Política Nacional

CCT aprova 48 concessões e renovações para emissoras de rádio

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A Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informática (CCT) aprovou nesta quarta-feira (12) 48 projetos de decreto legislativo (PDLs) relativos à concessão e à renovação de outorgas para emissoras de rádio em 13 estados. As matérias seguem para promulgação pela Presidência do Senado.

A maioria dos pedidos aprovados (30) é de rádios comunitárias — emissoras sem fins lucrativos, de alcance restrito a determinada comunidade e destinadas a proporcionar informação, cultura e integração social. Nesses casos, a outorga é feita na modalidade de permissão, que exige licitação e tem prazo determinado.

Doze projetos tratam de outorga ou renovação de serviços de radiodifusão sonora em frequência modulada (FM). Nesses casos, a outorga ocorreu na modalidade de permissão, que exige licitação e pode ser revogada a qualquer tempo, sem direito a indenização.

Os outros seis projetos referem-se a serviços de radiodifusão sonora em onda média (AM), posteriormente adaptados para a faixa de frequência modulada (FM). Nesses casos, a outorga foi feita por concessão, modalidade que também exige licitação, mas tem prazo determinado e só pode ser extinta nas hipóteses previstas em lei.

Requerimentos

Os senadores da CCT aprovaram também três requerimentos de informações, dirigidos ao Ministério das Comunicações, a respeito dos PDLs 891/2021, 906/2021 e 501/2023, que renovam autorizações outorgadas a associações para executar serviço de radiodifusão comunitária.

Pedidos de informações são apresentados quando os senadores sentem falta de detalhes específicos e dos critérios usados nos processos de outorga.

O presidente da comissão, senador Flávio Arns (PSB-RS), comandou a reunião desta quarta.

Emissoras de rádio outorgadas

Solicitante

Local

Relator

Modalidade

Tipo

Associação Comunitária Um Novo Amanhã, PDL 175/2024

Natal (RN)

Chico Rodrigues (PSB-RR)

Renovação

Autorização

Conselho Comunitário dos Moradores e Amigos de Botumirim, PDL 192/2024

Botumirim (MG)

Chico Rodrigues

Renovação

Autorização

Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (Irdeb), PDL 193/2024

Senhor do Bonfim (BA)

Chico Rodrigues

Outorga

Permissão

Associação Comunitária do Distrito de Angico (Asda), PDL 242/2024

Mairi (BA)

Chico Rodrigues

Outorga

Autorização

Rádio Tempo FM Ltda., PDL 436/2024

Juazeiro do Norte (CE)

Chico Rodrigues

Renovação

Permissão

Sistema de Comunicação Sol Ltda., PDL 470/2024

Beruri (AM)

Chico Rodrigues

Outorga

Permissão

Associação Comunitária de Comunicação e Cultura de São Romão, PDL 284/2024

São Romão (MG)

Confúcio Moura (MDB-RO)

Outorga

Autorização

Rádio Cultura de Lorena Ltda., PDL 545/2024

Lorena (SP)

Confúcio Moura

Renovação

Concessão

Associação Comunitária Cultural de Tocantins, PDL 751/2021

Tocantins (MG)

Damares Alves (Republicanos-DF)

Renovação

Autorização

Associação Comunitária Eldorado para o Desenvolvimento Social Cultural e Artístico de Castro Alves, PDL 156/2019

Castro Alves (BA)

Dra. Eudócia (PSDB-AL)

Renovação

Autorização

Rádio Comunitária Zabelê FM, PDL 348/2021

Remanso (BA)

Dra. Eudócia

Renovação

Autorização

Associação Comunitária Radiovida de Botuporã (ACRB), PDL 365/2021

Botuporã (BA)

Dra. Eudócia

Renovação

Autorização

Associação Comunitária Cultural de Tanque Novo, PDL 372/2021

Tanque Novo (BA)

Dra. Eudócia

Renovação

Autorização

Associação de Desenvolvimento Social e Comunicação Popular de Paraipaba, PDL 438/2021

Paraipaba (CE)

Dra. Eudócia

Renovação

Autorização

Associação Comunitária dos Moradores e Pescadores da Vila Mariano, PDL 519/2021

Banabuiú (CE)

Dra. Eudócia

Renovação

Autorização

Associação Comunitária Cultural Aracatiense, PDL 570/2021

Aracati (CE)

Dra. Eudócia

Renovação

Autorização

Associação Comunitária Popular de Jaguaruana, PDL 665/2021

Jaguaruana (CE)

Dra. Eudócia

Renovação

Autorização

Associação Beneficente dos Moradores de Correguinho (Abemoc), PDL 835/2021

Bela Cruz (CE)

Dra. Eudócia

Renovação

Autorização

Centro Social José Paulino, PDL 967/2021

Jaçanã (RN)

