Saúde

Hackathon SUS: desafio nacional mobiliza startups para desenvolver soluções inovadoras para a saúde pública

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O Ministério da Saúde deu mais um passo para ampliar a integração entre tecnologia e saúde pública. O avanço ocorre com a iniciativa “Desafio Tecnológico para o Sistema Único de Saúde – Hackathon SUS”. A estratégia vai selecionar e premiar startups de todo o país que desenvolvam soluções inovadoras capazes de enfrentar o câncer. O edital com o cronograma e fases de execução foi disponibilizado na última semana. As inscrições seguem até o dia 10 de junho e são realizadas aqui.

O hackathon é coordenado pelo Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) do Ministério da Saúde e, de forma colaborativa, promove o fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde. Para tanto, conta com uma ampla rede de parceiros, incluindo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), HU Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

De acordo com Fernanda De Negri, secretária da SCTIE, “a iniciativa busca acelerar a criação de soluções aplicáveis no SUS, melhorar a eficiência do atendimento e reduzir desigualdades no acesso à saúde em diferentes regiões do país. A proposta é desenvolver tecnologias compatíveis à rotina do sistema público, com potencial de crescimento e impacto direto na assistência à população”, pontuou De Negri.

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Tecnologia a serviço da vida

O foco do Hackathon SUS é a criação de dispositivos médicos, instrumentos para ampliar a capacidade cirúrgica e soluções tecnológicas que ajudem no diagnóstico e monitoramento do câncer. As startups brasileiras devem observar os requisitos do edital e as propostas precisam ser capazes de enfrentar desafios reais da oncologia, com iniciativas que tenham impacto social, escalabilidade e sustentabilidade econômica.

O lançamento da ação ocorreu em abril deste ano, durante o evento SUS Inova Brasil – Feira de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, no Rio de Janeiro, com a presença do ministro da pasta, Alexandre Padilha.

Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), estimativa de 2026 a 2028, apontam que o câncer tem sido a segunda principal causa de morte no Brasil, atrás apenas das doenças cardiovasculares. Diante dessa realidade, o Governo do Brasil tem fortalecido a busca por respostas rápidas à doença, em articulação com projetos transformadores capazes de salvar vidas. Assim, mais do que uma competição entre startups, o Hackathon SUS representa uma estratégia para integrar ciência, tecnologia e políticas públicas.

A busca por respostas rápidas, alinhadas a projetos transformadores com potencial para salvar vidas, tem sido uma das prioridades do Governo do Brasil. Assim, mais do que uma competição entre startups, o Hackathon SUS representa uma estratégia para integrar ciência, tecnologia e políticas públicas. 

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Como vai funcionar

O hackathon será realizado em três etapas e, de acordo com o edital, a execução de todas as fases está prevista até abril de 2027. Mas, os interessados precisam ficar atentos para os prazos estabelecidos no edital. 

As equipes selecionadas participarão de maratonas regionais de inovação em hospitais universitários federais ligados à HU Brasil, com acesso a mentorias, apoio técnico e contato direto com especialistas. Na etapa final, as melhores equipes disputarão a fase nacional, quando as soluções serão avaliadas por uma banca formada por representantes do setor público, da academia e do ecossistema de inovação.

As três startups com maior pontuação receberão prêmios em dinheiro: R$ 100 mil para o primeiro lugar, R$ 50 mil para o segundo e R$ 30 mil para o terceiro. Além disso, os participantes contarão com incentivos não financeiros, como participar de processo de aceleração promovido pelo SEBRAE.

Acesse o chamamento público do hackathon na área de oncologia

Inscreva-se Desafio Tecnológico para o Sistema Único de Saúde – Hackathon SUS

Janine Russczyk
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Ética em pesquisa avança no Brasil com novas diretrizes e debate em encontro na Região Sul

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A discussão sobre os rumos da ética em pesquisa no Brasil ganhou novos desdobramentos durante encontro realizado na Região Sul. Nos dias 29 e 30 de abril, a Instância Nacional de Ética em Pesquisa (Inaep), em parceria com o Ministério da Saúde, realizou em Porto Alegre (RS) a segunda edição do Encontro Regional de Treinamento dos Comitês de Ética em Pesquisa (EntreCEPs). A iniciativa percorre o país para ouvir especialistas e fortalecer a atuação dos Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs).

Realizado no Hospital Moinhos de Vento, o evento reuniu pesquisadores, gestores e integrantes desses comitês, responsáveis por avaliar estudos com participação de seres humanos. Em pauta, estiveram os desafios trazidos por um cenário em transformação, com temas como o uso de inteligência artificial na saúde, a proteção de dados genéticos e a necessidade de garantir mais agilidade sem comprometer a segurança dos participantes.

Um dos principais destaques foi a apresentação de novas diretrizes nacionais que buscam tornar o processo de análise ética mais claro e eficiente em todo o país. Na prática, as medidas ajudam a padronizar procedimentos, reduzir dúvidas operacionais e dar mais previsibilidade a pesquisadores e instituições, além de reforçar a transparência nas decisões.

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A coordenadora da Inaep, Meiruze Freitas, destacou a importância das novas diretrizes no contexto de fortalecimento do sistema. “Esses documentos representam mais um avanço em transparência, previsibilidade e otimização dos processos no âmbito da Inaep, além de fortalecerem a atuação dos CEPs. Eles são resultado das discussões iniciadas no primeiro EntreCEPs, em São Paulo, e refletem a proposta da Instância de dialogar com as diferentes regiões do país, compreender suas demandas e, de forma colaborativa, construir diretrizes que contribuam para o desenvolvimento e o aprimoramento contínuo do Sinep”, explicou Meiruze Freitas.

 O encontro também reforçou o papel dos comitês como espaços estratégicos de proteção dos participantes de pesquisa, especialmente em um contexto de mudanças regulatórias e avanço tecnológico. A proposta do EntreCEPs é justamente aproximar essas discussões da realidade de cada região, promovendo troca de experiências e construção conjunta de soluções. 

A iniciativa faz parte da agenda nacional de fortalecimento do Sistema Nacional de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (Sinep), criado para garantir que o avanço científico ocorra com responsabilidade e respeito aos direitos dos participantes.

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A próxima etapa do encontro será realizada na Região Centro-Oeste, dando continuidade ao diálogo com diferentes contextos do país.

Veja como foi a edição do EntreCEPs Sudeste

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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