Saúde

Mais 370 médicos selecionados devem confirmar participação no Agora Tem Especialistas para atuarem no SUS

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Dois meses após a chegada dos primeiros 322 novos médicos do programa Agora Tem Especialistas, que já estão atendendo os pacientes do SUS em 156 municípios brasileiros de todas as regiões do país, o Ministério da Saúde anuncia a seleção de mais 374 profissionais. Eles poderão atuar em outras 173 cidades em regiões de desassistência, de escassez ou com maior demanda por atendimento de saúde especializado depois de garantirem suas vagas. Para isso, devem confirmar suas participações no Sistema de Gerenciamento de Programas (SGP), da pasta, e se apresentarem no município de
alocação até a próxima sexta-feira (28).

A confirmação do profissional exige o preenchimento dos dados bancários no site e a ida ao local em que irá trabalhar, com a documentação prevista em edital (termo de adesão, diploma, CRM, RQE, certidões criminais e eleitoral). Além disso, o gestor deve conferir toda a documentação e homologar o candidato no sistema SGP. Veja ao fim da matéria um passo a passo de como o gestor deve fazer a homologação.

A formação e o provimento de mais profissionais especialistas na rede pública de saúde integram uma série de ações do programa Agora Tem Especialistas para reduzir o tempo de espera no SUS por consultas, exames e cirurgias. Ao selecionar mais médicos especializado, o programa do governo federal amplia a capacidade de atendimento da rede pública de saúde.

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Agora Tem Especialistas também promove atualização profissional dos médicos do SUS

Além de atuarem na rede pública, os médicos selecionados pelo programa contarão com a mentoria de profissionais de excelência da Rede Ebserh e de hospitais do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). Serão dedicadas 16 horas semanais à prática assistencial e quatro horas semanais a atividades educacionais distribuídas em 16 cursos de aprimoramento em áreas como cirurgia,
ginecologia, anestesiologia e otorrinolaringologia.

Cada curso terá duração de 12 meses e abordará temas estratégicos para o SUS, como diagnóstico, tratamento e procedimentos, incluindo cirurgias oncológicas e minimamente invasivas, endoscopia e colonoscopia, ecocardiografia, radioterapia, oncologia clínica, ultrassonografia mamária, anestesiologia perioperatória, colposcopia e doenças do trato genital inferior, com foco em capacitar médicos para ampliar a resolutividade e o acesso à atenção especializada no país.

Passo a passo da homologação pelo gestor do município

Com documentação comprobatória da qualificação, o médico especialista deverá se apresentar na unidade de saúde do SUS onde vai atuar. Em seguida, o gestor do município também deverá fazer a homologação desse profissional no SGP. Confira o passo a passo:

1. Acessar o SGP.
– Login com CPF (sem pontos ou traços) e senha.
– Senha padrão para o primeiro acesso: 12345678.

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2. Selecionar a opção “Gestor Municipal” e, em seguida, clicar em “Carregar Perfil”. – Observação: mesmo que o cadastro seja estadual, o sistema exibirá a informação como gestor municipal

3. Clicar na bandeira do “Mais Médicos Especialistas”.

4. Na tela “Resumo da Adesão”, selecionar “Profissionais” e, em seguida, “Homologação”.

5. Selecionar o símbolo correspondente ao nome do(a) profissional a ser homologado(a). – Será exibida a lista com todos os profissionais cadastrados, indicando a situação (homologado, pendente ou não iniciado).

6. Inserir, obrigatoriamente, UF, CRM e RQE do(a) profissional e validar as informações.

7. Responder à pergunta: “O(A) profissional iniciou ou iniciará as atividades no município?”- Selecionar “Sim”.

– Observação: caso a resposta seja “Não”, o profissional não será homologado no sistema.

8. Fechar o pop-up de informação sobre a data de início das atividades.

9. Informar a data de início das atividades, selecionar os documentos pessoais obrigatórios e indicar o CNES da unidade do profissional. Em seguida, clicar em “Homologar”.

