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Palestras para mulheres empreendedoras lotam auditório na ALMT

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O auditório Milton Figueiredo, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), ficou lotado com a presença de 190 mulheres de Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães, na manhã desta sexta-feira (15), para o ciclo de palestras “Sensos em Foco”, com o tema “Mulher Empreendedora”. 

O evento é promovido pela Secretaria de Planejamento Estratégico e pelo Instituto Memória do Poder Legislativo (IMPL), da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). As temáticas abordaram assuntos voltados ao empreendedorismo feminino e saúde mental, às oportunidades e como ser intencional em ambientes estratégicos.  

A psicóloga Verônica Meirelles Neves abriu o ciclo de palestras com o tema  sobre empreendedorismo feminino e saúde mental. Segundo ela, a mulher é mais suscetível a ter algum sofrimento psíquico, pois recebe o dobro da carga emocional e física em comparação aos homens. Ela deu dicas de como tratar, cuidar, do estilo de vida para ter saúde mental, no trabalho, na família e nas relações sociais.

“Com o domínio da mente, a mulher consegue fluir por todos os papéis sociais. Essas ajudas possibilitam que a mulher tenha mais sucesso a começar por ela mesma. Precisamos falar, saber, se conhecer e se amar”, explicou a psicóloga ao citar a frase: “Feito é melhor que perfeito”, do general americano George Patton, na 2ª Guerra Mundial, ao dizer que é possível fazer o melhor de si, sem cobranças de sermos perfeitos.

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Celuta Rezende é artesã há mais de vinte anos. Ela contou que essas palestras, além de trazerem conhecimento financeiro, mostram a importância do cuidado com a saúde mental. “As dicas e orientações despertaram em mim em saber como sou capaz de muitas coisas. Deixar a depressão e as angústias de lado e produzir, são alguns dos exemplos que vou seguir a partir de hoje”. 

Foto: Marcos Lopes

Adma Lopes é formada em recursos humanos, pós-graduada em gestão de pessoas. Ela palestrou sobre como ser intencional em ambientes estratégicos. “A contribuição que eu trouxe para essas mulheres é o quanto elas podem ser intencionais naquilo que fazem. Terem metas, clareza de onde querem chegar e serem mais assertivas na intenção faz a diferença agora e no futuro”, explicou.

A gerente de estratégias do Banco Sicoob, Yara Yoko, abordou as questões das oportunidades financeiras das mulheres. “Esse tema é muito importante, todas nós mulheres temos que estar preparadas para as oportunidades que aparecerem. Eu ajudo essas empreendedoras e mostro o caminho de como elas podem aumentar as oportunidades e serem gestoras com uma vida saudável financeiramente”.

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Coordenador do Programa 10S da ALMT, Luiz Carlos Culca Nogueira, explicou que esse ciclo de palestra foi criado como uma ferramenta para trabalhar os dez sensos dentro da Assembleia. “Nós já fizemos três ciclos de palestra, trabalhando esses sensos, e hoje trouxemos temas voltado às mulheres empreendedoras e oferecendo oportunidades e aprendizado na área de inteligência emocional, comportamental e nas questões financeiras. 

A superintendente do Instituto Memória, Mara Visnadi, disse que o convite para esse segundo ciclo de palestras se estendeu para todas as mulheres da Casa de Leis, além das artesãs participantes das feiras na ALMT e público em geral. 

“Temos aqui o envolvimento do Planejamento Estratégico, Banco Sicoob, Instituto Memória, que, juntos, por meio desses eventos, proporcionam a valorização dessas mulheres empreendedoras e indicam como elas podem melhorar seu negócio. São palestras que vão desde o fortalecimento da saúde mental, passando por dicas de como gerir as questões financeiras, já que, em sua maioria, são as mulheres as provedoras da casa, além da motivação pessoal”, concluiu Mara.

Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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