Saúde

Agora Tem Especialistas garante terceiro turno para ampliar atendimento a pacientes do SUS em Juazeiro (BA)

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O atendimento especializado no Sistema Único de Saúde (SUS) da Bahia será fortalecido com três medidas anunciadas, nesta quinta-feira (17), em Juazeiro (BA), pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Além de ampliar para R$ 99,1 milhões os recursos federais repassados anualmente ao estado para o custeio de serviços de saúde média e alta complexidade, o governo federal vai destinar R$ 485,4 mil para a implementação do terceiro turno na Policlínica Regional de Juazeiro, que atende 10 municípios da região. Essa medida do Agora Tem Especialistas se soma à entrega de cinco Unidades Odontológicas Móveis (UOMs), que integra um conjunto de ações do programa para reduzir o tempo de espera por serviços especializados.

Com o investimento federal, a Policlínica Regional de Juazeiro passará a funcionar no período noturno e nos finais de semana com 113 novos profissionais, a partir do próximo domingo (20/7). “Isso significa mais tomografias, mais ressonâncias e mais cirurgias para quem mais precisa”, reforçou o ministro Alexandre Padilha. Neste primeiro momento, estão previstos 1,2 mil atendimentos, com mais 3 mil programados até outubro.
“Durante anos, foram construídas policlínicas sem apoio federal. Agora, com o presidente Lula, essas unidades recebem investimentos, profissionais e equipamentos. E mais: novas policlínicas serão construídas com recursos do PAC. É o Brasil cuidando do seu povo”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

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A ampliação do turno de atendimento faz parte de um conjunto de ações do Agora Tem Especialistas, que, ao investir na capacidade instalada do SUS, busca resolver demandas históricas da população. Essa unidade de saúde atende 10 municípios da região: Campo Alegre de Lourdes, Canudos, Casa Nova, Curaçá, Juazeiro, Pilão Arcado, Remanso, Sento Sé, Sobradinho e Uauá.

“O Agora Tem Especialistas nasceu de uma obsessão minha: garantir que o povo mais humilde tenha acesso rápido a exames, a consultas e a tratamento. Ninguém mais pode morrer com a receita embaixo do travesseiro”, defendeu o presidente Lula, reforçando que nenhum brasileiro ou brasileira deve ficar sem atendimento por falta de dinheiro, por distância ou por falta de médico. “É por isso que estamos fazendo o que nunca foi feito neste país”, reiterou. 

Ampliação do Teto MAC

O Ministério da Saúde também anunciou, para a Bahia, a ampliação do Teto MAC, no valor de R$ 99,1 milhões por ano. Todo mês, o estado recebe recursos federais para custear serviços de média e alta complexidade. Alinhado ao programa Agora Tem Especialistas, o objetivo é garantir mais serviços especializados à população.

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Com o novo valor do Teto MAC, a Bahia terá um reforço fundamental para garantir a realização de mais cirurgias, exames e internações. Do montante total, o estado já poderá contar, ainda neste ano, com R$ 49,5 milhões. A medida permitirá 581 mil exames e consultas especializadas e ampliará o horário de funcionamento em 26 policlínicas.

Unidades Odontológicas Móveis (UOMs)
O estado da Bahia também recebeu cinco Unidades Odontológicas Móveis (UOMs), adquiridas com recursos do Novo PAC. Com isso, os municípios de Curaçá, Sento Sé e Uauá (região de Juazeiro), além de Chorochó e Macururé (região de Paulo Afonso), passam a oferecer atendimento odontológico especializado mais próximo das comunidades, beneficiando cerca de 17 mil pessoas.

Cada unidade conta com equipamentos modernos, incluindo impressora 3D para a produção de próteses dentárias, e tem custo unitário de R$ 379,8 mil. Essas cinco UOMs fazem parte de um total de 400 unidades que estão sendo distribuídas em todo o país. Com as Unidades Odontológicas Móveis, a saúde bucal dessas regiões avança, aproximando cuidados especializados da população.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Ministério da Saúde lança guia para ampliar acesso de startups ao Sistema Único de Saúde

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Startups, pesquisadores e empresas de tecnologia em saúde passam a contar com um novo instrumento de orientação para levar soluções inovadoras ao Sistema Único de Saúde (SUS). Criado pelo Ministério da Saúde, o guia Acesso e Inovação de Dispositivos Médicos ao SUS reúne informações sobre regulação, incorporação tecnológica, financiamento e desenvolvimento de dispositivos médicos voltados à rede pública de saúde.

A publicação foi lançada durante a Feira Hospitalar 2026, um dos maiores eventos de saúde da América Latina, que reúne anualmente novidades, tendências e soluções inovadoras do setor. Durante o evento, o Ministério da Saúde participou de debates sobre a importância da produção nacional e da integração entre governo, indústria, centros de pesquisa e empresas de base tecnológica.

O diretor do Departamento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, vinculado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do ministério, Igor Bueno, destacou que o guia foi elaborado para reduzir as barreiras enfrentadas por startups e pequenas empresas no acesso ao mercado público de saúde.

“Essas empresas desempenham papel estratégico no ecossistema de inovação em saúde, ao impulsionarem o desenvolvimento de soluções tecnológicas, ampliarem a competitividade nacional e contribuírem para a sustentabilidade do SUS. A publicação inédita consolida, em um único documento, uma visão integrada de todas as etapas do processo, do fomento à pesquisa, do desenvolvimento até a incorporação no SUS”, explicou o diretor.

Dispositivos médicos

Os dispositivos médicos fazem parte da rotina dos serviços de saúde e incluem desde produtos simples, como curativos e ataduras, até tecnologias de alta complexidade, como marca-passos, próteses ortopédicas, cirurgias robóticas e equipamentos com inteligência artificial.

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Segundo dados citados no guia, existem atualmente mais de 2 milhões de tipos diferentes desses dispositivos no mundo, utilizados para prevenção, diagnóstico, tratamento e monitoramento de doenças.

O avanço tecnológico tem ampliado as possibilidades de atendimento e contribuído para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Além dos equipamentos utilizados em hospitais, o setor também cresce no desenvolvimento de dispositivos voltados para uso doméstico e pessoal (home care).

De acordo com a publicação, o mercado brasileiro de dispositivos médicos cresce acima da média mundial. Apesar disso, o Brasil ainda depende da importação de equipamentos e insumos de alta complexidade. Hoje, grande parte da produção nacional está concentrada em produtos de média e baixa complexidade tecnológica.

Entre os principais desafios do setor estão os custos para inovação, a dependência tecnológica externa e a necessidade de maior integração entre pesquisa científica, política industrial e demanda do sistema público de saúde.

Dados apresentados no X Fórum da Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde apontam que o mercado global de dispositivos médicos movimenta mais de US$ 540 bilhões e segue em expansão. No Brasil, o setor também tem impacto econômico relevante. Os segmentos que lideram o mercado são os dispositivos terapêuticos (25,8%), seguidos pelos implantáveis (24,3%) e pelo diagnóstico in vitro (15,9%).

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Os números citados no guia demonstram que, em 2024, a indústria de dispositivos médicos criou quase 6 mil novos empregos diretos, alcançando mais de 85 mil postos de trabalho no país. O desempenho representa um crescimento de aproximadamente 7% em relação ao ano anterior, evidenciando a relevância econômica e a expansão do complexo industrial da saúde.

Tecnologias na rede pública

O Ministério da Saúde tem atuado no fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) que reúne setores produtivos, tecnológicos e de serviços. A iniciativa busca estimular o mercado nacional, reduzir a dependência de produtos importados, ampliar o acesso a tecnologias seguras e tornar mais eficiente o uso dos recursos públicos.

O lançamento do guia ocorre nesse cenário de expansão das iniciativas de saúde digital, fortalecimento da cadeia produtiva nacional e incentivo à inovação tecnológica no SUS. Assim, além de orientar startups e empresas, o material destaca a importância estratégica dos dispositivos médicos para melhorar o atendimento à população e explica, de forma acessível, como funcionam os processos e etapas para incorporação dessas tecnologias ao sistema público.

O documento também reforça que, para que a tecnologia seja financiada e utilizada em larga escala pelo SUS, é necessário cumprir critérios técnicos, científicos, regulatórios e econômicos.

 Confira o guia Acesso e Inovação de Dispositivos Médicos ao SUS

Janine Russczyk
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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