Saúde

Brasil participa de encontros internacionais sobre engajamento dos homens no cuidado com a saúde e equidade de gênero

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O Ministério da Saúde participou de dois encontros internacionais que discutiram o papel dos homens na promoção da saúde e da equidade de gênero: o Fórum Global de Mulheres Líderes de Reykjavík e o Workshop de Planejamento da MenCare Changemaker Journey. Os eventos aconteceram entre os dias 9 e 12 de novembro na Islândia e o Brasil foi representado pelo coordenador de Atenção à Saúde dos Homens, Celmário Brandão.

Segundo o coordenador, a presença do Brasil nesses fóruns reforça o compromisso do País com políticas públicas que valorizam o cuidado integral e o combate às desigualdades. “O Fórum Global de Mulheres-Líderes é um espaço extremamente importante porque congrega lideranças femininas de todo o mundo para debater estratégias que promovam a igualdade e reduzam desigualdades. Já a agenda MenCare Changemaker é fundamental no contexto atual do Brasil, que avança na ampliação da licença-paternidade, na consolidação da Política Nacional de Cuidados e no fortalecimento da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (Pnaish). Essa inserção na agenda global nos permite compartilhar experiências brasileiras e contribuir com o primeiro Summit que será realizado no Rio de Janeiro em 2026”, explicou.

Durante as agendas, Celmário Brandão participou de mesas de debate sobre liderança e equidade de gênero, apresentando as experiências brasileiras de engajamento dos homens no cuidado e na saúde, como a Estratégia do Pré-natal do Parceiro (EPNP), que vem sendo ampliada em todo o País. A iniciativa estimula a presença e o envolvimento dos pais no acompanhamento da gestação, parto e puerpério da parceira, além de promover a corresponsabilidade nos cuidados com o bebê e com a família.

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Outras ações destacadas incluem a atuação da Saúde no Grupo de Trabalho Interministerial pela ampliação da licença-paternidade, que recentemente resultou em avanços na Câmara dos Deputados, e o fortalecimento de estratégias que incentivam os homens a assumirem práticas cotidianas de cuidado — como troca de fraldas, alimentação, banho dos filhos e divisão das tarefas domésticas —, promovendo relações mais igualitárias dentro de casa.

“O MenCare não é uma jornada apenas sobre o cuidado com os homens, mas sobre o envolvimento dos homens na agenda de cuidados. É sobre formar agentes de transformação, comprometidos com o cuidado de si e dos outros”, ressaltou Brandão.

A MenCare Changemaker Journey 2025–2027 é uma iniciativa do Instituto Equimundo em parceria com a WOW – Mulheres do Mundo. A proposta é mobilizar mais de 100 líderes e influenciadores de diferentes países — entre representantes de governos, empresas, sociedade civil, mídia e cultura — em torno da transformação das masculinidades e da promoção de uma masculinidade solidária. A jornada envolve uma série de encontros e ações globais, com eventos previstos para 2025, 2026 e 2027, culminando no Summit Global sobre Masculinidades, que terá sua primeira edição no Rio de Janeiro, em 2026, e a segunda, na Austrália, em 2027.

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“Chamamos de jornada porque ela conecta uma série de agendas: começa agora na Islândia, avança com o planejamento global em 2025, segue com o Summit no Rio e com novas ações até 2027. É uma construção coletiva e contínua”, completou o coordenador.

Brasil como referência internacional

O Brasil foi escolhido como primeiro anfitrião do Summit Global sobre Masculinidades pelo reconhecimento da comunidade internacional à Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (Pnaish), considerada uma das maiores intervenções de saúde pública voltada à população masculina na América Latina. A política brasileira é referência por priorizar o acesso dos homens aos serviços de saúde, fortalecendo também o cuidado com suas parceiras e famílias. 

“Mesmo diante de mudanças institucionais, a Pnaish se mantém como um exemplo de política pública de continuidade, que gera resultados concretos para a sociedade brasileira. Ao estimular o autocuidado e o cuidado com o outro, ela transforma comportamentos e fortalece vínculos familiares e comunitários”, afirmou Brandão.

Camila Rocha
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Brasil e Paraguai realizam Dia D de vacinação na fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero

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O Ministério da Saúde do Brasil, em parceria com o Ministério da Saúde Pública e Bem-Estar Social do Paraguai e com apoio da OPAS/OMS, realizou nesta terça-feira (28) o Dia D da Semana de Vacinação das Américas (SVA) 2026 na fronteira entre Ponta Porã (MS) e Pedro Juan Caballero. A mobilização busca ampliar a cobertura vacinal, atualizar cadernetas e reforçar a proteção contra doenças imunopreveníveis em uma região de grande circulação de pessoas entre os dois países.

“A gente vive hoje em um mundo globalizado, com muitas ameaças à saúde pública. Duas delas são centrais: a desinformação e a negação da ciência. E essa negação se torna especialmente perigosa quando coloca em dúvida os benefícios comprovados das vacinas, que foram responsáveis por reduzir e até eliminar diversas doenças. Quando a cobertura vacinal cai, esses agravos podem voltar a circular, como temos visto com o sarampo. Por isso, ações como esta, na fronteira entre Brasil e Paraguai, são fundamentais, porque reforçam um compromisso conjunto com a ciência, com a proteção da população e com a saúde pública dos nossos países”, afirmou a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Mariângela Simão.

A ação ocorreu na Linha Internacional, um dos principais pontos de travessia da fronteira, com oferta de vacinas previstas nos calendários nacionais de imunização. A iniciativa reforça a vacinação como principal estratégia de prevenção e controle de doenças.

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A campanha binacional foi fortalecida neste ano com a assinatura de um acordo de cooperação internacional durante o III Encontro Internacional de Saúde nas Fronteiras Brasil-Paraguai, com participação do Ministério da Saúde, do Conass e de governos estaduais. O documento prevê campanhas simultâneas de vacinação em áreas de fronteira e consolida ações desenvolvidas desde 2025, incluindo o Projeto de Monitoramento para Vigilância em Saúde na fronteira Brasil-Paraguai.

Além de Ponta Porã, as ações de vacinação em Mato Grosso do Sul seguem até 2 de maio nos municípios de Porto Murtinho, Bela Vista, Coronel Sapucaia e Paranhos, em articulação com as cidades paraguaias de Carmelo Peralta, Bella Vista Norte, Capitán Bado e Ypejhú. A programação inclui postos de vacinação e serviços de atenção básica dos dois lados da fronteira.

Contexto epidemiológico

A realização do Dia D ocorre em um cenário de alerta sanitário regional. A vacinação segue como a principal medida para prevenir doenças imunopreveníveis, proteger populações vulneráveis e interromper cadeias de transmissão, especialmente em áreas de alta mobilidade populacional.

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Regiões de fronteira apresentam desafios específicos para a imunização, como intenso fluxo migratório, diferentes sistemas de saúde e acesso irregular aos serviços, fatores que podem favorecer a circulação de vírus já controlados em outros contextos.

Alerta para viajantes

Com a proximidade da Copa do Mundo FIFA 2026, o Ministério da Saúde recomenda que brasileiros que viajarão aos Estados Unidos, México e Canadá atualizem a vacinação contra o sarampo antes do embarque. A vacina é ofertada gratuitamente pelo SUS para pessoas de 1 a 59 anos.

A orientação considera o aumento da circulação internacional de pessoas e os surtos registrados nos três países-sede, que apresentam crescimento de casos desde 2025 e mantêm transmissão ativa da doença em 2026.

Até o momento, o Brasil registrou três casos de sarampo em 2026: um no Rio de Janeiro, em uma mulher sem histórico vacinal, e dois em São Paulo, incluindo uma criança com viagem recente à Bolívia. Em todos os casos, foram adotadas medidas imediatas de bloqueio e vacinação. O país permanece livre da circulação endêmica da doença, com resposta baseada em vigilância epidemiológica e alta capacidade de imunização.

Amanda Milan
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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