Saúde

Governo cria comitê para eliminar a tuberculose

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O governo federal criou um comitê interministerial voltado para elaborar ações para eliminar a tuberculose no país. O decreto dispondo sobrea a nova estrutura, batizada de Comitê Interministerial para a Eliminação da Tuberculose e de Outras Doenças Determinadas Socialmente (Cieds), foi publicado hoje (18) no Diário Oficial da União (DOU).

Caberá ao Ministério da Saúde coordenar as ações do órgão que vai funcionar até janeiro de 2030. Segundo dados do governo, o Brasil concentra um terço dos casos de tuberculose nas Américas, com cerca de 72,6 mil novos casos por ano e 4,7 mil óbitos.

A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível que afeta prioritariamente os pulmões, mas também pode atacar outros órgãos. A forma pulmonar, além de ser mais frequente, é a principal responsável pela manutenção da cadeia de transmissão da doença. Ela é fortemente influenciada pela determinação social, apresentando uma relação direta com a pobreza e a exclusão social.

Entre os principais sintomas estão tosse por três semanas ou mais; febre durante o dia, sudorese noturna e emagrecimento.

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Em 2017, o Brasil assumiu o compromisso de se livrar da doença, reduzindo, até 2035, em 90% o coeficiente de incidência da tuberculose e uma redução de 95% no número de mortes pela doença no país, quando comparados aos dados de 2015.

Vulneráveis

No país, as populações consideradas mais vulneráveis à doença são as pessoas em situação de rua, que apresentam um risco de adoecimento pela tuberculose de 56 vezes maior; privados de liberdade, com risco 26 vezes maior; pessoas com HIV/Aids, com 21 mais chances; e indígenas, com risco três vezes maior.

Segundo o Ministério da Saúde, a população privada de liberdade representa aproximadamente 0,3% da população brasileira, e contribuiu com 9,9% dos casos novos de tuberculose notificados no país em 2021 (8.637 novas ocorrências). Já para as pessoas que vivem com HIV, a tuberculose é uma das condições de maior impacto na mortalidade dessa população.

Para as populações indígenas o desafio é promover o acesso aos serviços de saúde nas aldeias. Com relação às pessoas em situação de rua, são essenciais estratégias de abordagem e de acolhimento para a identificação precoce das pessoas com sintomas respiratórios, a garantia do diagnóstico e o acompanhamento até o fim do tratamento.

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Plano de trabalho

Caberá ao comitê promover ações intersetoriais para a eliminação da tuberculose e de outras doenças determinadas socialmente como problemas de saúde pública no país. O decreto estabelece que o Cieds deverá, entre outras medidas, elaborar, aprovar e executar plano de trabalho de suas atividades e acompanhar os seus resultados; analisar resultados parciais, com a reformulação de metas do plano de trabalho e propor formas e mecanismos de divulgação das ações realizadas.

Além do Ministério da Saúde, integram o comitê representantes dos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação; do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome; dos Direitos Humanos e da Cidadania; da Educação; da Igualdade Racial; da Integração e do Desenvolvimento Regional; da Justiça e Segurança Pública; e dos Povos Indígenas.

Fonte: EBC SAÚDE

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Saúde

Ministério da Saúde e Hcor oferecem curso gratuito sobre revisões rápidas para políticas públicas

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O Ministério da Saúde e o Hcor oferecem o Curso de Desenvolvimento de Revisões Rápidas para Políticas, uma formação gratuita voltada ao uso de evidências científicas para apoiar a tomada de decisões em políticas de saúde. O curso é 100% on-line, autoinstrucional e tem carga horária de 40 horas.

A formação ensina, de forma prática, como reunir, avaliar e sintetizar rapidamente as evidências científicas disponíveis sobre um determinado problema ou questão de saúde. Os participantes percorrem as 11 etapas necessárias para desenvolver uma revisão rápida, incluindo a identificação do problema, formulação da pergunta de pesquisa, definição dos critérios de elegibilidade, busca e seleção de estudos, extração e avaliação dos dados, síntese dos resultados e elaboração do relatório final.

A metodologia de revisão rápida busca oferecer aos gestores e demais profissionais uma síntese das melhores evidências disponíveis em um prazo menor do que o exigido por uma revisão sistemática tradicional, contribuindo para decisões e políticas de saúde mais fundamentadas em evidências. A iniciativa faz parte do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), que desenvolve projetos demandados pelo Ministério da Saúde nas áreas de capacitação, pesquisa, avaliação e incorporação de tecnologias, gestão e assistência especializada, com o objetivo de apoiar e aprimorar o SUS.

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Podem participar profissionais, pesquisadores, gestores e estudantes de graduação de qualquer área, inclusive pessoas que ainda não atuam no setor da saúde. As inscrições ficam abertas até 20 de novembro de 2026, e o curso deve ser concluído até 29 de dezembro de 2026.

Fonte: Ministério da Saúde

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