Saúde

Fórum de Mulheres na Saúde propõe diálogo sobre cuidado integral e fortalecimento das políticas públicas para mulheres no DF

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A capital federal sediou, na tarde desta segunda-feira (18), o Fórum de Mulheres na Saúde, espaço de diálogo e construção coletiva voltado ao fortalecimento das políticas públicas de saúde para as mulheres brasileiras. O encontro, promovido pelo Ministério da Saúde (MS), reuniu representantes do Governo Federal, profissionais da saúde, pesquisadoras, movimentos sociais e lideranças femininas para debater temas como saúde mental, saúde sexual e reprodutiva, prevenção das violências, climatério, maternidade e acesso aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). Participaram cerca de 130 pessoas.

O Fórum de Mulheres na Saúde integra uma mobilização nacional voltada ao fortalecimento da participação social e da construção de estratégias para ampliar o acesso, a qualidade do atendimento e a integralidade do cuidado às mulheres em todo Brasil. Na abertura do evento, em Brasília (DF), foram exibidos dois vídeos institucionais de saudação dos ministros da Saúde e das Mulheres. As duas Pastas são parceiras na realização do Fórum, que foi lançado em outubro de 2025, durante cerimônia oficial na Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS).

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou em sua fala, que a saúde das mulheres é prioridade. Ele destacou o programa Agora Tem Especialistas e ressaltou os avanços promovidos pelo MS para ampliar o cuidado integral em todas as fases da vida. “A saúde das mulheres é prioridade absoluta do SUS. Elas são maioria da população, maioria entre os profissionais de saúde e também quem mais utiliza os serviços do Sistema Único de Saúde. Estamos ampliando o cuidado integral, fortalecendo os direitos sexuais e reprodutivos, a prevenção das violências e o acesso ao diagnóstico e tratamento de doenças que impactam diretamente a vida das mulheres brasileiras”, pontuou.

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Padilha também enfatizou ações voltadas ao fortalecimento do planejamento reprodutivo, à ampliação do acesso ao método contraceptivo Implanon pelo SUS, ao enfrentamento dos cânceres de mama e do colo do útero, e às iniciativas de acolhimento às mulheres em situação de violência. Este é um ano histórico, quando são celebrados dois marcos: os 42 anos do Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM) e os 22 anos da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Mulheres (PNAISM).

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, reforçou a importância do fórum como espaço de escuta e construção de políticas públicas alinhadas às necessidades das brasileiras. “Toda vez que me reúno com mulheres, percebo que a prioridade é a saúde, seja mental, ginecológica, sexual e reprodutiva ou o cuidado integral. Esses fóruns são espaços fundamentais de reflexão, atualização e construção de políticas públicas que respondam às necessidades das mulheres em cada território”, declarou.

No Brasil, as mulheres representam 65% dos profissionais de saúde e 75% da força de trabalho do SUS, totalizando mais de 2 milhões de trabalhadoras que tornam o sistema mais humano, eficiente e próximo da população. Desta forma, o olhar para elas se apresenta como fundamental para garantir que a saúde seja mais acessível, democrática e atenta à mulher.

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O Fórum de Mulheres tem sido conduzido, nacionalmente, pela chefe de gabinete do ministro da Saúde, Eliane Cruz, que presidiu o evento no Distrito Federal. A diretora da Secretaria Nacional de Enfrentamento à Violência, do Ministério das Mulheres, Terlúcia Silva, também participou do momento e mediou os debates.

Na programação, foram apresentadas, pela coordenadora-geral de Atenção à Saúde das Mulheres, Mariana Seabra, as ações e os programas realizados pelo Ministério da Saúde. Entre os temas abordados, foram destaques o enfrentamento à violência contra as mulheres, a ampliação do acesso aos métodos contraceptivos, a melhora do acesso aos serviços, o cuidado integral em diferentes fases da vida e o fortalecimento das políticas públicas de acolhimento e proteção.

Ao final, foram expostos os resultados buscados, que envolvem a transformação das políticas públicas em vida real, por meio de uma Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Mulheres fortalecida e transversal, com a participação de mais vozes femininas na formulação de políticas, governança, relatórios e recomendações estratégicas.

O Fórum vai percorrer todo o país para tratar de temas centrais como saúde menstrual, menopausa, atenção ao parto, prevenção de cânceres e combate à violência de gênero. Já foram realizadas edições nos seguintes estados: Rio de Janeiro, Bahia, São Paulo, Rio Grande do Norte e Espírito Santo.

Foto: Guilherme Santana/MS
Foto: Guilherme Santana/MS

Suellen Siqueira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Agentes indígenas de saneamento recebem qualificação para uso de plataforma de vigilância ambiental

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Agentes Indígenas de Saneamento (Aisan) e outros profissionais que atuam na saúde ambiental indígena participam, nesta semana, da primeira qualificação presencial para o uso da Plataforma de Vigilância Ambiental e Saúde Indígena (Vigiambsi). O novo sistema do Ministério da Saúde reúne informações sobre saneamento, qualidade da água, resíduos sólidos e outros fatores ambientais relacionados à saúde nos territórios indígenas.

A qualificação acontece durante o 2º Encontro Regional de Saúde Ambiental Indígena (2º ERSAI), realizado entre os dias 10 e 14 de agosto, em Porto Velho. A iniciativa é da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), em parceria com o Einstein Hospital Israelita, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).

Participam do treinamento profissionais dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei) que trabalham na área de saúde ambiental, incluindo integrantes do Serviço de Edificações e Saneamento Ambiental Indígena (Sesani), Agentes Indígenas de Saneamento e outros trabalhadores envolvidos na gestão e execução das ações de saneamento e saúde ambiental nos territórios indígenas.

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Informação para melhorar as ações nos territórios

Durante a qualificação, os participantes aprendem a registrar, monitorar, analisar e utilizar as informações disponíveis na Vigiambsi. Os dados ajudam as equipes a planejar e fortalecer as ações de saúde ambiental realizadas nos territórios indígenas.

A programação também abre espaço para a troca de experiências entre profissionais de diferentes regiões. A proposta é compartilhar práticas, desafios encontrados no dia a dia e soluções adotadas pelas equipes nos territórios onde atuam.

Ao todo, são cinco encontros presenciais, organizados por regiões do país, com média de 40 participantes em cada edição.

Depois de Porto Velho, as próximas capacitações acontecem em:

  • 17 a 21 de agosto – Campo Grande (MS);
  • 31 de agosto a 4 de setembro – Manaus (AM);
  • 14 a 18 de setembro – Salvador (BA);
  • 21 a 25 de setembro – Belém (PA).

Sobre a Vigiambsi

A Plataforma de Vigilância Ambiental e Saúde Indígena (Vigiambsi) é uma ferramenta digital desenvolvida para reunir e armazenar dados de vigilância ambiental dos territórios indígenas, como informações sobre monitoramento da água, saneamento e resíduos sólidos.

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A plataforma permite integrar essas informações a dados de saúde dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei), contribuindo para que as equipes tenham uma visão mais ampla das condições ambientais e possam utilizar os dados no planejamento de suas ações.

O projeto também prevê a formação de profissionais multiplicadores e a orientação das Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSI) para a coleta e a análise dessas informações.

Leidiane Souza
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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