Política Nacional

Padilha diz que governo quer melhorar articulação com Congresso

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O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse hoje (2), em São Bernardo do Campo (SP), que o governo vai trabalhar para melhorar a articulação com o Congresso Nacional.

“Vamos sempre trabalhar para melhorar [a articulação]. O que não muda é a disposição do diálogo”, garantiu. “Esse é um governo que não cria conflito e que não cria guerras desnecessárias, como era feito pelo governo anterior [de Jair Bolsonaro]”, acrescentou.

Segundo o ministro, a meta é trabalhar para “continuar montando o governo e a base política”. Isso será feito, segundo ele, com diálogo, “inclusive com partidos que se declaram de oposição, mas que têm contribuído muito para as votações do governo”.

“O governo sempre ouve as críticas e as demandas que possam aparecer, sempre com muita humildade. Esse é um governo que ouve, busca trabalhar e aprimorar o que tiver que ser aprimorado”, explicou. “E é com essa postura que vamos buscar trabalhar e continuar aprovando projetos que são prioritários ao governo”, acrescentou ele.

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Nesta semana, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), criticou a falta de articulação e disse que havia uma “insatisfação generalizada” dos deputados federais com o governo. “Não há achaque, não há pedidos, não há novas ações, o que há é uma insatisfação generalizada dos deputados e, talvez, dos senadores com a falta de articulação do governo, e não de um ou outro ministro”, disse Lira.

Disposição para o diálogo

Em resposta a essa fala de Lira, o ministro reforçou que o governo está sempre disposto a dialogar. “Sempre digo que aqui não tem marinheiro de primeira viagem. Mar tranquilo não faz bom marinheiro. Nós sempre ouvimos todos os posicionamentos dos presidentes das duas Casas [Câmara e Senado] e dos parlamentares com muita humildade, e o governo precisa sempre dialogar, ouvir os líderes da base e da oposição”, disse Padilha, ao participar de um evento no Sindicato dos Metalúrgicos.

Apesar das críticas que o governo vem recebendo, o ministro disse que a semana se encerrou bem. Para ele, foram positivos os resultados que o país obteve sobre emprego, sobre crescimento de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre deste ano e sobre a Medida Provisória que reestrutura a Esplanada dos Ministérios, que foi aprovada pelo Congresso. “Foi uma semana positiva para o Brasil”, disse Padilha.

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Fonte: EBC Política Nacional

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Distrito Federal elege Michelle Bolsonaro e Bia Kicis ao Senado

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O Distrito Federal elegeu neste domingo (4) duas mulheres para o Senado Federal: Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL. É a primeira vez que duas candidatas ao Senado são eleitas na mesma eleição. Também é a primeira vez que um ente federado terá uma bancada totalmente feminina, já que a senadora Damares Alves (Republicanos) tem mandato até fevereiro de 2031. 

A senadora eleita Michelle de Paula Firmo Reinaldo Bolsonaro é ex-primeira-dama do Brasil (de 2019 a 2022) e ocupa pela primeira vez um mandato eletivo. Natural de Brasília, ela tem 44 anos, é empresária e já trabalhou como secretária parlamentar na Câmara dos Deputados e produtora de eventos. 

Como primeira-dama, Michelle foi presidente do conselho do Programa Nacional de Incentivo ao Voluntariado (Pátria Voluntária) no governo de Jair Bolsonaro. Também trabalhou pela inclusão da comunidade surda, valorização da linguagem brasileira de sinais (Libras) e melhoria do paradesporto para surdos, além de ter apoiado outras políticas de inclusão. Na campanha eleitoral, ela prometeu continuar na mesma linha como senadora, defendendo pautas de inclusão das pessoas com deficiência, difusão da Libras, apoio a pessoas com doenças raras, voluntariado e assistência a pessoas vulneráveis.

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Seus suplentes são Diego Torres (PL) e Cristian Viana (Podemos).

Bia Kicis

A senadora eleita Beatriz Kicis Torrents de Sordi é natural de Resende (RJ), tem 65 anos e é formada em direito. Deputada federal pelo DF desde 2019, presidiu a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara em 2020 e 2021.

Bia Kicis foi advogada e procuradora do Distrito Federal. Ingressou no serviço público em 1992 e aposentou-se como subprocuradora-geral do DF em 2016. Foi também procuradora-geral-adjunta do DF e corregedora-geral da Procuradoria-Geral do DF.

Em seus projetos apresentados na Câmara, trata de temas como segurança pública, combate ao crime e obrigatoriedade de verificação de idade para acesso a conteúdo de natureza sexual.

Os suplentes eleitos são Samuel Kicis (PL) e Renato Figueiredo (PL).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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