Saúde

Brasil amplia o número de Comitês de Ética em Pesquisa para fortalecer análise ética e proteção de participantes

Publicado em

A Instância Nacional de Ética em Pesquisa (Inaep), colegiado vinculado ao Ministério da Saúde, publicou no Diário Oficial da União do dia 06 de abril uma resolução que autoriza o funcionamento de 12 novos Comitês de Ética em Pesquisa (CEP). Esses colegiados são responsáveis pela análise ética de pesquisas com seres humanos e atuam na proteção da dignidade, dos direitos, da segurança e do bem-estar dos participantes de pesquisa. Com esse incremento, o Brasil passa a ter 915 CEPs em funcionamento. 

Com a expansão, a Inaep amplia o alcance do Sistema Nacional de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (Sinep) em diferentes regiões e instituições, promovendo maior equidade no acesso à análise ética e, fortalecendo a capacidade operacional, explicou a coordenadora da Instância, Meiruze Freitas.

“Ao conferir legitimidade oficial aos CEPS, como instâncias essenciais de salvaguarda ética, a Inaep evidencia a maturidade e a responsabilidade do ambiente regulatório brasileiro. Nesse contexto, o país amplia sua inserção internacional, demonstrando capacidade de responder aos desafios da ciência contemporânea com rigor e compromisso, tendo a integridade humana como valor central da inovação”, destacou Meiruze Freitas.

Leia Também:  Com 32,3 mil casos prováveis, MG deve atingir pico da dengue em março

Os profissionais que compõe os comitês são responsáveis por fazer a análise prévia dos estudos com seres humanos. Além disso, devem incentivar o desenvolvimento técnico-científico, à independência, transparência e publicidade.

Também cabe a eles garantir a eficiência e agilidade na análise e na emissão de parecer, promover o controle social, com a participação de representante dos participantes da pesquisa, e zelar pelo respeito às boas práticas clínicas.

A publicação da resolução é mais um passo na implementação do novo marco regulatório da ética em pesquisas com seres humanos no âmbito do Sinep, que define as competências dos CEPs e a organização dos colegiados em dois níveis: credenciados, para estudos de baixo e médio risco; e acreditados, para todos os níveis de risco. A medida também contribui para o fortalecimento da rede responsável pela análise ética das pesquisas no país.

 Acesse a resolução que amplia o número de Comitês de Ética em Pesquisa

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Saúde

Ministério da Saúde recomenda reforço da vacinação contra o sarampo para crianças em São Paulo e Guarulhos

Published

on

Após o registro de três casos de sarampo em crianças menores de dois anos na Zona Norte de São Paulo (SP), o Ministério da Saúde recomendou nesta sexta-feira (26) a aplicação da ‘dose zero’ da vacina tríplice viral em crianças de 6 a 11 meses e 29 dias, para reforçar a proteção nessa faixa etária, mais suscetível à infecção e às formas graves da doença. Além da capital paulista, a estratégia também foi recomendada para Guarulhos (SP), devido à intensa circulação de pessoas, incluindo o fluxo diário de deslocamentos para a capital e para o Aeroporto Internacional de São Paulo, o que aumenta o risco de disseminação do vírus. Cerca de 100 mil doses serão enviadas para as duas cidades.

Os três casos possivelmente estão relacionados à importação – quando a infecção ocorre no país a partir do contato com pessoas vindas do exterior, e não afetam o status do Brasil como país livre do sarampo. Duas das três crianças que testaram positivo frequentavam a mesma creche e a terceira reside na mesma localidade. Todas apresentaram quadro clínico compatível com sarampo (febre, exantema e sintomas respiratórios) e tiveram confirmação laboratorial por IgM reagente e RT-PCR detectável, realizados pelo Instituto Adolfo Lutz e pela Fiocruz-RJ.

A dose zero é uma medida extra de proteção, aplicada em crianças entre 6 meses e 11 meses e 29 dias, antes da idade prevista no calendário vacinal, que é de 12 meses a 59 anos. Ela reduz o número de pessoas suscetíveis ao sarampo e o risco de transmissão do vírus. É indicada principalmente em locais com circulação viral, surtos ou maior risco de contágio, contribuindo para interromper cadeias de transmissão e prevenir casos graves e mortes.

Além do reforço vacinal, estão sendo adotadas medidas de vigilância para conter a transmissão local, como busca ativa de casos suspeitos, identificação e monitoramento de contactantes, investigação epidemiológica e bloqueio vacinal nas áreas de risco. As ações são coordenadas pelo Ministério da Saúde, pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e pelas Secretarias Municipais de Saúde de São Paulo e de Guarulhos.

Leia Também:  Número de usuários de planos de saúde passa de 51 milhões em 2023

Brasil livre do sarampo

O Brasil segue livre da circulação endêmica do sarampo, com registro atual de casos importados ou vinculados à importação. Esse status é resultado do fortalecimento da vigilância epidemiológica e da ampliação das coberturas vacinais.

O país mantém essa condição mesmo após as Américas perderem a certificação regional de eliminação da doença, em decorrência da transmissão endêmica no Canadá, após epidemias também registradas nos Estados Unidos, México e Bolívia. Neste ano, o avanço da doença se estende a outros países, com destaque para Guatemala e Peru.

Em 2025, o Brasil registrou 38 casos importados ou relacionados à importação, com interrupção da transmissão após resposta rápida do Ministério da Saúde e das secretarias estaduais e municipais, incluindo vigilância, rastreamento de contatos e bloqueio vacinal.

Em fevereiro de 2026, a “dose zero” foi aplicada em São Paulo em um caso envolvendo uma criança de seis meses que esteve na Bolívia, país com surto ativo. Foram aplicadas mais de 600 doses em contactantes. Para reduzir riscos em áreas de fronteira, o Brasil também intensificou a vacinação e doou mais de 640 mil doses ao país vizinho. Em janeiro, o Ministério da Saúde realizou um Dia D de vacinação na capital paulista para reforçar a proteção da população.

Copa do Mundo

Os países-sede da Copa do Mundo FIFA 2026 — Estados Unidos, Canadá e México — enfrentam alta circulação do sarampo, o que aumenta o risco de exposição de viajantes brasileiros.

Leia Também:  Com 32,3 mil casos prováveis, MG deve atingir pico da dengue em março

Nos Estados Unidos, foram registrados 2.288 casos em 2025 e 2.104 em 2026 até 20 de junho. No Canadá, após 5.075 casos no ano passado, já são 1.073 neste ano. No México o número saltou de 7 casos em 2024 para 6.586 em 2025 e 11.771 em 2026.

O sarampo é altamente contagioso e pode causar complicações graves, especialmente em pessoas não vacinadas. O aumento do fluxo internacional reforça o alerta para importação de casos. O Ministério da Saúde orienta que viajantes verifiquem e atualizem a situação vacinal antes do embarque.

Vacinação gratuita

Crianças de 6 a 11 meses e 29 dias que forem viajar para áreas de risco devem receber a “dose zero” da vacina tríplice viral, como proteção adicional antes do esquema de rotina. Essa dose não substitui as previstas no Calendário Nacional de Vacinação, disponível gratuitamente pelo SUS para pessoas de 12 meses a 59 anos.

O esquema recomendado prevê duas doses para crianças, aplicadas aos 12 e 15 meses. Para pessoas de até 29 anos sem vacinação ou comprovação, são indicadas duas doses. Entre 30 e 59 anos, recomenda-se ao menos uma dose.

Em 2025, a cobertura vacinal no Brasil foi de 92,68% para a primeira dose e 78,04% para a segunda dose. Somente neste ano, o Ministério da Saúde distribuiu mais de 4,2 milhões de doses da vacina tríplice viral para todos os estados e o Distrito Federal, com 1,8 milhão aplicada em todo o país.

A vacinação é gratuita pelo SUS e está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde e pontos de vacinação de todo o país. Essa é a principal forma de manter o país livre do sarampo.

Deborah Novais
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA