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Sessão especial homenageia Ordem Demolay no Brasil

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, na noite desta quarta-feira (18), sessão especial em homenagem ao Dia Nacional de Ordem Demolay. A iniciativa foi do deputado Wilson Santos (PSD), que manifestou o reconhecimento público a 87 personalidades maçônicas e demolays pelos 107 anos de fundação da Ordem DeMolay, bem como aos 46 anos de instalação da Ordem Demolay no Brasil.

“Diante da relevância social e educacional da Ordem DeMolay, bem como de sua contribuição para a formação de cidadãos conscientes e participativos, é justo que esta Casa de Leis registre sua homenagem e reconhecimento por meio da presente moção de aplausos. Esses jovens são o futuro e a esperança de Mato Grosso para os próximos anos”, explicou Santos.

Para o Grande Mestre Estadual e Liderança Adulta Demolay, Matheus Oliva Schommer, a homenagem da Assembleia demonstra o reconhecimento pelo trabalho desenvolvido pela Ordem Demolay em Mato Grosso.

“É de grande importância este conceito público em homenagem a esta organização que transforma vidas há mais de um século. A Ordem DeMolay é dedicada a adolescentes e jovens, com idade entre 12 e 21 anos, e se baseia nos princípios do amor filial, reverência pelas coisas sagradas, cortesia, companheirismo, fidelidade, pureza e patriotismo, visando ao desenvolvimento do caráter e à formação de cidadãos de bem”, disse Schommer.

Ele falou que, em Cuiabá, a Ordem Demolay conta com 10 capítulos DeMolay, totalizando aproximadamente 400 membros. No estado de Mato Grosso, há cerca de 2 mil membros ativos, com um total de 8 mil membros que já passaram pela Ordem.

“Nosso trabalho é conduzido por um braço da liderança adulta, que orienta e aconselha os jovens, que são os verdadeiros protagonistas. O apoio da Maçonaria, através de nossos conselhos consultivos, permite que eles desenvolvam as atividades da Ordem DeMolay, seja em nossas reuniões ou, principalmente, através de ações filantrópicas e sociais”, lembrou Schommer.

De acordo com o Mestre Conselheiro Estadual e Demolay Ativo, Renan Hitoshi, um dos homenageados durante a sessão especial, a Ordem DeMolay abrange atividade como filantropia e o desenvolvimento de habilidades, destacam-se aprimoramento da oratória e o desenvolvimento da liderança juvenil.

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“Embora o trabalho seja realizado em diversas localidades, incluindo o interior e a capital, os objetivos permanecem consistentes. A Ordem DeMolay busca, primordialmente, o desenvolvimento integral do jovem, visando transformá-lo em um cidadão útil à sociedade. Nesse contexto, são cultivadas características como a capacidade de solucionar problemas e aprimorar a oratória”, apontou Hitoshi.

Outro ponto destacado pelo Mestre Conselheiro Estadual é que a Ordem promove a prática de virtudes fundamentais, representadas pelas sete velas: amor filial, reverência pelas coisas sagradas, cortesia, companheirismo, fidelidade, pureza e patriotismo.

“Essas virtudes, consideradas perenes, têm permanecido como pilares da Ordem há mais de um século, demonstrando sua relevância na formação de indivíduos de caráter, independentemente do contexto temporal. Portanto, o trabalho desenvolvido tanto na capital quanto no interior se mantém alinhado, tendo como propósito central o desenvolvimento do jovem”, revelou ele.

Demolay – A Ordem DeMolay, fundada em 1919, na cidade de Kansas, nos Estados Unidos, pelo maçom Frank Sherman Land, é uma organização internacional destinada à formação de jovens do sexo masculino, com idades entre 12 e 21 anos, pautada na promoção de princípios como liderança, cidadania, responsabilidade, fraternidade e respeito.

Inspirada na figura histórica de Jacques de Molay, último Grão-Mestre da Ordem dos Cavaleiros Templários, a instituição tem como objetivo principal contribuir para a formação de jovens líderes comprometidos com a ética, o serviço à comunidade e o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e solidária.

No Brasil, a Ordem DeMolay foi oficialmente instalada em 1980 e, desde então, tem desempenhado papel relevante na formação de milhares de jovens, incentivando a participação social, o voluntariado e o exercício da liderança responsável. Ao longo dessas mais de quatro décadas de atuação em território nacional, a instituição consolidou-se como uma das mais importantes organizações juvenis de formação moral e cívica.

A celebração dos 107 anos da Ordem DeMolay no mundo e dos 46 anos de sua presença no Brasil representa não apenas a continuidade de uma tradição histórica, mas também o reconhecimento do impacto positivo que a instituição exerce na formação de jovens comprometidos com valores fundamentais para a sociedade.

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Veja os homenageados:

Matheus Schommer

Guilherme Rodrigues

Daniel Zaiden

Raul Brandão Filho

Osmar Pereira

Ayrton Rego

João Antonio de Figueiredo

Renan Hitoshi

Clodoaldo Santos

Emilio Araujo

Emiliano Mendonça

Ikaro Fachin

Luiz Carlos Donzelli

Juvenal Alves Ferreira Neto

Alison Okuhira Tartari

Gabriel Collareda Kalaf de Lima

Ricardo SalomãoTeixeira Moreira

Maurício Yan Silva de Abreu

Arthur Santos de Almeida Pimentel

Luis Eduardo Marques de Barros

Alex Sandro Nogueira

Daniel Machado Vilela Eugenio Kiyodi Takasumi

Wilson Alves de Lima Filho

João Carlos Americano

Gabriel Kneip

Aristotelino Alves Praeiro Filho

Eduardo Foizer Pedro Boggi

Ademir José Galera Rickardu Kassiel Silva Conceição

Arthur Palmeira Campos

Guilherme Arruda do Amaral

Igor Nogueira Elias Goulart Puppim

Roberto Antônio Nogueira de Souza

Gabriel Mariano Zanette Perin

Wilson Lisandro Veiga

Luiz Carlos Martins Lorenzetti

Jose Gabriel Anacleto Lima Lucas Rodrigues Lansana de Souza

Marcelo Correia

Ângelo Aurélio Tondo Justino

Caio Gonçalves Helriger

Hélio Dutra

Geraldo Delai

Juliano Ferretti

Danilo Furquim Lorentino

Vitor Machado Santos

Marcos Vinicius Cruvinel

Ronaldo Ribeiro de Mello

Welton Junho da Silva

Luiz Fernando da Cunha Vilela

Wesley Marques Junior

Lúcio Carlos Cunha Vilela

João Pedro Oliveira Rodrigues Vargas

João Vitor Radlinsk

Eduardo Tribess Cardoso

Fabio Mendonça de Souza

Vinicius Evangelista de Lima

Elton Fabio Suares

Felipe Petry Godoy

Carlos Manoel de Barros Tavares

Karina Alessandra Martins Pereira

Arthur Konrad Barbosa

Marco Quirino da Silva

Jonh Weshley Rocha

Vinicius Sansão Oliveira

João Victor Rodrigues El Hage

Ronilson Vieira da Silva

Reginaldo kobata

André Felipe

Júlio César

Matheus Kliemaschewsk Araújo

Rafael Silva Castilho

Luzimario Bezerra Cavalcante

Valmir Hoffmann Pereira

Danilo Cavalcante de Oliveira

Edinho Soares de Lisboa

Henrique Schell Neto

Felipe Pazinato

Luiz Carlos Donzelli

Edney Luiz Heberle

Lucas Gabriel Amorim Steffen

Bruno Henrique Moraes Hohn

João Pedro Petry Bantle

Erick Engelbrecht

Leonardo Bacellar Nogueira

Caio Gabriel dos Santos Oliveira

Caio Gabriel Fiorini Schafer

Carlos Miguel Oliveira Piva

Fonte: ALMT – MT

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Comissão Especial da ALMT reúne lideranças religiosas e autoridades para ampliar proteção às mulheres

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A proteção às mulheres vítimas de violência depende da atuação integrada de diferentes setores da sociedade. Com esse propósito, a Comissão Especial de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta segunda-feira (8), sua 4ª reunião de trabalho, reunindo representantes das igrejas, do governo, das forças de segurança e do Poder Legislativo para debater o papel das lideranças religiosas no acolhimento, na orientação e no encaminhamento de mulheres em situação de violência.

A reunião foi presidida pelo deputado estadual Gilberto Cattani (PL) e contou com a relatoria do deputado estadual Carlos Avallone (PSDB). Participaram do debate o padre Pedro Faustino, o pastor Gutto Martins Neves, a delegada Mariell Antonini, chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência Doméstica do Estado de Mato Grosso, a tenente-coronel Ludmila Eickhoff, coordenadora de Polícia Comunitária e Direitos Humanos da Polícia Militar de Mato Grosso, e a vereadora Maria Avallone (PSDB), procuradora especial da mulher da Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal de Cuiabá (PEM).

Na abertura dos trabalhos, Carlos Avallone apresentou as ações desenvolvidas pela Procuradoria Especial da Mulher da ALMT, destacando a ampliação da rede de proteção às mulheres em Mato Grosso. Segundo ele, já foram implantadas 46 Procuradorias da Mulher nos municípios e outras oito estão em processo de implantação. O parlamentar também apresentou os resultados da Rota do Respeito 2026, projeto voltado à educação, conscientização e prevenção das violências contra mulheres e meninas, que já alcançou mais de duas mil mulheres em oito municípios do estado.

“Estamos chegando à fase final da comissão. O relatório será construído com a contribuição de todas as pessoas que ouvimos ao longo dessas reuniões para que possamos consolidar propostas que auxiliem no enfrentamento à violência contra as mulheres”, afirmou Avallone.

A coordenadora de Polícia Comunitária e Direitos Humanos da Polícia Militar, tenente-coronel Ludmila Eickhoff destacou que o enfrentamento à violência doméstica exige informação, prevenção e mudança cultural.

Ela explicou que a corporação está ampliando as capacitações dos policiais e desenvolvendo uma nova estratégia de acompanhamento dos agressores. A iniciativa inclui visitas realizadas por equipes especializadas da PM para orientar homens que receberam medidas protetivas.

“Muitas vezes o agressor recebe a medida protetiva por aplicativo e sequer compreende o que ela significa. Estamos realizando visitas para explicar as consequências do descumprimento da medida e também mostrar quais são os caminhos legais que ele pode seguir, sem procurar a vítima”, explicou.

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Ludmila ressaltou ainda que o combate à violência não pode ser direcionado apenas às mulheres. “Precisamos parar de falar somente com as mulheres. Temos que falar com os homens também. Muitos não se identificam como agressores porque entendem que são trabalhadores, pais de família e provedores. Precisamos mostrar que ser trabalhador não autoriza ninguém a ser violento”, afirmou.

A comandante destacou que a PM realizou centenas de palestras educativas nos últimos anos, alcançando milhares de pessoas, inclusive em igrejas e comunidades religiosas.

Durante o debate, Cattani reforçou a importância de envolver os homens nas estratégias de prevenção. “O homem não é um agressor em potencial. O homem é um protetor em potencial. Precisamos chamar os homens para essa discussão. Se transformarmos homens e mulheres em adversários, não vamos resolver o problema”, afirmou.

O parlamentar também defendeu que a violência seja tratada como um problema social amplo. “Temos que combater a violência em todas as suas formas. O foco precisa estar na violência e não em criar divisões entre homens e mulheres”, disse.

Representando a Igreja Católica, o padre Pedro Faustino abordou o tema sob uma perspectiva teológica e histórica, defendendo que o respeito à mulher está diretamente ligado ao reconhecimento da dignidade humana.

Segundo ele, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada em nenhuma circunstância.

“O fundamento do respeito ao outro não é apenas a lei humana. É reconhecer que cada pessoa carrega a imagem de Deus. Quem agride uma mulher agride essa dignidade”, afirmou.

Questionado sobre como a Igreja orienta mulheres vítimas de violência, o sacerdote foi enfático. “Procure a polícia. Denuncie. Não normalize a violência. Não normalize o pecado e nem a ofensa contra você mesma. A Igreja orienta que a mulher saia dessa situação e busque proteção”, declarou.

Padre Pedro explicou ainda que a Igreja possui pastorais, grupos de acolhimento e redes de apoio que auxiliam mulheres em situação de vulnerabilidade, trabalhando pela recuperação da dignidade e da autoestima das vítimas.

O pastor Gutto Martins Neves afirmou que as igrejas evangélicas evoluíram na forma de lidar com casos de violência doméstica e que atualmente o posicionamento é de respeito às leis e proteção às vítimas.

“Hoje a orientação é totalmente diferente do passado. A violência deve ser tratada dentro da legislação. A lei existe para ser aplicada e precisa ser respeitada”, afirmou.

O pastor destacou que a violência contra a mulher está relacionada a uma crise de valores e princípios dentro da sociedade. “Vivemos uma sociedade que deixou de funcionar em muitos aspectos. Precisamos recuperar valores como respeito, honra e responsabilidade. Esses princípios são fundamentais para a construção de relações saudáveis”, disse.

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Segundo ele, as igrejas têm orientado mulheres vítimas de violência a buscarem proteção legal e apoio institucional sempre que necessário.

A delegada Mariell Antonini, chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência Doméstica do Estado de Mato Grosso, criado pelo governo estadual, destacou que o enfrentamento à violência contra a mulher depende da integração entre diferentes órgãos e instituições.

“Essa união entre governo do estado, Assembleia Legislativa, forças de segurança, sociedade civil e demais poderes é o que vai fazer a diferença. Nenhuma instituição consegue resolver esse problema sozinha”, afirmou.

Gilberto Cattani avaliou que a participação das lideranças religiosas trouxe uma contribuição importante para os trabalhos da comissão. “Recebemos muitas mensagens da sociedade pedindo que ouvíssemos as igrejas. Ficamos muito satisfeitos porque tanto a comunidade evangélica quanto a Igreja Católica demonstraram que estão atentas ao problema e atuando na defesa das mulheres”, afirmou.

Segundo o presidente da comissão, os debates realizados ao longo das quatro reuniões serão incorporados ao relatório final.

“Essa contribuição será fundamental. Entendemos que o relatório deve registrar que as religiões estão fazendo seu trabalho em defesa das mulheres, para que possamos criar políticas públicas que fortaleçam ainda mais essas iniciativas”, destacou.

Em entrevista após a reunião, Avallone elogiou as contribuições apresentadas pelas lideranças religiosas.

“Fiquei muito tocado pelas falas do padre Pedro e do pastor Gutto. Eles mostraram que a violência não é apenas uma questão legal, mas também humana e espiritual. Quando você agride uma mulher, uma criança, um idoso ou qualquer ser humano, está agredindo a própria dignidade da pessoa. Isso nos faz refletir de forma muito profunda sobre o tema”, concluiu Avallone.

A próxima reunião marcará o encerramento dos trabalhos da Comissão Especial de Defesa dos Direitos da Mulher. O relatório final, elaborado pelo relator Carlos Avallone, será submetido à votação do colegiado e, posteriormente, encaminhado à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa e ao Plenário da Casa para conhecimento dos parlamentares e formulação de futuras políticas públicas voltadas à proteção das mulheres mato-grossenses.

Fonte: ALMT – MT

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