Política Nacional

Lula anuncia que país voltará a investir na África

Publicado em

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta sexta-feira (25), em Luanda, capital de Angola, que o Brasil voltará a fazer grandes investimentos no continente africano. Lula e o presidente angolano, João Lourenço, participaram do evento de encerramento do fórum empresarial que reuniu investidores de ambos os países, organizado pela Câmara de Comércio Brasil-Angola.

“Agora, nós voltamos à África para dizer aos empresários brasileiros, aos angolanos, que nós voltamos pra valer. Vamos voltar a fazer financiamento para os países africanos, para Angola, que é um bom pagador das coisas que o Brasil investiu aqui”, destacou Lula, muito aplaudido durante o discurso.

“A volta ao Brasil ao continente africano não deveria ser uma volta, porque nós nunca deveríamos ter saído do continente africano. O Brasil não tem noção de quantas coisas poderemos fazer. Eu acho que a África oferece ao Brasil as oportunidades que o Brasil fica procurando, às vezes, em outros lugares”, acrescentou o presidente brasileiro.

Leia Também:  Empresa de bioinsumos do Paraná anuncia uso de energia 100% renovável em suas fábricas a partir de maio

Mais cedo, em extensa agenda no país, Lula discursou na Assembleia Nacional de Angola e se reuniu com o chefe de Estado do país. Lula também anunciou uma parceria para ajudar no desenvolvimento da agricultura em Angola.

Em seu discurso, o presidente angolano João Lourenço convidou os empresários brasileiros a investirem na África de “modo destemido”. Ele citou uma série de oportunidades de negócios que o país oferece.

“Reiteramos o convite aos empresários brasileiros a investirem em Angola de modo destemido. Temos particular interesse em ver investidores brasileiros investir no agronegócio, na indústria de curtumes [couro], na indústria de automóvel, na fabricação do trator de alfaias, nos adubos e fertilizantes, na produção de painéis solares, na indústria farmacêutica de produção de medicamentos e vacinas, nas indústrias de transformação da madeira, no turismo, na imobiliária e em todos os outros ramos que sejam do seu próprio interesse”, disse.

Angola é o único país do continente, além da África do Sul, com o qual o Brasil tem uma parceria estratégica. O acordo foi assinado em 2010, durante o segundo mandato de Lula.

Leia Também:  "Falta muito para se fazer", diz Lula ao abrir reunião ministerial

O presidente Lula chegou ao continente africano na segunda-feira (21). A primeira parada foi na África do Sul para a 15ª Cúpula de Chefes de Estado do Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Até este sábado (26), ele cumpre agenda em Angola e, no domingo (27), estará em São Tomé e Príncipe, para participar da Conferência de Chefes de Estado da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Fonte: EBC Política Nacional

Advertisement

Política Nacional

Volta à Câmara proposta de proteção a crianças expostas a violência doméstica no exterior

Published

on

Autoridades brasileiras podem ficar desobrigadas de ordenar a repatriação de criança ou adolescente ao país onde moravam com o pai, quando houver indícios de que a mãe brasileira ou seus filhos foram vítimas de violência doméstica naquele país.

É o que prevê um projeto de lei aprovado nesta quinta (3) pelo Senado. Devido às alterações feitas no texto (PL 565/2022), a proposta retornará à Câmara dos Deputados, onde sua tramitação teve início.

A matéria contou com o parecer favorável da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), que promoveu alterações no projeto original. Ela participou de uma comissão do Senado que analisou por seis meses casos de mulheres brasileiras que, após terem residido no exterior, voltaram ao Brasil com seus filhos para escapar das agressões de seus maridos — e acabaram sendo acusadas por eles de sequestro internacional.

Atualmente, a Convenção sobre os Aspectos Civis do Sequestro Internacional de Criança (que faz parte da Convenção de Haia) determina o retorno da criança ou do adolescente. Por isso, o objetivo do projeto é evitar que as autoridades brasileiras se vejam obrigadas a devolver esses filhos a pais acusados de agressão.

Leia Também:  "Falta muito para se fazer", diz Lula ao abrir reunião ministerial

Mara Gabrilli reitera que a principal inovação da proposta é reconhecer que a violência doméstica pode constituir risco suficiente para autorizar a autoridade brasileira a ignorar a regra de retorno da criança ou do adolescente ao país estrangeiro. Segundo ela, isso permite que situações de violência, mesmo quando dirigidas contra a mãe, sejam juridicamente consideradas fatores de risco à criança.

O texto aprovado no Senado lista uma série de situações que podem configurar indícios de violência doméstica em outro país — e que desobrigariam as autoridades judiciais e administrativas brasileiras de ordenar o retorno dos filhos —, como denúncias apresentadas no país onde vive o pai; laudos médicos, psicológicos ou relatórios de serviços sociais; depoimentos de testemunhas ou das próprias vítimas; contatos com consulados brasileiros em busca de apoio; etc.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA