Saúde

Campinas inicia inventário de capivaras nos parques da cidade

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A Secretaria Municipal do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Campinas começou nesta quarta-feira (21) a fazer um inventário da população de capivaras nos parques das Águas, Jambeiro, Parque Ecológico Hermógenes de Freitas Leitão Filho, em Barão Geraldo, e Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim, na Rodovia Heitor Penteado. O trabalho identificará o número de grupos, fêmeas, filhotes e machos e analisará a distribuição espacial dos grupos pelos parques, onde costumam ficar e circulam.

Os dados obtidos serão usados para dar embasamento ao pedido de autorização de manejo e esterilização dos animais encaminhado à Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística. Um levantamento inicial já foi feito no Parque Portugal (Lagoa do Taquaral) e Lago do Café, ambos no bairro Taquaral, onde foram identificados dois grupos com 48 indivíduos no total.

Após a conclusão do levantamento e autorização do governo estadual, a prefeitura de Campinas abrirá licitação para contratar uma empresa e esterilizar as capivaras, incluindo machos, fêmeas e filhotes. Todos os animais serão microchipados e receberão uma marcação que indique a castração.

Segundo a Secretaria Municipal do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, a medida é importante porque auxiliará na redução do risco de transmissão da febre maculosa, doença transmitida pela bactéria Rickettsia rickettsii, por meio de picada do carrapato estrela. Seus hospedeiros podem variar de região para região, podendo ser cachorros, gatos, cavalos, bois e capivaras, que são os mais comuns.

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A cidade de Campinas está entre as regiões com mais casos de febre maculosa no estado de São Paulo, junto com Piracicaba. A doença passou a ser detectada na década de 1980, nas regiões de Campinas, Piracicaba e Assis, nas áreas mais periféricas da região metropolitana de São Paulo e no litoral, mas em versão mais branda.

Segundo o secretário municipal do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Rogério Menezes, a região de Campinas é endêmica para o carrapato estrela, assim como para a capivara, que é um animal que existe em todo o Brasil, mas em maior quantidade nas regiões Centro-oeste e Sudeste.

“Campinas tem corpos hídricos em grande abundância, ainda preservados, e mais ou menos 14,4% do território é mata. Um terço do território é área de preservação permanente. Nós sempre teremos o risco de presença do carrapato estrela e a presença não só de cavalo e capivara, mas de outros intermediários. As capivaras têm facilidade de transitar, até mesmo em áreas urbanas, porque elas transitam. Basta uma galeria de água para ela chegar numa lagoa, num parque, e é difícil conter”, explicou.

O secretário enfatizou que o manejo será feito nas capivaras habitantes dos parques, por isso, não há risco de eliminar a população desses animais. Ainda não há previsão de quando a castração começará a ser feita, porque, além da finalização do inventário e da entrega dos dados para obter a autorização para as cirurgias, é preciso levar em conta o tempo de licitação e contratação das empresas que farão esse trabalho.

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Casos

O município tem cinco casos confirmados de febre maculosa relacionados ao surto na Fazenda Santa Margarida, onde ocorreu uma festa no dia 27 de maio. Quatro pessoas morreram, e uma mulher continua internada.O sexto caso é de uma mulher de 40 anos, moradora de Hortolândia, que aguarda confirmação de exames de laboratório. Ela também permanece internada.

A doença não é transmitida diretamente de pessoa para pessoa pelo contato, e os sintomas podem ser facilmente confundidos com os de outras doenças que causam febre alta. Em humanos, a enfermidade caracteriza-se por febre e manchas vermelhas no corpo. Além disso, há sinais de fraqueza, dores de cabeça, musculares e nas articulações, tudo de início súbito.

Se não for tratada, a doença pode levar à morte rapidamente. Se diagnosticada logo e tratada com antibiótico nos três dias iniciais de manifestações clínicas, tem cura. Porém, depois que a bactéria se espalha pelas células que formam os vasos sanguíneos, o caso pode se tornar irreversível.

Fonte: EBC SAÚDE

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Saúde

Saúde investe mais R$ 14,4 milhões para ampliar assistência à saúde em São Paulo

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O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, realizou, neste sábado (9), em Campinas (SP), a quinta entrega de veículos do programa Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde, estratégia do Governo do Brasil para ampliar o acesso da população aos serviços especializados do Sistema Único de Saúde (SUS). Durante a agenda, foram entregues 12 micro-ônibus destinados ao transporte de pacientes do Tratamento Fora de Domicílio (TFD), além de 20 ambulâncias do SAMU 192 e três Unidades Odontológicas Móveis, beneficiando 32 municípios. O investimento é de R$ 14,4 milhões pelo Novo PAC Saúde.

“O programa Agora Tem Especialistas cuida das pessoas desde o transporte até o momento da cirurgia. Além micro-ônibus, estamos entregando também uma clínica odontológica móvel que vai até onde a população está, atendendo áreas rurais, distritos, escolas e igrejas. Também estamos reforçando as ambulâncias do SAMU. Ficamos seis anos sem renovação da frota e, desde 2023, com o presidente Lula, já estamos entregando mais de 3 mil ambulâncias para fortalecer o atendimento de urgência e emergência em todo o país”, destacou o ministro Alexandre Padilha.

A nova frota marca um avanço histórico na oferta de transporte de pacientes no SUS, sendo a primeira vez que o Ministério da Saúde compra e oferta os veículos diretamente a estados e municípios, assegurando a mobilidade de quem precisa realizar consultas, exames, cirurgias e demais tratamentos longe de casa. Somente em abril, São Paulo havia recebido outros 30 micro-ônibus. Com a nova entrega, a atual gestão soma 145 veículos entregues ao estado.

Em âmbito nacional, o Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde prevê a entrega de 3,3 mil veículos, que serão distribuídos em todo o país, com investimento de R$ 1,4 bilhão. Até agora, por meio do Novo PAC Saúde, foram destinados mais de R$ 3,8 bilhões para o fortalecimento do SUS no estado de São Paulo, com 3.364 propostas contempladas entre obras, equipamentos e ampliação da infraestrutura de saúde em todo o estado.

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Gestantes e bebês protegidos contra a bronquiolite

Na véspera do Dia das Mães, este sábado também foi marcado por um importante avanço na saúde pública: o Brasil alcançou a marca de 1 milhão de gestantes vacinadas contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite em bebês. Em um momento simbólico, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, vacinou gestantes durante visita a Campinas. A imunização, ofertada de forma inédita pelo Sistema Único de Saúde (SUS), garante proteção aos recém-nascidos desde os primeiros dias de vida, período de maior vulnerabilidade às complicações respiratórias.

“Estamos vencendo essa batalha. Encerramos 2025 com a maior cobertura vacinal dos últimos oito anos. E seguimos avançando: nossa meta era vacinar 1 milhão de gestantes contra o VSR até o Dia das Mães, e alcançamos essa marca já nesta semana. Estamos falando de uma vacina fundamental para proteger bebês e gestantes, que na rede privada custa cerca de R$ 1,5 mil, mas que está sendo oferecida gratuitamente pelo SUS para garantir cuidado, proteção e dignidade para todas as famílias brasileiras”, disse o ministro.

Os avanços da vacinação já aparecem nos indicadores de saúde infantil. Até 18 de abril de 2026, as internações de crianças menores de dois anos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associada ao VSR caíram 52% em comparação com o mesmo período de 2023, passando de 6,8 mil para 3,2 mil casos. Os óbitos também apresentaram redução de 63%, caindo de 72 para 27 mortes.

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A vacina passou a integrar o SUS em 2025, após recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). A medida representa um importante avanço para a saúde pública, especialmente porque, na rede privada, a mesma vacina pode custar até R$ 1,5 mil.

Ao todo, 1,8 milhão de doses foram distribuídas para imunizar gestantes a partir da 28ª semana de gestação. A estratégia está em andamento em todo o país, nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), buscando ampliar a proteção antes do período de maior circulação do vírus, que costuma atingir o pico entre abril e maio.

A vacina estimula a produção de anticorpos pela mãe, que são transferidos ao bebê ainda durante a gestação. Essa proteção é fundamental nos primeiros meses de vida, e estudos clínicos demonstram eficácia de 81,8% na prevenção de doenças respiratórias graves em bebês nos primeiros 90 dias após o nascimento.

Homenagem aos profissionais sanitaristas

Ainda durante a agenda, o ministro Alexandre Padilha também homenageou profissionais sanitaristas com a entrega da Carteira Nacional de Sanitaristas para Marina Pereira, Nayara de Oliveira, Jeanete Bueno, Gustavo Cunha, Nelson dos Santos e Ana Paula da Silva, em conformidade com a Lei nº 14.725/2023, regulamentada pelo Decreto nº 12.921/2026.

A regulamentação da profissão de sanitarista representa um avanço estratégico para o fortalecimento das políticas públicas de saúde e para a consolidação do SUS. A medida amplia a segurança institucional, promove a valorização profissional e fortalece a capacidade técnica de uma categoria essencial para o planejamento, a gestão e a implementação de respostas aos desafios sanitários do país.

Rafaelle Pereira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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