Saúde

Campanha alerta para a importância do anestesiologista

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A Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA) comemora o Dia Mundial da Segurança do Paciente, neste domingo (17), com uma campanha de conscientização, que visa, segundo o diretor de Defesa Profissional da entidade, Jedson Nascimento, “valorizar a segurança do paciente acima de qualquer outra coisa”.

A data foi criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e conta com apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no Brasil.

De acordo com o anestesiologista, “a prioridade máxima nos procedimentos é o paciente e nada além disso”. Ele garante que a maioria das instituições trabalha com protocolos de segurança.

Mesmo assim, Jedson Nascimento alerta para a necessidade de uma contínua avaliação e um processo permanente de crescimento e modernização de procedimentos. “A maior importância de uma campanha como essa é trazer de volta os conceitos básicos de segurança do paciente, já bastante conhecidos pela OMS, pelo Ministério da Saúde, mas que, devido à importância do tema, devem ser relembrados para otimizar os resultados”, disse.

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A iniciativa reforça a necessidade de minimizar os riscos de danos associados à assistência à saúde, de certificar a eficácia da segurança do paciente e melhorar continuamente a qualidade dos serviços. Denominada Anestesiologista pela Segurança do Paciente, a campanha de conscientização objetiva destacar a importância do papel do anestesiologista na garantia da segurança e bem-estar dos pacientes durante o período perioperatório.

“A gente quer trazer a importância do paciente nesse processo. E nós, anestesiologistas, temos um papel fundamental na segurança do paciente, nos procedimentos anestésicos”, disse Jedson Nascimento, que chama a atenção de que não são só os procedimentos cirúrgicos, mas “também o procedimento que não é cirúrgico, como o diagnóstico terapêutico”.

Sedação

Existem procedimentos que são feitos fora do centro cirúrgico, como exames sob sedação, entre os quais endoscopia, ressonância magnética, tomografia, que envolvem a função do anestesiologista. “É importante lembrarmos o papel desse profissional e o que cada procedimento significa para o paciente naquele momento. O paciente é mais importante que o procedimento e esse procedimento tem que ser o melhor, para que ele saia melhor do que chegou”, defende o médico.

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Por meio dessa campanha, a SBA busca informar profissionais de saúde e pacientes sobre as medidas e práticas adotadas pelos anestesiologistas para diminuir riscos e promover uma experiência segura durante o ato cirúrgico e demais procedimentos.

O Ministério da Saúde estabeleceu o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) com o propósito de aprimorar a qualidade do atendimento em todas as instituições de saúde do país, públicas ou privadas. Esse esforço se alinha à priorização do cuidado com o paciente nos planos políticos dos estados-membros da OMS.

Promover a conscientização em âmbito global sobre a participação dos pacientes, seus familiares e cuidadores em todos os aspectos e níveis da prestação de cuidados de saúde é um dos objetivos essenciais da campanha da SBA, além de capacitá-los a desempenhar um papel ativo e contribuir para a elevação dos padrões de segurança.

Fonte: EBC SAÚDE

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Saúde

Ministério da Saúde detalha processo de transição de insulina glargina para secretários municipais

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O processo de nacionalização da insulina análoga de ação prolongada, a glargina, no Sistema Único de Saúde (SUS) foi destacado pelo Ministério da Saúde(MS) nesta segunda-feira (13/7), durante o 39º Congresso Nacional do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), na capital gaúcha. O tema foi apresentado no seminário que abordou estratégias para organizar fluxos assistenciais, logística, dispensação e acompanhamento clínico a partir da perspectiva da regionalização da saúde pública.

Inicialmente, a nacionalização da glargina atenderá crianças e adolescentes de 2 a menores de 18 anos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com os tipos 1 e 2, explicou a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do (MS), Fernanda De Negri. “A gente começou separando por faixa etária justamente para poder fazer essa migração gradual. À medida que todos esses pacientes tiverem acesso à glargina, a gente ampliará o público-alvo”, informou.

A secretária ressaltou que a inclusão do medicamento foi necessária para mitigar o cenário de desabastecimento global da insulina NPH por parte dos fabricantes, já que a NPH ainda representa 90% da insulina utilizada no SUS.

Nesse cenário, o acesso à glargina em escala foi viabilizado por meio de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), instrumento do Ministério da Saúde que aproxima instituições públicas e empresas privadas para fomentar a produção pública nacional de tecnologias consideradas estratégicas para o SUS.

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“Essa janela de oportunidade da PDP veio justamente no momento em que nos possibilitou ter mais segurança para fazer essa migração de forma previsível e gradual, de modo a não deixar o paciente do SUS sem medicamento e, ao mesmo tempo, começar a oferecer uma insulina de maior qualidade”, reforçou.

Em sua fala, Fernanda De Negri pontuou que a transição estabeleceu ainda ações de treinamento voltadas às equipes de Atenção Primária à Saúde (APS) e de Assistência Farmacêutica locais. Para apoiar esses processos, o Ministério da Saúde disponibilizou materiais técnicos e ofertou cerca de 130 oficinas em conjunto com o Conasems. 

Distribuição

O envio da insulina aos estados e municípios tem sido realizado com base no planejamento e nas solicitações periódicas das secretarias de saúde estaduais e municipais. Após o recebimento dos lotes em cada região, o medicamento estará disponível para a população nas farmácias da Atenção Primária, como as das Unidades Básicas de Saúde (UBS), de acordo com a organização de cada município.

Benefícios

Os benefícios da glargina também foram destacados, entre eles está o maior tempo de ação, que garante cobertura de até 24 horas para a maioria dos pacientes. Além disso, o medicamento oferece mais segurança ao reduzir o risco de episódios de hipoglicemia, especialmente durante o período noturno. Outro diferencial é a estabilidade e a praticidade que proporciona: ela promove menor oscilação nos níveis de glicose no sangue e dispensa preparação prévia, diferentemente da insulina NPH, que exige agitação antes do uso.

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Projeto-piloto

A secretária ressaltou que a transição foi estruturada por um grupo de trabalho específico, composto por representantes de diversos setores. O planejamento incluiu a implementação de um projeto-piloto, iniciado em março deste ano no Amapá, Distrito Federal, Paraíba e Paraná, voltado a crianças e adolescentes (de 2 a 17 anos) com diabetes tipo 1, além de idosos com 80 anos ou mais que convivem com o tipo 1 e 2.

A iniciativa permitiu acompanhar a utilização da insulina glargina em condições reais de atendimento, avaliar aspectos operacionais, identificar gargalos logísticos e subsidiar os ajustes necessários para a implementação em todo o país.

Rodrigo Eneas
Roberta Paola
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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