Dra. Eudócia

Renovação

Autorização

Associação Cultural Comunitária de Itainópolis (ACCI), PDL 1.088/2021

Itainópolis (PI)

Dra. Eudócia

Renovação

Autorização

Associação de Proteção ao Adolescente de Itacaré, PDL 1.147/2021

Itacaré (BA)

Dra. Eudócia

Renovação

Autorização

Associação Cultural Comunitária de Pedreiras., PDL 530/2024

Pedreiras (MA)

Dra. Eudócia

Renovação

Autorização

Associação de Desenvolvimento Econômico e Social de Cândido Sales, PDL 444/2022

Cândido Sales (BA)

Dra. Eudócia

Renovação

Autorização

Associação de Radiodifusão Comunitária Chapéu de Couro, PDL 298/2023

Governador Newton Bello (MA)

Dra. Eudócia

Outorga

Autorização

Associação Comunitária dos Moradores do Bairro do Santo Antônio, PDL 477/2021

Candeias (BA)

Dra. Eudócia

Outorga

Autorização

Associação de Comunicação Comunitária Tucumaense, PDL 492/2023

Tucumã (PA)

Dra. Eudócia

Renovação

Autorização

Associação Comunitária Transviçosa de Radiodifusão, PDL 497/2023

Nova Viçosa (BA)

Dra. Eudócia

Renovação

Autorização

Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), PDL 551/2023

Muritiba (BA)

Dra. Eudócia

Outorga

Permissão

Associação Radiodifusão Comunitária de Barro Alto, PDL 50/2024

Barro Alto (BA)

Dra. Eudócia

Outorga

Autorização

Associação Comunitária e Cultural para o Progresso de Maranguape, PDL 78/2024

Maranguape (CE)

Dra. Eudócia

Renovação

Autorização

Associação Comunitária de Desenvolvimento Artístico e Cultural de Corumbá  (Acodac), PDL 161/2025

Corumbá (MS)

Dra. Eudócia

Renovação

Autorização

Município de Esperantina (Prefeitura Municipal de Esperantina), PDL 584/2025

Esperantina (PI)

Dra. Eudócia

Outorga

Permissão

Rádio Araucária Ltda., PDL 591/2024

Lages (SC)

Esperidião Amin

Renovação

Concessão

TV Eldorado Catarinense Ltda., PDL 435/2025

Tubarão (SC)

Esperidião Amin

Renovação

Permissão

Rádio Clube de Canoinhas Ltda., PDL 438/2025

Canoinhas (SC)

Esperidião Amin (PP-SC)

Renovação

Concessão

Fundação Brito Junior de Rádio e TV Educativa, PDL 555/2025

Itajaí (SC)

Esperidião Amin

Outorga

Permissão

Rádio Regional Ltda., PDL 1.120/2025

Santo Amaro da Imperatriz (SC)

Esperidião Amin

Renovação

Permissão

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná, PDL 162/2024

Telêmaco Borba (PR)

Flávio Arns (PSB-PR)

Outorga

Permissão

Rádio Canyon Ltda., PDL 479/2024

Ortigueira (PR)

Flávio Arns

Renovação

Concessão

Rádio Caiobá Ltda., PDL 561/2024

Curitiba (PR)

Flávio Arns

Renovação

Permissão

Moriá FM Ltda., PDL 386/2025

Iguaraçu (PR)

Flávio Arns

Renovação

Permissão

Associação dos Moradores da Zona Oeste de Bandeirantes, PDL 498/2025

Bandeirantes (PR)

Flávio Arns

Outorga

Autorização

Rádio Cultura de Apucarana Ltda., PDL 997/2025

Apucarana (PR)

Flávio Arns

Renovação

Concessão

Rádio Clube de Canela Ltda., PDL 414/2024

Canela (RS)

Hamilton Mourão (Republicanos-RS)

Renovação

Concessão

Água Boa Associação Comunitária (Abac), PDL 120/2024

Dourados (MS)

Nelsinho Trad (PSD-MS)

Renovação

Autorização

Rede Centro Oeste de Rádio e Televisão Ltda., PDL 462/2024

Campo Grande (MS)

Nelsinho Trad

Renovação

Permissão

Associação Novo Milênio de Desenvolvimento e Radiodifusão Comunitária, PDL 695/2021

Casca (RS)

Paulo Paim (PT-RS)

Renovação

Autorização

Associação Cultural Nova Palma, PDL 448/2022

Nova Palma (RS)

Paulo Paim

Renovação

Autorização

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Sessão destaca avanços e desafios após 20 anos da Lei Maria da Penha

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O Senado fez nesta quinta-feira (13) sessão especial para celebrar o Agosto Lilás, campanha de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher. A sessão, requerida pela senadora Leila Barros (PDT-DF), marcou também os 20 anos da Lei Maria da Penha (Lei 11.340, de 2006).

