avaliará as condições de saúde das populações indígenas que vivem nas áreas atingidas pelas queimadas. O trabalho será realizado em colaboração com a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) e em articulação com os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) envolvidos. A avaliação buscará identificar os impactos da exposição à fumaça, as dificuldades de acesso aos serviços de saúde, eventuais interrupções no cuidado e as necessidades de apoio às equipes de saúde indígena. Também serão analisadas as condições para manter a assistência nas comunidades, considerando as especificidades territoriais e socioculturais dessas populações. 

 Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA