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2ª Mostra Mais Saúde com Agente premia 10 experiências bem-sucedidas nos territórios

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Valorizar a troca de experiências bem-sucedidas de agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias nos diversos territórios, proporcionando fortalecimento e integração da Atenção Básica e da Vigilância em Saúde. Esse foi o resultado da 2ª Mostra Mais Saúde com Agente realizada, nos dias 18 e 19 de março, em Brasília (DF). A iniciativa recebeu cerca de mil inscrições de todo o Brasil. Dessas, 200 foram selecionadas e apresentadas para um júri – formado por profissionais experientes da área da saúde –, que escolheu dez trabalhos. As experiências premiadas farão parte de documentário com lançamento previsto para o segundo semestre de 2026.

A mostra buscou ampliar o reconhecimento institucional do programa e engajar gestores, instituições formadoras e o Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, contribuiu para reduzir desigualdades no acesso à formação técnica, fortalecer a educação permanente e consolidar uma cultura de reconhecimento e valorização dos trabalhadores da saúde pública. A exposição dos trabalhos representa o momento de aprendizado adquirido durante a formação do Mais Saúde com Agente, que se materializa em práticas concretas, demonstrando o impacto direto do programa na melhoria das condições de saúde da população.

“A divulgação dessas experiências evidencia a importância da educação permanente, que parte de um processo de conhecimento do território, o trabalho no dia a dia nos serviços de saúde e na busca de novas soluções, novas formas de cuidado com as pessoas.  E essa é uma premissa do Mais Saúde com Agente, essa formação bem-sucedida, que já ultrapassou mais de 300 mil formados e que, portanto, sabe do valioso conhecimento produzido no território. Os trabalhos selecionados demonstram como o programa está contribuindo para melhorar o cuidado com a população no sistema público de saúde”, ressaltou o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço.

Uma das vencedoras da mostra foi a agente comunitária Maricélia Souza, do município de Jaguaquara (BA), com a experiência Ação Educativa sobre IST por ACS e ACE Zona Rural. “Estar em Brasília, representando o meu território e tantas mulheres que enfrentam desafios diários, é uma emoção que não cabe no peito. Quando inscrevi nosso trabalho na mostra imaginava que chegaríamos entre os dez selecionados e agora estou feliz com esse reconhecimento. Mas essa vitória não é só minha, é de todos os trabalhadores, é da comunidade que constrói a saúde do nosso país todos os dias”, comemorou.

A 2ª Mostra Nacional do programa Mais Saúde com Agente representa um marco estratégico na consolidação de uma das maiores políticas públicas de formação técnica em saúde do Brasil. A ação é promovida pelo Ministério da Saúde (MS), em parceria com o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), que atuaram conjuntamente na qualificação técnica de agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias.

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Diplomação dos agentes

Durante os dois dias de evento, também aconteceu a Diplomação Nacional da 2ª turma do programa Mais Saúde com Agente. Na ocasião, 400 agentes de saúde e de endemias receberam o diploma de formação dos cursos técnicos ofertados pelo programa. A diplomação nacional encerra o ciclo de diplomações estaduais que aconteceu de dezembro de 2025 a fevereiro de 2026 e percorreu todas as 27 Unidades Federativas do Brasil. Somadas as duas turmas do Mais Saúde Com Agente – a primeira turma foi formada em 2023 –, formou 300.948 agentes em todo o país, sendo 231.053 agentes de saúde e 69.895 agentes de endemias, se consolidando com uma das maiores formações técnicas do Brasil.  

Para a presidente da Confederação Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias (CONACS) Ilda Angélica Correia, o programa Mais Saúde com Agente promoveu uma excelente formação técnica para categorias que tempos atrás foi deixada de lado e que agora vem recebendo a mais devida e justa atenção. Além de fortalecer o SUS, a iniciativa valoriza os profissionais que atuam na linha de frente do cuidado e amplia o acesso da população a ações de promoção, prevenção e acompanhamento em saúde”, disse Ilda.

Acesso ao ensino

Com o Mais Saúde com Agente foi possível ofertar formação técnica a uma parcela da população que historicamente enfrenta maiores dificuldades de acesso e permanência nesse nível de ensino, considerando ainda que a maioria dos agentes formados são mulheres e pessoas negras. Nesse sentido, o programa consolida-se também como um importante promotor de equidade, ao ampliar o acesso de mulheres negras a base do cuidado comunitário e coletivo no país a uma educação técnica de qualidade.

Segundo o presidente da Federação Nacional dos Agentes de Saúde e Agentes de Combate às Endemias (FENASCE), Luís Cláudio da Saúde, as ações de capacitação para os agentes reforçam o papel desses profissionais como elo fundamental entre os serviços de saúde e a população, valorizando saberes locais e fortalecendo a rede pública de saúde a partir das vivências nas comunidades. Ao unir o conhecimento técnico com a experiência prática desses trabalhadores, o programa potencializa estratégias de promoção da saúde, prevenção de doenças e acompanhamento das famílias”, explicou.

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Nova qualificação do programa

Em continuidade as ações do programa Mais Saúde com Agente, foi anunciada a realização do curso Enfrentamento à Violência contra Mulheres e ao Feminicídio. A qualificação será ofertada para os agentes de saúde e de endemias, a ser disponibilizado no Campus Virtual de Saúde Pública da Organização Pan-Americana da Saúde (CVSP/OPAS), com previsão de lançamento para setembro de 2026.

A ação irá fortalecer as habilidades dos trabalhadores da Atenção Primária à Saúde na prevenção, identificação, acolhimento, comunicação e articulação em rede frente às situações de violência contra as mulheres e feminicídio, a partir de uma abordagem de direitos humanos e educação popular em saúde.

Lista das experiências vencedoras da mostra:

NORTE

  • Município – Pacajá/PA

Trabalho – Território Inteligente: Geotecnologia no Monitoramento de Riscos Sanitários e Aedes Aegypti

Autores – Fagne da Silva e Cícera de Andrade

  • Município – Cariri do Tocantins/TO

Trabalho – Importância da Educação Permanente na Previsão da Doença de Chagas em Cariri do Tocantins

Autores – Nágila Lima e Rafael de Souza

 NORDESTE

  • Município – Jaguaquara/BA

Trabalho – Ação Educativa sobre IST por ACS e ACE Zona Rural

Autores – Maricélia Souza e Fabiano de Novaes

  •  Município – Nossa Senhora do Socorro/SE

Trabalho – A Territorialização é Vital para Integrar a APS e VS, Garantindo Qualidade na Assistência de Saúde

Autores – Maria Luiza Santana e Alessandro Santos

CENTRO-OESTE

  • Município – Montividiu do Norte/GO

Trabalho – Integração da Equipe APS e VS para Fortalecer a Meta de Vacinação Antirrábica Animal

Autores – Izabela Araújo e Sonia Ferreira

  • Município – Santo Antônio da Barra/GO

Trabalho – Estratégia Integrada entre ACS e ACE que Reduziram a Dengue

Autores – Juraci Pereira e Maria Reinaldo de Souza

SUDESTE

  • Município – Piumhi/MG

Trabalho – Ação Integrada no Controle Sustentável contra o Aedes Aegypti e Outras Arboviroses em Piumhi-MG

Autores – Carlos Henrique Tristão e Letícia Almeida

  • Município – Belo Horizonte/MG

Trabalho – Estratégia de Vigilância e Controle da Esporotricose. A Integração entre ACS e ACE

Autores – Aline Fernandes e Sheila Batista

SUL

  • Município – Restinga Sêca/RS

Trabalho – Água Potável na Comunidade do Jacuí: Integração entre VS e APS

Autores – Paulo Ricardo Ozorio e Camila Richter

  • Município – Sapucaia do Sul/RS

Trabalho – Agentes Quebrando Barreiras para Levar Mais Saúde aos que Ficam Invisíveis

Autores – Alexandra Lutz e Andrea Campos

Victor Almeida
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Campanha do Ministério da Saúde orienta sobre riscos das apostas online e atendimento em saúde mental no SUS

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Em meio ao início do Brasileirão e à realização de grandes eventos esportivos, o Ministério da Saúde coloca no ar a Campanha Nacional de Prevenção aos Danos das Apostas Online. A iniciativa alerta a população sobre os riscos associados ao uso problemático das plataformas de apostas e divulga os serviços de saúde mental oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para o acolhimento e o tratamento de apostadores e familiares afetados. A campanha será veiculada, a partir deste domingo (26), na TV, no rádio e nas redes sociais.

As apostas online, conhecidas como “bets”, estão cada vez mais presentes no cotidiano e podem ser acessadas por diferentes dispositivos, inclusive celulares. Disponíveis 24 horas por dia, as plataformas utilizam recursos como notificações, bônus, apostas em tempo real e recompensas variáveis, que podem estimular a permanência e a repetição das apostas. O uso problemático dessas plataformas pode levar a pessoa a apostar por mais tempo ou gastar mais do que havia planejado, com possíveis impactos na saúde mental, na situação financeira, na rotina e nas relações familiares e sociais.

O Transtorno do Jogo é reconhecido pela Classificação Internacional de Doenças (CID) e pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) como um transtorno de comportamento aditivo. Segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), a condição afeta cerca de 1,2% da população adulta mundial.

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SUS oferece atendimento presencial e teleatendimento especializado

Para ampliar o acesso ao cuidado, o SUS oferece teleatendimento em saúde mental para pessoas com problemas relacionados a jogos e apostas e seus familiares. O serviço é sigiloso e permite o acesso à assistência especializada a distância.

Apostar por mais tempo ou gastar mais do que o planejado, preocupar-se frequentemente com jogos e apostas e perceber alterações no sono, no humor, na rotina ou nas relações são sinais que merecem atenção. Familiares de pessoas afetadas também podem utilizar o teleatendimento para receber acolhimento, orientação e acompanhamento.

Confira como acessar:

  • Entre no Meu SUS Digital pelo aplicativo ou pela versão web.
  • Faça login com a conta gov.br.
  • Na página inicial, selecione “Miniapps”.
  • Clique em “Problemas com jogos de apostas?”.
  • Responda ao autoteste disponível na plataforma.

As perguntas ajudam a avaliar a relação com as apostas e a identificar o cuidado mais adequado. Quando o resultado indica risco moderado ou elevado, o encaminhamento para o teleatendimento é feito automaticamente. Nos demais casos, o aplicativo apresenta orientações sobre os serviços da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).

O atendimento presencial pode começar em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), onde apostadores e familiares recebem acolhimento, orientação e avaliação inicial. Quando houver necessidade de cuidado especializado em saúde mental, a equipe pode encaminhá-los a um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), que oferece acompanhamento multiprofissional.

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Plataforma permite bloquear o acesso às apostas

Outra ferramenta disponível para prevenção e cuidado é a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, do Ministério da Fazenda. Por meio dela, o cidadão pode solicitar voluntariamente o bloqueio do acesso às plataformas de apostas autorizadas.

Para solicitar a autoexclusão, é necessário acessar a página da ferramenta e entrar com a conta gov.br.

A partir da solicitação, o sistema:

  • bloqueia, de uma só vez, as contas ativas nas plataformas autorizadas;
  • impede a abertura de novas contas com o CPF cadastrado; e
  • interrompe o envio de publicidade direcionada pelas empresas de apostas.

A plataforma também reúne conteúdos sobre jogo responsável, saúde mental e educação financeira, além de autotestes, cursos, materiais educativos e orientações sobre onde buscar atendimento no SUS.

Ao reunir recursos de proteção, informações e canais de atendimento, a plataforma ajuda a reconhecer situações de risco e facilita o acesso aos serviços públicos de saúde mental.

Julianna Valença
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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