Durante a homenagem, autoridades destacaram os avanços alcançados desde a criação da lei e defenderam o fortalecimento das políticas de prevenção, proteção às vítimas e responsabilização dos agressores.

Leila Barros ressaltou que, apesar dos avanços na legislação e na proteção às mulheres, os índices de feminicídio e outras formas de violência ainda exigem o fortalecimento das ações de prevenção. Ela citou medidas como a criminalização do stalking (Lei 14.132, de 2021) e o monitoramento eletrônico de agressores e defendeu políticas de autonomia econômica, além da atuação conjunta de governos, instituições, sociedade civil e homens no enfrentamento à violência.

— O Agosto Lilás não pode ser apenas uma cor iluminando prédios públicos. Não pode ser apenas uma campanha durante 31 dias. Ele precisa representar um compromisso permanente com a prevenção, o acolhimento, a proteção, a responsabilização dos agressores e, principalmente, com a vida das mulheres — afirmou.

Mobilização permanente

Em participação virtual, a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia lembrou a trajetória que levou à criação da Lei Maria da Penha. Ela destacou que a falta de resposta adequada do Estado brasileiro à violência sofrida por Maria da Penha Maia Fernandes levou à responsabilização do país no plano internacional.

Cármen Lúcia afirmou que a Lei Maria da Penha se tornou símbolo do combate à violência contra a mulher. A ministra alertou, porém, que a persistência de agressões e assassinatos exige mobilização permanente do poder público e da sociedade:

— Não podemos compactuar nem ser omissos na busca de, rapidamente, urgentemente e exemplarmente superarmos esse estado de coisas inconstitucional que vivemos no Brasil contra todas nós, mulheres.

Ao abordar as ações atuais de enfrentamento à violência, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, também apontou a Lei Maria da Penha como um marco na proteção da população feminina e defendeu ações articuladas entre os Poderes, estados, municípios e sociedade. Ela destacou medidas do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, como a agilização das medidas protetivas, a responsabilização dos agressores e a ampliação da rede de atendimento.

Márcia Lopes ressaltou ainda a importância da educação para modificar padrões culturais que naturalizam a violência e defendeu políticas de autonomia econômica e de cuidados. Para a ministra, os homens também precisam ser envolvidos nas ações de conscientização e mudança de comportamento.

— Nós queremos ter o direito à vida, à liberdade, às nossas escolhas. […] Venham juntos, venha a sociedade brasileira, porque nós temos o direito de viver, o direito de sonhar, o direito de ter uma vida plena — disse.

Luiza Helena Trajano, presidente do Grupo Mulheres do Brasil, destacou a Lei Maria da Penha como uma das principais conquistas das mulheres brasileiras e ressaltou que o enfrentamento à violência é responsabilidade de toda a sociedade. Ela defendeu a atuação conjunta do poder público, da sociedade civil e das empresas e afirmou que a legislação sozinha não basta para que a proteção chegue efetivamente às mulheres.

— As leis são essenciais, mas elas precisam caminhar junto com a informação, o acolhimento e a oportunidade. Porque ter a lei e não informar e não cobrar não adianta nada — afirmou.

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A necessidade de transformar os avanços legais em proteção efetiva também foi ressaltada pela diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, que participou do evento de forma virtual. Ela destacou que a Lei Maria da Penha ampliou a visibilidade da violência doméstica e fortaleceu a proteção às mulheres. Segundo Ilana, o desafio agora é fazer com que esses mecanismos cheguem a quem mais precisa e reduzir os ainda elevados índices de feminicídio.

Os dados do Instituto DataSenado ajudam a dimensionar a evolução desse cenário. A coordenadora do Observatório da Mulher contra a Violência, Maria Teresa Firmino Prado Mauro, lembrou que, em 2005, antes mesmo da sanção da Lei Maria da Penha, 95% das brasileiras entrevistadas afirmaram que o país precisava de uma legislação específica de proteção às mulheres. Segundo ela, a pesquisa, realizada a cada dois anos, permite acompanhar as mudanças na realidade da violência contra a mulher desde o período anterior à criação da lei.

Proteção às mulheres

A conselheira do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) Fabiana Costa Oliveira Barreto destacou que, ao longo dos 20 anos da lei, houve avanços no sistema de Justiça, nas forças de segurança e nas políticas públicas. Ela ressaltou a importância da atuação integrada das instituições e defendeu que as políticas considerem as diferentes realidades das mulheres, especialmente negras e indígenas.

— Não se pode olhar para todas as mulheres como se fossem uma só. Temos que saber que nosso país é constituído de várias etnias e que as políticas públicas, as leis e todo o sistema de Justiça têm que estar atentos a isso — afirmou.

