Saúde

Médicos, clínicas e hospitais devem seguir novas regras de publicidade

Publicado em

Entram em vigor nesta segunda-feira (11) as novas regras da publicidade médica estabelecidas na Resolução 2.336/2023 do Conselho Federal de Medicina (CFM), que foram aprovadas depois de três anos de estudos. O presidente da Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética (Anadem), o advogado Raul Canal, alerta que, ao mesmo tempo que garante segurança jurídica aos médicos, o novo texto cria também pontos de atenção para suas condutas publicitárias nas esferas cível e criminal.

Em entrevista à Agência Brasil, ele disse que a principal inovação foi a autorização para os médicos e, sobretudo, aqueles que trabalham na área estética, como cirurgia plástica e dermatologia, exibirem imagens e fotografias com os resultados antes e depois. “Isso até agora era proibido. O médico, mesmo com consentimento do paciente, não poderia fazer isso. Agora, ele pode fazer”.

Canal advertiu que, nesse caso, o médico não pode “tratar ou maquiar” a fotografia, nem fazer um ‘photoshop’ (edição) na imagem. “Tem que ser a fotografia natural; mas, com consentimento do paciente, ele pode publicar isso na sua propaganda, nas suas mídias sociais. Esse foi o maior avanço”, indicou. Outro avanço foi a divulgação de preços de cirurgias, procedimentos e tratamentos. Antes, o médico não podia divulgar isso porque era considerado mercantilização da medicina. “A partir de agora, isso está autorizado a ser feito”.

Leia Também:  Soja mantém leve avanço em Chicago, aguardando novas direções

Cuidado

Para evitar processos na Justiça, o presidente da Anadem destacou que o profissional da saúde deve prestar atenção para não tratar uma fotografia e prometer um resultado fantástico que poderá não ser alcançado. O profissional deve deixar claro na propaganda e nas mídias sociais que nem todo paciente vai atingir o mesmo resultado porque isso depende de predisposições orgânicas e até de questões comportamentais do paciente e de reações inflamatórias.

“Cada organismo reage de uma forma diferente. Se não, ele estaria prometendo um resultado e, se o paciente não atingir aquele resultado, poderá processá-lo por ter sido enganado. Ou seja, induziu o consumidor, e não mais o paciente, a um erro. Tem que deixar claro que aquele é um resultado específico e que nem todas as cirurgias atingirão o mesmo resultado. Esse é o principal cuidado que o médico deve ter. E sempre ele deve obter por escrito a autorização do uso da imagem do paciente. Porque não se trata apenas do Código de Ética Médica. Ele tem a Lei Geral de Proteção de Dados”, explica Canal.  

Por isso, para divulgar um dado do paciente, inclusive um dado biométrico ou uma imagem, deve haver o consentimento, ou autorização, por escrito. “Esse é um cuidado fundamental”, sustentou.

Leia Também:  Saúde realiza quase 2 mil atendimentos durante a COP30

Clínicas e hospitais

As mesmas regras valem para clínicas ou hospitais. As novas normas permitem que um médico ou clínica divulgue a aquisição de um aparelho importado que não tem similar no Brasil. Antes, isso não era permitido porque gerava concorrência desleal em relação aos demais. “Hoje pode -se divulgar uma técnica, um equipamento, que só o médico possui, que é de última geração”.

O médico, em sua propaganda, deve preservar o caráter informativo e educativo da informação. Na publicidade feita, os médicos deverão incluir o nome; o número do Conselho Regional de Medicina (CRM); e, se for especialista, informar também o Registro de Qualificação de Especialista (RQE). Caso o profissional seja pós-graduado, poderá indicar o aperfeiçoamento profissional, desde que inclua a inscrição “não especialista”.

Já para clínicas e hospitais, serão exigidos o nome do diretor técnico médico, responsável pelo estabelecimento, com o respectivo CRM e do diretor técnico com o RQE, caso haja oferta de especialidades médicas. “Mesmo que seja uma pessoa jurídica, tem que ter uma pessoa física com CRM que responda tecnicamente por aquele Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), concluiu Raul Canal. 

Fonte: EBC SAÚDE

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Saúde

Ministério da Saúde e fãs da banda BTS se unem para incentivar a doação de sangue

Published

on

Uma rede de fãs do grupo sul-coreano BTS está transformando admiração pela banda em solidariedade. Neste sábado (13), a organização Army Help The Planet promove a quarta edição da campanha Blood To Save, iniciativa que incentiva a doação de sangue em diferentes regiões do Brasil em alusão ao aniversário do grupo coreano, celebrado em 13 de junho, e ao Dia Mundial do Doador de Sangue, comemorado em 14 de junho.

A mobilização conta com apoio do Ministério da Saúde e terá sua principal ativação no Posto Clínicas da Fundação Pró-Sangue, localizado no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista. Fãs da banda também organizam ações locais nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará, Amazonas e Santa Catarina.

“Ficamos muito felizes em apoiar uma iniciativa que mobiliza tantas pessoas em torno da doação de sangue. Parcerias como essa nos ajudam a levar informações de saúde para novos públicos e a reforçar a importância de um gesto simples que pode salvar vidas. Quanto mais pessoas forem alcançadas por essa mensagem, maior será o impacto para quem depende das doações”, afirma a secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad.

Leia Também:  UFRJ: há diversidade de subvariantes da Ômicron desde fevereiro

“Queríamos que a Blood To Save chegasse ao maior número de pessoas possível. A campanha nasceu para unir a mensagem positiva do BTS a um gesto de solidariedade que salva vidas. Com o apoio do Ministério da Saúde, acreditamos que essa mobilização pode alcançar ainda mais pessoas e incentivar novos doadores em todo o país”, afirma Mariana Faciroli, codiretora da Army Help The Planet. A parceria entre o Ministério da Saúde e a Army Help The Planet começou após a repercussão de uma publicação nas redes sociais do órgão, divulgada em abril deste ano. O conteúdo relacionava músicas do BTS a ações do programa Agora Tem Especialistas e alcançou mais de 1,3 milhão de visualizações e 116 mil curtidas, ampliando o diálogo com a comunidade de fãs no ambiente digital.

Mobilização do fã clube

A partir dessa aproximação, surgiu a proposta de somar esforços à campanha Blood To Save, criada em 2023 pela Army Help The Planet para incentivar a doação regular de sangue. A iniciativa busca mobilizar doadores frequentes e estimular pessoas que nunca doaram a procurar um hemocentro pela primeira vez.

Leia Também:  Ministério da Saúde quer ampliar digitalização e conectividade no SUS

A Army Help The Planet é uma organização criada em 2019 por fãs brasileiros do BTS. Ao longo dos anos, o grupo consolidou-se como uma das principais iniciativas de impacto social lideradas por admiradores da banda sul-coreana no Brasil, com projetos ambientais, campanhas de arrecadação de recursos, ações de combate à fome, iniciativas de cidadania e atividades voltadas à promoção da saúde.

Quem pode doar

A doação de sangue é fundamental para manter os estoques em níveis seguros e garantir o atendimento de pacientes que necessitam de transfusões em tratamentos, cirurgias, emergências e outras condições de saúde.

Para ser um doador de sangue é preciso:

  • Ter entre 16 e 69 anos (menores de 18 anos devem ter autorização dos responsáveis)
  • Apresentar documento de identificação com foto;
  • Pesar no mínimo 50 kg;
  • Ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas;
  • Estar alimentado (é necessário evitar alimentos gordurosos nas três horas que antecedem a doação de sangue).

Acesse a página de doação de sangue

Camila Marques
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA