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Estudo financiado pelo Ministério da Saúde tem potencial para transformar o cenário da oncologia de precisão no país

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O Ministério da Saúde financia uma pesquisa inédita que pode mudar a forma como o câncer é diagnosticado e tratado no Brasil. A proposta é construir um grande “mapa” com as características genéticas dos tumores identificados na população. A iniciativa ganhou destaque recentemente em uma das principais revistas científicas do mundo, a The Lancet Regional Health – Americas. Já disponível na versão online, o artigo integrará o Volume 56 do periódico.

Chamado de Atlas Tumoral da População Brasileira (ATPBR), o projeto foi aprovado em 2023 pela Chamada Pública nº 16/2023 – Saúde de Precisão, com um investimento de R$ 8,72 milhões ao longo de três anos, no âmbito o Programa Genomas Brasil, liderado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) da pasta. O estudo está entre as estratégias subsidiadas pelo Governo Brasil para fortalecer a saúde de precisão no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa conta ainda com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

De acordo com a secretária da SCTIE/MS, Fernanda De Negri, “esse reconhecimento evidencia que investir em genômica não é apenas uma agenda científica, mas uma decisão estratégica de política pública”, pontuou. “A saúde de precisão, ao buscar tratamentos mais eficazes e mais bem direcionados, tem potencial para melhorar desfechos clínicos, evitar intervenções ineficazes e, no médio e longo prazo, aumentar a eficiência do sistema de saúde ao reduzir desperdícios e internações.”

A secretária lembrou que o Programa Genomas Brasil foi reconfigurado estrategicamente nesta gestão, com foco em projetos estruturantes voltados para a descoberta e investigação de tecnologias que possam ser incorporadas pelo SUS. Assim, o programa visa contribuir para que o Brasil não seja apenas usuário de tecnologias desenvolvidas em outros contextos, mas produtor de conhecimento, protocolos e soluções alinhadas ao perfil genético, epidemiológico e social da população.

Protagonismo brasileiro

O Atlas Tumoral da População Brasileira é desenvolvido por especialistas do Instituto Nacional de Câncer (Inca) do Ministério da Saúde, sob coordenação do diretor-geral substituto do órgão, João Paulo Viola, e da pesquisadora Mariana Boroni. O foco é enfrentar um dos principais desafios da oncologia contemporânea: a predominância de dados provenientes de populações do Norte Global nos grandes bancos internacionais. Essa lacuna limita a aplicação plena da medicina de precisão em países com alta diversidade genética, como o Brasil.

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Para João Paulo Viola, a publicação na The Lancet Regional Health – Americas representa um reconhecimento internacional da relevância de produzir ciência a partir da realidade brasileira. “O Atlas responde a uma lacuna histórica ao gerar dados genômicos e moleculares da nossa população, marcada por alta diversidade genética e desigualdades regionais. Mais do que um avanço científico, o projeto cria uma base estratégica para fortalecer a medicina de precisão no SUS, contribuindo para diagnósticos mais rápidos, escolhas terapêuticas mais adequadas e maior equidade no cuidado ao câncer em todo o país”, afirmou.

Mariana Boroni acrescenta que a expectativa é que o mapeamento contribua não apenas para melhorar o cuidado oncológico, mas também para posicionar o país como protagonista em pesquisas sobre câncer. “O ATPBR é um passo importante para a soberania científica e de dados, essencial para reduzir desigualdades, incluir populações historicamente sub-representadas na pesquisa e assegurar que os avanços da medicina de precisão cheguem de forma mais justa e equitativa a todos os brasileiros.”

Benefícios para a população

O Ministério da Saúde, ao fomentar projetos como o Atlas Tumoral, reforça o compromisso de reduzir assimetrias históricas e assegurar que a implementação da saúde de precisão no SUS seja embasada em evidências que reflitam, de fato, a diversidade da população, ponderou a diretora do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Meiruze Freitas. Vinculada à SCTIE/MS, a área é responsável pela seleção dos projetos financiados.

“Ao estabelecer um Atlas Tumoral e, a partir dele, uma plataforma de compartilhamento de dados multi-ômicos, o país não apenas promove a soberania científica, mas atua na direção de consolidar um ecossistema de inovação voltado às necessidades singulares da população brasileira”, completou a diretora.

O que é o Atlas Tumoral?

Estudos com genomas brasileiros revelaram milhões de variantes ainda não descritas em bancos internacionais. Além disso, evidências monitoradas pelo Ministério da Saúde, mostram que diretrizes de testagem genética convencionais deixam de identificar de 17% a 25% de pessoas portadoras de variantes clinicamente relevantes, incluindo as associadas a síndromes de predisposição ao câncer. Pensando nisso, a pasta tem fomentado pesquisas que reforçam a necessidade de gerar dados locais, bem como de desenvolver protocolos de rastreamento e de cuidados alinhados à realidade genética e epidemiológica da população.

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Nesse sentido, o Atlas Tumoral configura-se como uma proposta inovadora ao propor uma plataforma nacional segura para guardar e analisar dados genéticos de tumores provenientes de pacientes com câncer atendidos no SUS. Na prática, esse repositório irá reunir informações sobre o DNA dos tumores, dados clínicos e sociais dos pacientes, sempre com proteção e sigilo.

Com a ajuda de tecnologia avançada e inteligência artificial, os pesquisadores querem descobrir marcadores que ajudem a diagnosticar o câncer mais cedo; prever como a doença pode evoluir; e escolher o tratamento mais adequado para cada pessoa. Além disso, o projeto foi pensado para integrar dados já existentes, sem repetir estruturas. Ele permitirá parcerias com centros de pesquisa no Brasil e no exterior, fortalecendo a posição do país na área de pesquisa em câncer.

Papel do Genomas Brasil

O Programa Genomas Brasil do Ministério da Saúde investe em pesquisas que fortaleçam a genômica e a saúde pública de precisão no SUS, de forma que o Brasil possa produzir conhecimento a partir da realidade da população. Um dos projetos fomentados pelo Programa é o Genoma Câncer Brasileiro, que está realizando o sequenciamento completo do DNA de pacientes com câncer de mama, próstata, pênis, colo do útero, ovário, endométrio, orofaringe e outros tumores de grande impacto para a saúde pública. Os dados produzidos pelo Genoma Câncer Brasileiro serão incorporados ao Atlas Tumoral, ampliando o escopo e a representatividade da base nacional de dados. 

Janine Russczyk
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Corrida na Esplanada reúne milhares de pessoas e reforça importância da atividade física para qualidade de vida

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Com a estratégia Viva Mais Brasil, o Ministério da Saúde promove e incentiva hábitos mais saudáveis para a população. Entre suas ações, a pasta realizou, neste sábado (30), em Brasília, o Bora Correr: Corrida pela Vida. O evento reuniu cerca de 5 mil participantes na Esplanada dos Ministérios para caminhada, corrida e atividades de convivência.

A atividade teve início às 17h30 e contou com caminhada de 3 km e provas de corrida de 5 km e 10 km. Do total de inscritos, 65% eram mulheres e 35% homens. A média de idade foi de 37 anos, com maior concentração de público entre 35 e 44 anos.

Para a secretária adjunta da Secretaria de Informação e Saúde Digital do MS, Maria Aparecida Cina da Silva, a iniciativa reforça o compromisso da pasta com políticas públicas voltadas à promoção da saúde, à prevenção de doenças crônicas e ao incentivo a modos de vida saudáveis.

“Cuidar da saúde também passa por movimento, convivência e qualidade de vida. A atividade física melhora o corpo, a saúde mental e até a disposição para o dia a dia. Com a estratégia Viva Mais Brasil, o Ministério da Saúde quer incentivar cada vez mais brasileiros e brasileiras a encontrarem espaços e oportunidades para se movimentarem, se alimentarem melhor e viverem com mais saúde”, destacou.

Para a relações públicas Cristiane Godoy, de 43 anos, a corrida também representa um espaço de cuidado emocional. Ela conta que começou a correr em um momento difícil da vida e encontrou na atividade física uma forma de apoio para a saúde mental.

“Eu estava procurando uma atividade ao ar livre e passava por um momento difícil da vida quando me encontrei na corrida. Por isso, participar da Corrida pela Vida tem um significado muito especial para mim, porque o nome fala muito sobre a minha própria história. A corrida é o meu momento: consigo pensar, ouvir as músicas de que gosto e admirar a paisagem. Foi também na atividade física que encontrei apoio para cuidar da minha saúde mental. Hoje, sou muito feliz e grata por essa oportunidade. Espero que o Ministério da Saúde promova mais eventos como este, que incentivam as pessoas a se movimentarem e cuidarem da própria saúde”, contou.

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O agente vigilante Fábio Silva, de 46 anos, também vê na prática uma oportunidade de incentivar outras pessoas a saírem do sedentarismo e adotarem hábitos mais saudáveis.

“Participar da Corrida Pela Vida é muito especial para mim, porque acredito que cuidar da saúde vai muito além da estética. É também qualidade de vida, bem-estar e equilíbrio emocional. A corrida traz esse incentivo para sair do sedentarismo e buscar uma vida

mais saudável no dia a dia. Quando a gente vê outras pessoas participando, se cuidando e compartilhando essa energia positiva, isso inspira quem talvez ainda não tenha começado. A corrida une a comunidade”, afirmou.

A corrida dialoga com a estratégia Viva Mais Brasil, lançada pelo Governo Federal para fortalecer ações de promoção da saúde e prevenção de doenças crônicas no país. A iniciativa prevê investimento de R$ 340 milhões para ampliar políticas públicas voltadas à atividade física, alimentação adequada e saudável e fortalecimento da atenção primária à saúde.

A mobilização busca enfrentar o crescimento de doenças como diabetes, obesidade e hipertensão, incentivando hábitos mais saudáveis e ampliando o acesso da população a ações de prevenção e cuidado integral. Além disso, o evento reforçou o papel do Sistema Único de Saúde (SUS) na promoção da saúde preventiva e no desenvolvimento de políticas públicas voltadas à qualidade de vida da população.

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Guias orientam escolhas mais saudáveis no dia a dia

Além das ações nos territórios, o Ministério da Saúde também disponibiliza materiais de orientação para apoiar a população na adoção de hábitos mais saudáveis. Entre eles está o Guia Alimentar para a População Brasileira, referência nacional sobre alimentação adequada e saudável, com recomendações que valorizam alimentos in natura ou minimamente processados, a cultura alimentar brasileira e o preparo das refeições em casa.

Outra publicação é o Guia de Atividade Física para a População Brasileira, que reúne orientações para incentivar a população a se movimentar mais no dia a dia, de acordo com a idade, a rotina e as possibilidades de cada pessoa. O material reforça que a atividade física pode estar presente em diferentes momentos, como no deslocamento, no lazer, no trabalho, nos estudos e nas tarefas cotidianas.

Como participar da Academia da Saúde

Na rede do SUS, uma das principais estratégias de incentivo à prática de atividade física é o Programa Academia da Saúde. A iniciativa é gratuita e oferece polos com infraestrutura e profissionais qualificados para orientar práticas corporais, atividades físicas, ações de educação em saúde, rodas de conversa e atividades comunitárias.

As atividades podem incluir alongamento, dança, fortalecimento muscular, exercícios funcionais e outras práticas voltadas à promoção da saúde, ao cuidado coletivo e à melhoria da qualidade de vida.

Para participar, a população pode procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima ou conversar com o Agente Comunitário de Saúde da sua região para saber onde fica o polo da Academia da Saúde mais próximo e quais atividades estão disponíveis no município.

Raiane Azevedo
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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