Após a conclusão, todas as informações do(a) profissional constarão no sistema.
– Caso o gestor não esteja cadastrado ou não esteja conseguindo acesso ao SGP, solicitar .regularização pelo e-mail: [email protected].

Anna Elisa Iung
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Governo do Brasil anuncia o maior investimento da história para impulsionar inovações em endometriose, dor pélvica e saúde menstrual no SUS

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, juntamente com a primeira-dama do Brasil, Janja Lula da Silva, e a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, participou, nesta terça-feira (9), do anúncio de R$ 60 milhões, o maior investimento já realizado no Brasil voltado à geração de conhecimento científico, tecnologias e soluções inovadoras relacionadas à endometriose, à dor pélvica e à saúde menstrual.

Os recursos estão previstos em uma chamada pública do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para o desenvolvimento de soluções inovadoras e a criação de uma rede nacional de pesquisa, com apoio financeiro do Instituto Alana. O objetivo é que os projetos sejam aplicados no Sistema Único de Saúde (SUS), contribuindo para o aperfeiçoamento dos diagnósticos e tratamentos e para o fortalecimento da atenção à saúde das mulheres.

“Esse é um tema muito importante, que afeta pelo menos 8 milhões de mulheres no nosso país, especialmente adolescentes. É fundamental que ele tenha sido contemplado em um edital específico com esse volume de recursos. Temos o compromisso de construir uma política pública robusta no SUS para enfrentar essa questão da forma como ela precisa ser enfrentada”, afirmou o ministro Alexandre Padilha.

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A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou que “quando uma menina falta à escola por causa da dor ou uma mulher leva anos para receber um diagnóstico, estamos diante de um problema de saúde pública que exige uma resposta do Estado. Esse investimento demonstra o compromisso do Governo do Brasil com a ciência como instrumento de cuidado, inclusão e promoção da qualidade de vida das mulheres brasileiras”.

A primeira-dama do Brasil, Janja Lula da Silva, participou do anúncio no MCTI e chamou a atenção para o fato de que, por muito tempo, questões relacionadas à saúde da mulher foram tratadas com invisibilidade ou minimizadas. “Muitas mulheres convivem com dores intensas sem receber diagnóstico ou acolhimento adequados, e a endometriose é um exemplo dessa realidade. Por isso, essa iniciativa do MCTI é tão importante, ela direciona atenção e investimentos para pesquisas sobre uma condição que afeta milhões de brasileiras”, afirmou Janja.

A chamada pública será aberta pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e terá cinco eixos temáticos: causa e prevenção; diagnóstico; tratamento; biorrepositório (reservatório de materiais biológicos, utilizado em pesquisas específicas); e impacto social. As pesquisas deverão contribuir para reduzir lacunas de conhecimento sobre a endometriose, doença crônica ainda subdiagnosticada, que afeta cerca de uma em cada dez meninas e mulheres e pode levar anos para ser identificada.

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Outros R$ 10 milhões serão aplicados pelo Instituto Alana e destinados à criação de uma rede nacional estruturante de pesquisa nesses temas, formada a partir dos projetos selecionados, que contarão com uma infraestrutura compartilhada de comunicação científica, implementação de ciência cidadã, apoio ao pesquisador, educação e formação.

Tratamento no SUS

O ministro Alexandre Padilha destacou que o primeiro protocolo clínico do SUS para o tratamento da endometriose foi instituído no ano passado, no âmbito do programa Agora Tem Especialistas, alinhando diretrizes assistenciais e financiamento.

“Foi criada a primeira tabela específica para estimular esse cuidado integrado, remunerando um conjunto de ações que envolve consulta, diagnóstico e tratamento. Isso é muito importante porque, quando o Ministério da Saúde induz uma política para o SUS, o SUS responde. Alguns estados mais do que dobraram o número de mulheres atendidas, diagnosticadas e que iniciaram tratamento para endometriose. Mas isso ainda é pouco diante da dimensão do problema”, afirmou o ministro.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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