Saúde

Instituto Imouvir: Transformando Vidas Através Da Reabilitação Auditiva

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No Brasil, milhões de pessoas enfrentam desafios diários devido à perda auditiva. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca e 10 milhões de pessoas possuem algum tipo de perda auditiva.

O SUS, através da Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Deficiência Auditiva, tenta garantir aos deficientes auditivos todo tratamento inclusive a concessão gratuita dos aparelhos auditivos, mas devido à alta demanda o tempo de espera para conseguir um aparelho auditivo pode variar significativamente chegando a anos face à disponibilidade limitada de recursos e profissionais especializados.

Atento a esse problema e em apoio a política Nacional da Atenção à Saúde Auditiva do Ministério da Saúde – SUS, foi criado o INSTITUTO IMOUVIR, entidade sem fins lucrativos, com finalidade única e exclusiva em dar acesso ao deficiente auditivo, em especial os de baixa renda, adquirir, com seus próprios recursos, próteses auditivas ao custo estabelecido pela tabela do Sistema Único da Saúde – SUS.

Esse projeto, que já atendeu mais de 300 pacientes, facilitou bastante o acesso ao aparelhos auditivos, pois pacientes com pequena renda e que não possuem poder de compra para aquisição dessas próteses junto ao mercado de varejo convencional, mas também não podem ficar numa fila, por meses ou até anos, dos Centros Especializados em Reabilitação Auditiva aguardando serem contemplados puderam, muitas vezes com ajuda financeira da família e amigos, comprar seus aparelhos auditivos dando seguimento a sua reabilitação auditiva.

O Instituto Imouvir se destaca por sua missão de não apenas promover a conscientização da saúde auditiva no Brasil, mas também por tornar os aparelhos auditivos acessíveis a todos, proporcionando a oportunidade de adquiri-los ao custo da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS). Essa iniciativa singular desempenha um papel fundamental na eliminação das barreiras financeiras que frequentemente limitam o acesso das pessoas ao tratamento para perda auditiva.

Para participar do programa do INSTITUTO IMOUVIR, é simples, mas se faz necessário cumprir alguns requisitos importantes, tais como:

* Documentos de Identificação: Cartão SUS, CPF, RG ou CNH

* Comprovante de Endereço: Um comprovante de residência é requerido para validar a residência do paciente.
* Indicação Médica: Indicação de um médico Otorrino para o uso de aparelhos auditivos.

* Cópias dos exames audiológicos com data de validade máxima de 1 ano.

* Avaliação Fonoaudiológica e Teste com os aparelhos auditivos.

A dificuldade de se conseguir os aparelhos auditivos muitas vezes amplia as barreiras sociais e emocionais que os pacientes enfrentam. No entanto, há uma luz no fim do túnel para aqueles que precisam de assistência para reabilitar sua audição: o Instituto Imouvir. Esse projeto pioneiro e sem fins lucrativos, que começou a 5 anos atrás, está transformando vidas ao tornar os aparelhos auditivos mais acessíveis, proporcionando um aumento na qualidade de vida das pessoas que tem algum tipo de perda de audição.

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Paulo Leite, gestor do projetor, relembra um cenário marcante que o inspirou a criar este programa transformador. Antes do surgimento do Instituto, ele testemunhava de perto a angústia das pessoas de baixa renda que sofriam com a perda auditiva, mas que não dispunham dos recursos necessários para adquirir um aparelho auditivo. Ele explica que embora o governo federal ofereça um programa de distribuição gratuita desses dispositivos, a fila de espera é extensa nos estados, e muitas pessoas não podem aguardar devido às suas obrigações no trabalho e à sua vida social. A falta de acesso a aparelhos auditivos estava impondo um pesado ônus emocional e social.

Muitas pessoas, privadas do suporte auditivo necessário acabam se isolando e enfrentando um declínio em sua qualidade de vida, culminando em problemas de saúde mental, como a depressão fora outras doenças associadas a quem tem perda auditiva impactando na vida social, no trabalho e na educação, ressalta o Fonoaudiólogo Roberval Silva um dos parceiros do projeto.

Foi esse cenário de necessidade e sofrimento que impulsionou a criação do Instituto Imouvir. Paulo Leite, com um profundo senso de responsabilidade social, decidiu intervir e oferecer uma solução que tornaria a reabilitação auditiva mais acessível e ágil para as pessoas que tanto precisavam dela. O Instituto Imouvir não apenas forneceu uma resposta à crescente demanda por reabilitação auditiva, mas também se tornou um farol de esperança para todos aqueles que enfrentavam os desafios da perda auditiva, proporcionando-lhes a oportunidade de reabilitar a audição e, consequentemente, melhorar sua qualidade de vida.

“O nosso foco está na conscientização e na reabilitação da saúde auditiva como um todo. Os aparelhos auditivos são uma ferramenta crucial dentro do nosso programa, mas eles representam apenas uma parte da jornada. Antes de chegar a essa etapa, os pacientes passam por um processo completo de reabilitação auditiva, supervisionado por profissionais altamente qualificados nessa área. Isso garante que cada pessoa receba o suporte necessário para recuperar sua audição e melhorar sua qualidade de vida” disse Paulo Leite.

AMPLIANDO O ALCANCE

Atualmente, o Instituto Imouvir está atendendo pacientes nos estados de Mato Grosso, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

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“O projeto teve início no estado de Mato Grosso, mas a nossa visão é abranger todo o território brasileiro. Estamos comprometidos em levar esse programa de reabilitação auditiva para os quatro cantos do país, assegurando que ninguém fique sem a oportunidade de reabilitar sua audição e, assim, melhorar sua qualidade de vida.” – Paulo Leite.

PARCERIAS

Mauro Nascimento, Presidente Instituto Imouvir, destaca as parcerias sólidas estabelecidas com empresas e instituições que compartilham um compromisso profundo em aprimorar a qualidade de vida das pessoas. Entre essas parceiras valiosas, destacam-se o SICOOB Integração e a Federação das Indústrias de Mato Grosso (FIEMT), que através do programa Sócio Indústria, abraçou entusiasticamente o projeto incluindo no programa de benefícios oferecidos às indústrias e respectivos colaboradores esse tema relevante onde tivemos a oportunidade de levar informações sobre os malefícios da perda auditiva não tratada. Foi um prazer poder ter participado das feiras de benefícios da MARFRIG, TRAEL Transformadores Elétricos, ROTA OESTE e SENAI.

“Em nome do Instituto Imouvir, quero expressar nossa sincera gratidão a FIEMT e Banco SICOOB Integração. Suas colaborações têm sido a força motriz por trás do crescimento do projeto. A importância das parcerias é imensurável, pois elas possibilitam que alcancemos mais pessoas, oferecendo a esperança da reabilitação auditiva e uma melhor qualidade de vida. O Instituto Imouvir está comprometido em continuar expandindo nossos serviços, graças a essas parcerias, para atender às crescentes necessidades daqueles que enfrentam desafios de perda auditiva no Brasil.” – Mauro Nascimento

CONCLUSÃO

O Instituto Imouvir está causando um impacto positivo nas vidas das pessoas, ao proporcionar reabilitação auditiva com acesso a aparelhos de alta qualidade, a preços acessíveis. Com a nobre missão em ajudar na reabilitação não apenas a audição, mas também a qualidade de vida, esse projeto inovador representa uma fonte de esperança para todos aqueles que enfrentam os desafios decorrentes da perda auditiva. Se você ou alguém que você conhece está em busca de soluções acessíveis para questões relacionadas à audição, o Instituto Imouvir é uma referência na prestação de assistência de alta qualidade.

Para obter informações adicionais sobre como participar desse programa de reabilitação auditiva, não hesite em entrar em contato com o Instituto Imouvir, através do instragram.com/imouvir ou pelo WhatsApp (65) 99236-4617.  Dê o primeiro passo em direção a uma vida com a audição restaurada e uma qualidade de vida aprimorada.

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Saúde

Ministério da Saúde detalha processo de transição de insulina glargina para secretários municipais

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O processo de nacionalização da insulina análoga de ação prolongada, a glargina, no Sistema Único de Saúde (SUS) foi destacado pelo Ministério da Saúde(MS) nesta segunda-feira (13/7), durante o 39º Congresso Nacional do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), na capital gaúcha. O tema foi apresentado no seminário que abordou estratégias para organizar fluxos assistenciais, logística, dispensação e acompanhamento clínico a partir da perspectiva da regionalização da saúde pública.

Inicialmente, a nacionalização da glargina atenderá crianças e adolescentes de 2 a menores de 18 anos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com os tipos 1 e 2, explicou a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do (MS), Fernanda De Negri. “A gente começou separando por faixa etária justamente para poder fazer essa migração gradual. À medida que todos esses pacientes tiverem acesso à glargina, a gente ampliará o público-alvo”, informou.

A secretária ressaltou que a inclusão do medicamento foi necessária para mitigar o cenário de desabastecimento global da insulina NPH por parte dos fabricantes, já que a NPH ainda representa 90% da insulina utilizada no SUS.

Nesse cenário, o acesso à glargina em escala foi viabilizado por meio de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), instrumento do Ministério da Saúde que aproxima instituições públicas e empresas privadas para fomentar a produção pública nacional de tecnologias consideradas estratégicas para o SUS.

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“Essa janela de oportunidade da PDP veio justamente no momento em que nos possibilitou ter mais segurança para fazer essa migração de forma previsível e gradual, de modo a não deixar o paciente do SUS sem medicamento e, ao mesmo tempo, começar a oferecer uma insulina de maior qualidade”, reforçou.

Em sua fala, Fernanda De Negri pontuou que a transição estabeleceu ainda ações de treinamento voltadas às equipes de Atenção Primária à Saúde (APS) e de Assistência Farmacêutica locais. Para apoiar esses processos, o Ministério da Saúde disponibilizou materiais técnicos e ofertou cerca de 130 oficinas em conjunto com o Conasems. 

Distribuição

O envio da insulina aos estados e municípios tem sido realizado com base no planejamento e nas solicitações periódicas das secretarias de saúde estaduais e municipais. Após o recebimento dos lotes em cada região, o medicamento estará disponível para a população nas farmácias da Atenção Primária, como as das Unidades Básicas de Saúde (UBS), de acordo com a organização de cada município.

Benefícios

Os benefícios da glargina também foram destacados, entre eles está o maior tempo de ação, que garante cobertura de até 24 horas para a maioria dos pacientes. Além disso, o medicamento oferece mais segurança ao reduzir o risco de episódios de hipoglicemia, especialmente durante o período noturno. Outro diferencial é a estabilidade e a praticidade que proporciona: ela promove menor oscilação nos níveis de glicose no sangue e dispensa preparação prévia, diferentemente da insulina NPH, que exige agitação antes do uso.

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Projeto-piloto

A secretária ressaltou que a transição foi estruturada por um grupo de trabalho específico, composto por representantes de diversos setores. O planejamento incluiu a implementação de um projeto-piloto, iniciado em março deste ano no Amapá, Distrito Federal, Paraíba e Paraná, voltado a crianças e adolescentes (de 2 a 17 anos) com diabetes tipo 1, além de idosos com 80 anos ou mais que convivem com o tipo 1 e 2.

A iniciativa permitiu acompanhar a utilização da insulina glargina em condições reais de atendimento, avaliar aspectos operacionais, identificar gargalos logísticos e subsidiar os ajustes necessários para a implementação em todo o país.

Rodrigo Eneas
Roberta Paola
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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