Saúde

Mais de 2,5 mil profissionais do SUS já estão preparados para apoiar o desenvolvimento infantil na Atenção Primária

Publicado em

Profissionais de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) podem se inscrever na formação Cuidados para o Desenvolvimento da Criança na Atenção Primária à Saúde, iniciativa que qualifica equipes para orientar famílias sobre vínculo, brincadeiras e estímulos importantes nos primeiros anos de vida.

Até o momento, mais de 2,5 mil profissionais do SUS já estão preparados para aplicar a metodologia nas unidades básicas de saúde. Eles foram qualificados na abordagem Cuidados para o Desenvolvimento da Criança (CDC), voltada ao fortalecimento do vínculo entre cuidadores e crianças e à promoção do desenvolvimento infantil.

A iniciativa integra o projeto CDC-APS, que qualifica profissionais da Atenção Primária à Saúde para aprimorar orientações sobre desenvolvimento infantil nas consultas, nas visitas domiciliares e no acompanhamento das famílias.

O curso é gratuito, realizado na modalidade online e possui carga horária de 30 horas, com inscrições disponíveis em fluxo contínuo até fevereiro de 2027. Podem participar profissionais de nível superior que atuam na Atenção Primária, como médicos, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos.

Leia Também:  OMS faz recomendações temporárias para situações de surto por mpox

Mudanças na prática do cuidado

Os resultados da implementação foram apresentados em um workshop que reuniu gestores, especialistas e profissionais da rede para discutir os avanços da iniciativa no país e os próximos passos para sua expansão.

“A formação alcançou todas as regiões do país e consolidou 364 tutores. Além do alcance quantitativo, avaliações pré e pós-teste indicam aumento significativo do conhecimento dos profissionais sobre desenvolvimento infantil, vínculo, saúde mental do cuidador e prevenção da violência, além de redução na omissão desses temas na prática clínica”, destaca explica a coordenadora de Atenção à Saúde da Criança e do Adolescente do Ministério da Saúde, Sonia Venancio.

Segundo a equipe responsável pela iniciativa, já é possível observar mudanças no cuidado oferecido pelas equipes da Atenção Primária. Entre elas estão maior uso da Caderneta da Criança como ferramenta educativa, incorporação mais sistemática da vigilância do desenvolvimento infantil nas consultas e uma postura clínica mais centrada no cuidador e no vínculo.

Também foi registrado aumento de até 40% na abordagem de temas como brincadeiras, vínculo e prevenção da violência, além de maior orientação às famílias sobre o uso de telas. Essas mudanças ajudam as equipes de saúde a acompanhar não apenas o crescimento físico das crianças, mas também aspectos importantes do desenvolvimento emocional, cognitivo e social. 

Leia Também:  Mais Médicos tem 99% de adesão de cidades contempladas em edital

Raiane Azevedo
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Saúde

Modelo brasileiro de banco de leite é o maior do mundo e une baixo custo e alta tecnologia

Published

on

Neste dia 19 de maio, Dia Mundial da Doação de Leite Humano o Ministério da Saúde reforça o chamado para ampliar a solidariedade em torno da rede de bancos de leite do SUS, que nos últimos cinco anos beneficiou 4,1 milhões de recém-nascidos prematuros e de baixo peso. O leite humano doado é essencial para fortalecer a imunidade, apoiar a recuperação clínica e contribuir para um desenvolvimento mais saudável dos bebês. O gesto de 3,6 milhões de mães doadoras, entre 2020 e 2025, atendeu outras 46,8 milhões de mulheres e mais de 4,2 milhões de litros de leite foram coletados no território nacional.

O modelo brasileiro é a maior rede de bancos de leite do mundo, unindo alta tecnologia e cuidado humanizado que hoje servem de referência internacional para países da América Latina, África e Europa. O sistema é reconhecido internacionalmente por unir baixo custo, alta tecnologia e cuidado humanizado no sistema público de saúde. “O Brasil é uma referência mundial e amamentar é um gesto que vai além da nutrição. É um ato de cuidado, vínculo e saúde, com impactos positivos para o bebê e a mãe”, reforça o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Atualmente, o Brasil mantém 239 Bancos de Leite Humano e 261 Postos de Coleta em todos os estados. Para fortalecer essa rede, o Ministério da Saúde instituiu, em 2024, a Rede Alyne, que reúne ações voltadas à redução da mortalidade materna e infantil e ao cuidado neonatal. No âmbito da iniciativa, foi criado um incentivo financeiro para qualificar os serviços de bancos de leite humano e ampliar a autossuficiência no atendimento neonatal. Desde então, já foram repassados R$ 93 milhões aos serviços em todo o país.

Leia Também:  Anvisa: 28% dos alimentos industrializados têm sódio em excesso

Solidariedade que nutre, vida que cresce

Neste ano, a campanha mundial de aleitamento adota o tema “Doação de Leite Humano: Solidariedade que nutre, vida que cresce”, escolhido em votação internacional com participação de 37 países e quase 10 mil votos registrados pela Rede Global de Bancos de Leite Humano (rBLH). A proposta vencedora é de autoria da profissional de enfermagem equatoriana, Rebeca Cadmelema Puyo, e simboliza uma mobilização coletiva em favor da vida e do cuidado neonatal.

A iniciativa também busca ampliar o número de novas doadoras e desmistificar a ideia de que é preciso produzir grandes volumes para doar. Dependendo da condição clínica e do peso do bebê, apenas 1 ml de leite humano já pode ser suficiente em cada refeição. Cada gota de leite humano doado pode fazer diferença na recuperação de recém-nascidos prematuros, transformando cuidado em esperança para outras famílias. Segundo dados do Sistema de Informação da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (rBLH-BR), a cada 12 mulheres acompanhadas pelos Bancos de Leite Humano (BLH), uma se torna doadora.

Em diversas regiões do Brasil, a coleta pode ser realizada diretamente na casa da doadora, em alguns casos em parceria com os corpos de bombeiros ou outros serviços locais. Nos municípios em que não há coleta domiciliar, a mulher pode procurar o Banco de Leite Humano ou Posto de Coleta mais próximo para receber orientações sobre armazenamento e entrega do leite coletado.

Leia Também:  Butantan desenvolve teste que detecta leptospirose em estágio inicial

Antes de chegar aos recém-nascidos internados nas Unidades Neonatais, o leite humano doado passa por rigorosos processos técnicos, biológicos e sanitários realizados pelos Bancos de Leite Humano. O fluxo inclui cadastro da doadora, recebimento e armazenamento do leite, seleção, classificação, pasteurização, controle de qualidade microbiológica e distribuição, conforme prescrição médica e/ou nutricional.

O incentivo à amamentação e à doação de leite humano também integra as estratégias de fortalecimento do cuidado materno-infantil no SUS. Neste mês, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou o lançamento da primeira versão digital da Caderneta Brasileira da Gestante, disponível no aplicativo Meu SUS Digital.

O documento fortalece o pré-natal e a linha de cuidado materno-infantil ao reunir, em um único ambiente, informações sobre gestação, parto, puerpério, vacinação, saúde mental, direitos das gestantes e orientações sobre amamentação e doação de leite humano. Também incorpora temas como luto materno e parental, violência obstétrica e enfrentamento das desigualdades.

Saiba mais sobre a nova campanha de doação de leite humano

Janaína Oliveira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA