Saúde

Caminhos da Reportagem mostra práticas alternativas oferecidas no SUS

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O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atualmente 29 práticas integrativas e complementares à população brasileira. Entre elas estão homeopatia, fitoterapia, yoga, imposição de mãos e shantala, entre outras. De um lado, profissionais da saúde e usuários satisfeitos com o resultado dessas práticas. De outro, há quem critique a oferta dessas terapêuticas no SUS (Sistema Único de Saúde) por defender que não têm comprovação científica.  

Segundo o consultor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) Rafael Dall’Alba, essas práticas não vêm para substituir o tratamento convencional. “Não é optar por uma ou por outra. É integrar esses modelos e gerar uma saúde mais forte, na perspectiva de o Brasil gerar um SUS mais forte, com um profissional da saúde com uma caixa de ferramentas clínicas ampliadas para melhor cuidar da população.”

Já a professora de ciência e políticas públicas da Universidade de Columbia Natalia Pasternak é crítica quanto à oferta dessas práticas, argumentando que elas não foram aprovadas pelo rigor metodológico e, portanto, não têm evidências científicas de que funcionem.  

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O diretor de Gestão do Cuidado Integral do Ministério da Saúde, Marcos Pedrosa, defende que não é possível avaliar processos de solidão na vida moderna, por exemplo, com métodos científicos como se avalia um fármaco. “Nenhum profissional de saúde sério vai propor uma dança circular ou uma massagem com uma perspectiva de objetivo terapêutico de cura. Não é esse o horizonte”, afirma Pedrosa, ao ressaltar que as práticas são complementares ao tratamento convencional.  

A professora de bioquímica da Universidade de São Paulo (USP) Alicia Kowaltowski também critica a oferta das práticas no SUS, defende que atividades como yoga ou meditação sejam ofertadas pelo Estado, mas não em unidades de saúde.

“É muito clara para mim a diferença entre tratamentos de área médica e tratamentos culturais. A meditação é uma coisa cultural, social, que pode melhorar a vida de muitas pessoas e deve ser praticada, deve ser oferecido para a população, mas deve ser oferecida dentro de instalações de socialização, de cultura e de bem-estar, mas não no Sistema Único de Saúde, que deve ser focado em práticas de saúde. Misturar as coisas não faz sentido”, afirma a professora.  

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A reportagem da TV Brasil visitou diversas Unidades de Saúde, em busca de mostrar algumas das 29 práticas, além de outras terapêuticas ofertadas pelo SUS. Entre elas, o público vai conhecer mais sobre a automassagem, Lian Gong, ventosaterapia, escalda-pés, homeopatia, fitoterapia, shantala, técnica de redução do estresse, benzimento e yoga.  

Caminhos alternativos no SUS é o tema do programa Caminhos da Reportagem, que vai ao ar neste domingo (24), às 22h, na TV Brasil.

Fonte: EBC SAÚDE

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Saúde

Ministro da Saúde realiza visitas técnicas em Santa Casa de Curitiba e Hospital Angelina Caron, em Campina do Sul (PR)

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, realizou, neste sábado (8), visitas técnicas a unidades de saúde no Paraná. Na capital, a agenda incluiu a Santa Casa de Curitiba, que possui 146 anos de trajetória. Em Araçatuba, Campina Grande do Sul (PR), a visita foi no Hospital Angelina Caron, que oferta serviços de alta complexidade, incluindo oncologia e transplantes.

“Estamos em Curitiba para acompanhar de perto investimentos e ações que estão fazendo diferença na vida da população. Na Santa Casa, a parceria com o Ministério da Saúde e a Prefeitura de Curitiba tem permitido ampliar a realização de cirurgias e exames, contribuindo para reduzir o tempo de espera no SUS. Também vamos conhecer novos equipamentos e as novas estruturas de atendimento e diagnóstico. No Hospital Angelina Caron, acompanhamos a chegada de um equipamento moderno de radioterapia, que amplia a capacidade de atendimento aos pacientes que precisam desse tratamento. E, no Pequeno Cotolengo, conhecemos o trabalho de fortalecimento da reabilitação para pessoas com deficiência física e intelectual, além das iniciativas de cuidado com a população idosa”, afirmou o ministro.

Com 367 leitos destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS), a Santa Casa de Curitiba é a maior produtora de Oferta de Cuidado Integrado (OCI) e de cirurgias realizadas no âmbito do Agora Tem Especialistas, política permanente instituída pela Lei nº 15.233/2025. Até abril deste ano, 32,8 mil cirurgias foram realizadas pela unidade.

A Santa Casa de Curitiba possui habilitações para diversos serviços de alta complexidade no SUS, incluindo assistência cardiovascular, cirurgia vascular, hemodiálise, cuidados prolongados e atenção especializada às pessoas com obesidade. Também é habilitada para a realização de transplantes de córnea/esclera, rim, coração, tecido musculoesquelético e válvula cardíaca humana. Em 2025, foram realizados 40 transplantes na Santa Casa de Curitiba.

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O Complexo de Saúde Pequeno Cotolengo amplia sua atuação na rede pública de saúde do Paraná com a habilitação como Centro Especializado em Reabilitação II (CER II), nas modalidades de reabilitação física e intelectual. A nova habilitação fortalece a oferta de atendimento especializado para crianças, adolescentes, adultos e idosos, ampliando o acesso a serviços essenciais para a recuperação funcional, a autonomia e a qualidade de vida. Com a ampliação, a capacidade de atendimento anual passa de 9,8 mil para mais de 44 mil atendimentos, incluindo pessoas com deficiência física e intelectual.

O Hospital Angelina Caron oferece atendimento em 30 especialidades e reúne serviços de média e alta complexidade, com assistência em áreas como cardiologia, oncologia, transplantes, hemodiálise e radioterapia. A unidade realiza também exames de imagem, cirurgias, além de atendimentos de urgência e internações em UTI, garantindo cuidado especializado aos pacientes do SUS.

Em 2025, mais de 128 mil pacientes foram atendidos no local, sendo 90% da rede pública. As cirurgias realizadas no hospital no ano passado somam 30,3 mil procedimentos. A população paranaense conta com 16 salas de cirurgias, e desde maio deste ano, com um combo a mais de cirurgia geral.

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Santas Casas fortalecem a assistência no SUS

Em 6 de agosto, foi sancionada a Lei nº 2465/2026, que prorroga até 2030 o prazo para aplicação de recursos do FGTS em operações de crédito destinadas a entidades hospitalares filantrópicas e instituições sem fins lucrativos que prestam serviços de forma complementar ao SUS, por meio do Programa Caixa Hospitais FGTS.

As Santas Casas têm papel estratégico na oferta de serviços para pacientes da rede pública, especialmente em municípios onde são referência para o atendimento da população. Essas instituições contribuem para ampliar o acesso a consultas, exames, internações, cirurgias e procedimentos de média e alta complexidade, além de atuarem em áreas como urgência e emergência, oncologia, cardiologia e terapia intensiva. Também fortalecem a regionalização da assistência ao atender pacientes de municípios vizinhos.

Em 2025, as Santas Casas do Brasil realizaram 1,3 milhões de internações. No atendimento ambulatorial, foram 74,1 milhão de procedimentos. No mesmo período, as instituições filantrópicas responderam por 1,8 milhão das 14,9 milhões de cirurgias eletivas realizadas pelo SUS.

As entidades sem fins lucrativos também têm participação na rede de transplantes. Entre 2012 e maio de 2026, foram responsáveis por 59,7% dos transplantes realizados pelo SUS, o equivalente a 157,5 mil procedimentos, incluindo transplantes de coração, fígado, pulmão, rim, intestino, córnea e medula óssea.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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