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Presidente da Assembleia participa de encontro que discute gestão pública em MT

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (PSB), participou da abertura do Encontro Mato-grossenses de Municípios, realizado no Cenarium Rural, em Cuiabá, na manhã desta terça-feira (18). O evento, que reúne líderes municipais de todo o estado, tem como objetivo discutir os desafios da gestão pública e promover soluções colaborativas para o desenvolvimento local.

Na manhã de hoje (18), a participação mais esperada foi do ex-presidente Michel Temer (MDB). Ele abordou temas jurídicos relevantes para as administrações municipais. O encontro, que acontece hoje e amanhã (19), é promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) e pela Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM).

Durante a abertura do evento, realizado no Cenárium Rural, Max Russi destacou a importância da união entre as esferas municipais, estadual e federal para enfrentar os desafios que os municípios mato-grossenses têm enfrentado. Ele enfatizou a relevância do evento como uma oportunidade para os gestores compartilharem experiências.

“Os deputados percorrem todos os 142 municípios, é lá que se encontram os problemas. Temos que procurar as soluções. Por isso, os deputados estão sempre debatendo as políticas públicas à sociedade. Nesse contexto, é trabalhada as emendas parlamentares à votação do orçamento e as ações que fazemos junto ao poder executivo e, com isso, levar benefícios aos municípios, resultando em política pública que traz melhorias à população”, afirmou Max Russi.

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Max disse que o evento é fundamental para auxiliar os prefeitos novatos e os reeleitos para adquirem informações para resolver os problemas localizados em cada um dos 142 municípios mato-grossenses. “É importante o debate para a qualificação dos gestores municipais. Eles precisam desse nível de capacitação para executar uma gestão de qualidade”, disse Russi.

O presidente da ALMT destacou ainda a importância do Tribunal de Contas (TCE) e da Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM) em realizarem os debates e, com isso, possam melhorar as condições socioeconômicas da população. “Precisamos tratar de forma desigual os desiguais, para que eles possam conseguir desenvolver com mais apoio, mais recursos, e dessa forma levar qualidade de vida para seus municípios”, explicou Russi.

O deputado Ondanir Bortoline – Nininho (PSD) afirmou que encontro realizado pelo TCE e a AMM serviu para trazer inovações e, com isso, contribuir para a formatação de uma agenda de estado voltada ao fortalecimento dos municípios mato-grossenses.

“Uma das coisas boas debatidas no dia de hoje está relacionada às compras em conjunto e a modalidade de compras que trazem mais segurança aos gestores. Isso, com certeza, vai trazer economia aos cofres dos municípios. Quando a compra é feita em grade escala os preços são melhores”, destacou Nininho.

Outro ponto importante que foi debatido durante o encontro, de acordo com o deputado Nininho, foi à aplicação correta das emendas parlamentares que são destinadas pelos deputados e senadores para os municípios.

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“As emendas que não têm destinação clara, onde se aplicada, foram contestadas pelo Superior Tribunal Federal. Conhecer os mecanismos da aplicação correta é importante para que os gestores saibam onde buscar os recursos e que venham de forma legal, para que após sua gestão não tenha problemas com a justiça”, afirmou o parlamentar.

TAC – Durante o encontro, o Tribunal de Contas e a Associação Mato-Grossense do Municípios assinaram um termo de ajustamento de conduta (TAC) que visa buscar à implementação e melhorias de políticas públicas aos municípios de Mato Grosso. De acordo com o conselheiro e presidente do TCE/MT, Sérgio Ricardo, o encontro é um momento histórico para a gestão pública em Mato Grosso.

“Hoje, aqui no encontro, estão aqueles que constroem Mato Grosso. É lá na ponta que estão os cidadãos. A vida acontece nas cidades. Por isso, os mais de trinta debates que vão acontecer nesses dois dias é a grande oportunidade para construir o futuro melhor de Mato Grosso. Mas isso depende de como os 75 prefeitos reeleitos e os 49 estreantes vão administrar seus municípios”, disse Sérgio Ricardo.

Além de Russi e Nininho, estiveram presentes ao Encontro Mato-grossenses de Municípios o deputado Dr. João (MDB) e a deputada Janaina Riva (MDB).

Fonte: ALMT – MT

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Assembleia Legislativa fortalece ações de conscientização sobre adoção em Mato Grosso

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Em Mato Grosso, o Dia Estadual de Mobilização pela Adoção é celebrado em 22 de maio e integra um conjunto de ações voltadas à conscientização da sociedade sobre o direito de crianças e adolescentes à convivência familiar. A pauta também ganha destaque nacionalmente no dia 25 de maio, quando é comemorado o Dia Nacional da Adoção.

Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o tema vem sendo fortalecido por meio de leis que incentivam campanhas educativas, ampliam o debate sobre adoção legal e estimulam políticas públicas voltadas à proteção da infância e juventude.

Entre as legislações aprovadas estão a Lei nº 8.596/2006, que instituiu o Dia Estadual de Mobilização pela Adoção; a Lei nº 9.157/2009, que criou a Semana Estadual da Adoção; a Lei nº 11.951/2022, que determina a afixação de placas informativas em unidades de saúde sobre a entrega legal de filhos para adoção; e a Lei nº 12.758/2024, que ampliou as finalidades da Semana Estadual da Adoção, com foco em campanhas de conscientização, adoção tardia, inter-racial, de grupos de irmãos e de crianças com deficiência.

Autor da legislação mais recente sobre o tema, o deputado estadual Fabio Tardin (Podemos) destaca que a conscientização é fundamental para aproximar a sociedade da realidade vivida por milhares de crianças e adolescentes acolhidos.

“Muitas crianças e adolescentes ainda não têm acesso pleno à convivência familiar, à educação, à saúde, ao lazer e a outros direitos fundamentais. Por isso, uma semana dedicada à conscientização sobre a adoção é tão importante. É uma oportunidade para ampliar o conhecimento da população, incentivar o debate e fortalecer o envolvimento da sociedade em torno do tema, estimulando o encontro entre famílias interessadas em adotar e crianças e adolescentes que aguardam por um lar”, afirmou.

O parlamentar também defende que o enfrentamento aos preconceitos relacionados à adoção precisa ser permanente, especialmente em relação aos adolescentes e crianças mais velhas.

“O Parlamento tem um papel fundamental nesse processo, seja por meio de leis, debates ou ações de conscientização. Precisamos incentivar cada vez mais a adoção de crianças mais velhas e adolescentes, mostrando que o mais importante é garantir a eles um lar com amor, cuidado e oportunidades, como toda criança e adolescente merecem”, declarou Tardin, nesta terça-feira (19), ao acrescentar que adotar é um ato de amor, responsabilidade e compromisso com a vida. “É uma decisão que transforma não apenas a vida da criança ou do adolescente, mas também a da família que a acolhe”.

Busca Ativa – A secretária-geral da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (CEJA), Elaine Zorgetti Pereira, explica que a Corregedoria-Geral da Justiça implantou o projeto “Busca Ativa: Uma Família para Amar”, voltado à divulgação de crianças e adolescentes aptos à adoção que ainda não encontraram pretendentes compatíveis no Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA).

Segundo ela, a iniciativa busca reduzir o tempo de permanência em instituições de acolhimento e ampliar as possibilidades de inserção familiar, principalmente para perfis menos procurados.

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“O objetivo é divulgar as crianças e adolescentes destituídos do poder familiar e de difícil colocação em família substituta”, explicou.

Dados do SNA apontam que atualmente Mato Grosso possui 65 crianças disponíveis para adoção e 627 pretendentes habilitados. O estado contabiliza ainda 608 crianças e adolescentes acolhidos, sendo a maioria em serviços de acolhimento institucional.

De acordo com Elaine, o perfil mais buscado pelos pretendentes ainda concentra crianças pequenas. “O que mais procuram são crianças de 0 a 5 anos, sexo e cor indiferentes. A maior dificuldade de inserção em família substituta ocorre com adolescentes e crianças com deficiência física ou mental”, informou.

Elaine explica que o processo de habilitação à adoção inclui cadastro no portal do Tribunal de Justiça, participação em curso preparatório, análise documental, estudo psicossocial e parecer do Ministério Público até a inclusão no Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento.

Outro modelo incentivado pela Justiça é o acolhimento em Família Acolhedora, medida protetiva temporária prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em que crianças e adolescentes afastados judicialmente da família de origem passam a viver provisoriamente com famílias preparadas e acompanhadas por equipes técnicas.

Preparação – Há mais de 10 anos atuando na Associação Mato-grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção (Ampara), a assistente social Denise Araújo Campos afirma que a preparação das famílias envolve aspectos emocionais, sociais e psicológicos que precisam ser debatidos antes da adoção.

A Ampara é parceira do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) na realização do curso obrigatório “Pré-Natal da Adoção”, exigido para habilitação de pretendentes.

“A associação é um grupo de apoio à adoção que reúne famílias adotivas, pessoas interessadas em adotar e profissionais envolvidos na temática para trocar conhecimentos e fortalecer as famílias formadas por adoção”, explicou.

Segundo Denise, entre os temas trabalhados estão história de vida da criança, construção de vínculos afetivos, preconceitos ainda existentes e os impactos emocionais do acolhimento institucional.

“A família precisa estar consciente de que esses filhos já vêm com experiências anteriores e demandam acolhimento, compreensão e responsabilidade. Também é importante entender que muitas dessas crianças passaram por situações de vulnerabilidade antes de serem disponibilizadas para adoção. O mais importante é que as famílias estejam abertas a construir vínculos com afeto, diálogo e compromisso, garantindo o direito dessas crianças e adolescentes à convivência familiar”.

Ela ressalta ainda que muitos preconceitos precisam ser superados, especialmente em relação à adoção tardia e às famílias inter-raciais. Desde a pandemia, o curso passou a ser oferecido também de forma on-line, ampliando o acesso de pretendentes de municípios do interior do estado.

“Precisamos falar mais sobre adoção tardia, adoção de adolescentes, grupos de irmãos e crianças com deficiência, porque esses ainda são os perfis mais desafiadores. Culturalmente, as pessoas imaginam a adoção de um bebê, um filho desde o início da vida. Mas, na maioria das vezes, as crianças disponíveis para adoção já têm uma história, vivências, traumas e experiências anteriores. Muitas delas passaram primeiro pela convivência com a família biológica e, diante de situações de vulnerabilidade, violência ou falta de estrutura familiar, acabaram acolhidas institucionalmente até serem disponibilizadas para adoção. Datas como o Dia Nacional da Adoção ajudam justamente a ampliar esse debate, promover informação e estimular uma mudança cultural sobre o tema”, informou Denise.

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Adoção tardia – A servidora pública Fernanda vivenciou a experiência da adoção tardia ao lado do marido. O filho tinha oito anos no início do processo de aproximação e nove quando a adoção foi concluída.

Ela conta que o desejo de adotar nasceu ainda na infância, durante visitas a um abrigo realizadas com os pais em ações voluntárias. “Eu e meu esposo nunca achamos que a parentalidade dependeria de um bebê. Nós sabíamos que amaríamos nosso filho com qualquer idade, raça ou gênero, por isso fomos bem amplos ao preencher o formulário de intenção”, relatou.

Fernanda explica que, apesar da adaptação ter ocorrido de forma tranquila, a adoção tardia exige acolhimento emocional e construção diária de vínculos. “Nosso filho já veio com uma história e chegou com vários medos. Uma criança que sofreu interrupções nos laços familiares precisa reconstruir esse sentimento de segurança. Nós acolhemos e damos a base para ele se desenvolver com mais confiança. É um trabalho diário”, afirmou.

Ela também relembra que enfrentou preconceito vindo de uma pessoa da própria família. Ainda assim, destaca que o acolhimento recebido pela maioria dos familiares fez toda a diferença no processo de adaptação do filho.

“Sentimos que as pessoas que nos amam fizeram de tudo para que nosso filho se sentisse seguro desde a chegada dele. Hoje, ele é cercado de carinho, tem muitas pessoas que o amam e avós completamente apaixonados. Claro que me preocupo com o futuro e com a felicidade dele, mas acredito que isso não seja um privilégio da adoção e sim um sentimento natural de qualquer mãe”, afirmou.

Para quem sonha em adotar, Fernanda avalia que sua experiência pode servir de incentivo e reflexão sobre as diferentes formas de constituir uma família.

“Creio que as famílias se formam de maneiras muito diferentes. Basta olharmos ao nosso redor: há crianças que crescem com os pais biológicos, outras apenas com a mãe, com o pai, com os avós, com vizinhos ou com famílias adotivas. O mais importante é que seja uma decisão consciente e bem pensada. Há pessoas que sonham com a gestação, e isso também está tudo bem”, concluiu.

Fonte: ALMT – MT

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