Saúde

AgSUS abre mil vagas para curso gratuito sobre Saúde Digital

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A Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), em parceria com o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), está com 1.000 vagas abertas para o Curso de Fundamentos de Saúde Digital na Atenção Primária à Saúde (APS). O objetivo é qualificar profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) para o uso estratégico de ferramentas digitais no cuidado em saúde. As inscrições podem ser feitas até 15 de março ou até o preenchimento total das vagas disponíveis.

Com carga horária de 30 horas e ofertado na modalidade educação a distância (EaD), o curso foi estruturado para oferecer uma experiência de aprendizado acessível e alinhada às demandas do cotidiano da Atenção Primária. Os participantes terão acesso a videoaulas com especialistas reconhecidos na área de saúde digital, como a secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, o chefe da disciplina de Telemedicina da Faculdade de Medicina da USP, Chao Lung Wen, além de materiais de apoio, como e-books, resumos ilustrados e simulações baseadas em situações reais vivenciadas na APS.

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Ao longo da formação, os participantes terão a oportunidade de aprender como utilizar tecnologias digitais no dia a dia do trabalho em saúde, qualificando o registro das informações, organizando melhor os processos de atendimento e ampliando a capacidade de resposta das equipes. A ampliação da oferta de capacitações em saúde digital é estratégica para o SUS, especialmente no contexto de consolidação de iniciativas de telessaúde e integração de dados em saúde.

Conteúdo do curso

A formação reúne estratégias para implantação e qualificação de serviços de telessaúde, incluindo possibilidades de atendimento remoto e apoio à atenção domiciliar digital. Dentre outros temas, o curso aborda o SUS Digital, principal estratégia de digitalização do SUS, destacando como as tecnologias digitais podem apoiar a organização da rede de atenção, ampliar o acesso aos serviços e fortalecer a qualidade do cuidado.

Além disso, explora o uso do Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC e-SUS APS) no cotidiano das equipes de saúde, com foco no registro qualificado das informações clínicas, na gestão do cuidado e na utilização dos dados para apoiar a tomada de decisão e a organização dos processos assistenciais.

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Também são abordados outros assuntos como:

  • Uso da telessaúde na Atenção Primária à Saúde;
  • Utilização da ferramenta de videochamada integrada ao PEC e-SUS APS;
  • Registro de teleconsultas no PEC e-SUS APS;
  • Integração com a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS);
  • Aspectos de ética, direito digital e proteção de dados aplicados à saúde;
  • Uso de ferramentas digitais para otimização da prática clínica.

Serviço

Curso Fundamentos de Saúde Digital na Atenção Primária à Saúde (APS)
Vagas: 1.000
Modalidade: Educação a distância (EaD), autoinstrucional
Carga horária: 30 horas
Público: profissionais da Atenção Primária à Saúde e da Saúde Indígena
Inscrições: até 15 de março de 2026 ou até o preenchimento das vagas.
Prazo para conclusão do curso: até 30 dias após a inscrição.

Acesse a página de inscrições

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Presente em todos os municípios brasileiros, em muitos casos o SUS é porta de acolhimento às vítimas de violência

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O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, do Governo Federal, completa 100 dias em vigência em todo o território nacional. Para celebrar a data, representantes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário participaram de uma cerimônia, na manhã desta quarta-feira (20/5), no Palácio do Planalto. Sob o compromisso “Todos por Todas“, o Comitê Gestor deste plano, que tem a participação do Ministério da Saúde, apresentou os avanços das ações com destaque para medidas de prevenção e ampliação da rede de proteção e responsabilização de agressores.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou projetos de lei que criam o Cadastro Nacional de Agressores; ampliam as hipóteses de afastamento imediato do agressor do convívio com a vítima; endurecem medidas contra criminosos que continuam ameaçando mulheres mesmo após a prisão; e reduzem burocracias para acelerar a efetivação de medidas protetivas e decisões judiciais.

“Estamos no começo de uma luta. Em 100 dias, nós fizemos mais nesse país, do que tudo que foi feito antes do Pacto Nacional. O que estamos provando aqui é que o silêncio e omissão não ajudam. O que estamos percebendo é que quando o Estado mostra que ele está cumprindo com as suas obrigações, as pessoas passam a confiar e quando as pessoas começam a confiar, elas passam a denunciar”, afirmou o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

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Presente em todos os 5.569 municípios do Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) atua como a rede pública capilarizada de cuidado, com estratégias voltadas ao cuidado integral à saúde das mulheres. Para o ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda, as ações do enfrentamento ao feminicídio contam com a força do SUS.

“A atuação da saúde é estratégica porque muitas vezes o SUS é a porta de entrada dessas mulheres para o atendimento, permitindo identificar precocemente situações de violência, garantir acolhimento humanizado, cuidado integral, apoio em saúde mental e articulação com a rede de proteção social, justiça e segurança pública. Ao fortalecer a vigilância, integrar dados e ampliar a atuação territorial das equipes de saúde, o SUS ajuda a proteger mulheres, interromper violências e salvar vidas.”, explicou o ministro em exercício.

Teleatendimento

Uma ação conduzida pelo Ministério da Saúde é o teleatendimento especializado em saúde mental, com acolhimento, escuta qualificada, orientação e encaminhamento articulado à rede de proteção social. A oferta de teleatendimento em saúde mental para mulheres expostas à violência ou em vulnerabilidade psicossocial pelo SUS teve início no mês de março em duas capitais: Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ) e chega às cidades com mais de 150 mil habitantes ainda neste mês.

O público prioritário inclui mulheres em situação de violência doméstica, mulheres negras, indígenas, rurais, migrantes, com deficiência e população LBTIA+. O acesso ao serviço é realizado de forma articulada e acessível: as mulheres são orientadas e encaminhadas nas unidades da Atenção Primária à Saúde (APS), como as Unidades Básicas de Saúde (UBS), e serviços da rede de proteção – ou podem buscar o atendimento diretamente pelo aplicativo Meu SUS Digital.

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Reconstrução dentária no SUS

As mulheres vítimas de violência têm acesso à reconstrução dentária no SUS, incluindo tratamento odontológico integral e gratuito. O Programa de Reconstrução Dentária para Mulheres Vítimas de Violência Doméstica integra o Brasil Sorridente e oferece próteses, implantes, restaurações e outros procedimentos, com foco no atendimento humanizado para as pacientes.

O programa conta com o reforço de 500 impressoras 3D e scanners para as Unidades Odontológicas Móveis (UOM) distribuídas em todo o país. Após dez anos sem entregas, o Ministério da Saúde distribuiu 400 novos veículos em 2025 e, até o fim deste ano, serão 800 unidades a mais em circulação no país. Isso representa um crescimento de mais de 400% na oferta deste serviço no SUS em relação a 2022.

Confira os anúncios realizados em março para a Saúde da Mulher

Priscila Viana
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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