Também em participação virtual, o promotor de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) Thiago Pierobom apontou, entre os principais avanços da lei, a incorporação das perspectivas de gênero e de interseccionalidade, as medidas protetivas de urgência e a criação de uma rede de atendimento às mulheres. Segundo ele, a legislação também resistiu a tentativas de alterar seus fundamentos ao longo das últimas duas décadas.

— Muitos projetos de lei foram propostos ao longo desses 20 anos para tentar desnaturar aquilo que é a Lei Maria da Penha. A lei sobreviveu a esses projetos, se fortaleceu e sedimentou esse campo, fortalecendo essa pauta para avançarmos ainda mais — afirmou.

Na área da segurança pública, a tenente-coronel Renata Cardoso, da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), falou sobre a importância da capacitação dos policiais para avaliar riscos, acolher as vítimas e prevenir novas agressões. Ela citou o Policiamento de Prevenção Orientada à Violência Doméstica (Provid), que acompanha 715 mulheres, das quais 320 têm medidas protetivas e estão classificadas em situação de risco extremo. O serviço está presente em todos os batalhões operacionais e também na área rural do Distrito Federal.

— Mais do que falar para as mulheres, a gente precisa trabalhar isso com toda a sociedade, inclusive com os homens da segurança pública, que atendem a maior parte dessas demandas, principalmente nos momentos de emergência — observou.

O que falta avançar

Apesar dos avanços, o promotor Pierobom afirmou que a persistência dos feminicídios e de outras formas de violência coloca em discussão a efetividade das ações adotadas pelo Estado. Entre os desafios, apontou a necessidade de ampliar as políticas de prevenção e considerar fatores como raça, idade, território e condições socioeconômicas na formulação das ações de enfrentamento à violência.

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O promotor também defendeu o aperfeiçoamento da atuação do sistema de Justiça, com maior transparência sobre medidas protetivas, denúncias e condenações; o fortalecimento dos mecanismos de avaliação de risco; e a ampliação e interiorização da rede de atendimento às mulheres. Ele chamou a atenção para novas manifestações de violência, especialmente no ambiente digital, como discursos de ódio e ataques misóginos.

— O desafio mais grave é a persistência da violência contra as mulheres nas suas diversas formas: a violência doméstica e familiar, a violência sexual e os feminicídios. […] Esses números nos colocam diante de uma reflexão sobre a efetividade das ações do Estado para concretizar as diretrizes da Lei Maria da Penha — alertou.

Para Cynthia Rocha Mendonça, do Tribunal de Justiça do Amazonas, o desafio é fazer com que a proteção prevista na legislação alcance efetivamente todas as mulheres, especialmente as que vivem em comunidades do interior da Amazônia. 

Cynthia apontou barreiras geográficas, sociais e institucionais de acesso à Justiça e defendeu soluções adaptadas às particularidades da região, citando iniciativas como o aplicativo Ronda Maria da Penha e a proposta da Casa Flutuante da Mulher Brasileira. Para ela, a efetividade das políticas de enfrentamento à violência depende não apenas de leis, mas também de estrutura, profissionais, orçamento e investimento permanente do Estado.

Mulheres negras

Iyà Sandrali Campos, integrante do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, falou em nome da Coalizão Negra por Direitos e defendeu a criminalização da misoginia, mas alertou para que mudanças no chamado projeto de lei da Misoginia (PL 896/2023) não enfraqueçam a legislação de combate ao racismo. Segundo ela, as duas formas de discriminação devem ser enfrentadas conjuntamente, com atenção especial à proteção das mulheres negras.

— A Coalizão Negra por Direitos afirma que criminalizar a misoginia é necessário e que preservar integralmente a legislação antirracista é inegociável. As duas responsabilidades não são incompatíveis — afirmou.

Na mesma linha, a diretora-geral da Escola Superior do Ministério Público da União (MPU), Raquel Branquinho, classificou a Lei 7.716, de 1989 (que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor) como um patrimônio da sociedade brasileira e ressaltou sua importância como instrumento de prevenção e punição do racismo.

— A Lei 7.716 foi uma determinação do constituinte brasileiro, é um patrimônio da nossa sociedade e não permite nenhum retrocesso, apenas avanço — afirmou.

Participação política

Raquel Branquinho, diretora-geral da Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU), destacou avanços no combate à violência de gênero, mas defendeu maior participação das mulheres na política e atenção à relação entre violência de gênero e racial.

Ela também citou pesquisas da ESMPU sobre feminicídio, violência doméstica e candidaturas femininas, incluindo a análise de mais de 40 mil processos com ferramentas de inteligência artificial.

— Nós avançamos muito, mas ainda temos muito a fazer. Precisamos de mais mulheres na política. A violência de gênero e a violência racial se entrelaçam — afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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