PRONTO SOCORRO

Marcrean reafirma que não invadiu hospital e questiona se o líder do prefeito não tem direito de fiscalizar

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“Se ir lá fiscalizar for crime, não sei mais o que vai acontecer. O que me assusta é que vereadores da oposição, principalmente no período da pandemia, entraram em todas as unidades de saúde, filmando, denunciando, criticando. E não teve nenhum pedido de abertura de processo nesta Casa. Então, quer dizer que a oposição pode fiscalizar, mas o líder do prefeito não pode. Alguém acha que por eu ser o líder do prefeito vou ser omisso, não vou falar a verdade?”. A declaração é do vereador Marcrean Santos (MDB) que se manifestou sobre as acusações de ter invadido a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Dr. Henrique de Aquino (antigo Pronto Socorro de Cuiabá).

O vereador relatou que foi até o hospital, no dia 9 deste mês, a partir do pedido da família. A paciente estava internada há cerca de 30 dias. Deu entrada com infecção pulmonar e acabou contraindo uma bactéria no hospital, o que agravou ainda mais o quadro clínico.

“Fui ao hospital após os familiares da vítima me procurar. Fomos criados juntos, na mesma rua do Pedregal. Temos um vínculo de afeto. Maioria da família é carente, mora em Mimoso, e não estava conseguindo ter acesso às informações do quadro clínico. Os familiares já haviam, inclusive, feito denúncias na direção dos hospital e não tiveram respostas. Por isso me procuraram”.

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O vereador ressalta que a família queria informações concretas, inclusive sobre uma cirurgia que falaram para a família que a paciente tinha que passar.

“Cheguei na UTI e perguntei quem era o médico responsável. Me informaram que era o dr. Marcus Vinícius e que ele estava no repouso. Fui ao repouso, a porta estava trancada. Eu bati e ele abriu assustado e perguntou o que estava acontecendo. Perguntei se ele era o dr. Marcus Vinícius e ele disse sim. Deu respondi que tinha ido para buscar informações sobre o quadro clínico da Vilma, que estava se agravando, e estava internada há 30 dias. Queria saber se poderíamos ajudar de alguma forma, se era necessária uma transferência”.

O vereador enfatiza que após falar que queria informações sobre a paciente, o Dr. Marcus Vinícius perguntou quem era ele, momento que se identificou como vereador Marcrean. E voltou a questionar quem era ele outras vezes.

O responsável pela UTI afirmou ao vereador que só daria informações no horário de visita. O médico, então, retornou à UTI e o vereador entrou com ele.

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“Ele sentou, vestiu o jaleco, e disse para os outros dois médicos que estavam lá que eu tinha dado carteirada nele. Dentro da UTI, ele afirmou que ia registrar um boletim de ocorrência contra mim, pegou um papel, uma caneta, e disse que queria meu nome completo. Ele já tinha perguntado três ou quatro vezes meu nome e eu respondido. Ele estava com ironia. Foi quando eu disse que podia colocar o nome que ele quisesse, João Maria, Chico das Couves”.

Outro médico pediu para que eles conversassem no corredor e, prontamente, o vereador saiu. O médico também saiu e chamou dois policiais militares.

“Repito, fui lá buscar informações. Na segunda-feira voltei ao hospital e fui informado que naquele dia a Vilma já passaria pelo risco cirúrgico. Na terça ela foi operada e morreu quatro horas depois. Não estou falando que ninguém cometeu erro. Vamos ser claros e parar de demagogia. Eu estava com oito pessoas lá. Se tiver câmera, como disseram, eu quero que puxe a verdade. Meus advogados já requisitaram tudo, cópia de prontuário, documentos e, inclusive, imagens”, finaliza o vereador.

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Política MT

CPI da Saúde convoca ex-secretário para prestar depoimento no dia 26

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) definiu, nesta quarta-feira (12), o calendário das próximas oitivas e marcou para o dia 26 de agosto o depoimento do ex-secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), Gilberto Figueiredo. A reunião ocorreu na sala das comissões Deputada Sarita Baracat e contou com a participação de cinco membros da comissão, sendo três presencialmente e dois de forma online.

Além de Figueiredo, também deverá ser ouvida na mesma data a ex-secretária adjunta Caroline Campos Dobes Conturbia Neves. As convocações dos dois já haviam sido aprovadas anteriormente pela CPI e, nesta quarta-feira, os membros confirmaram a data para os depoimentos.

A convocação do ex-secretário marca uma nova etapa dos trabalhos da comissão. Conforme informado durante a reunião, a CPI começou as oitivas com técnicos da Controladoria-Geral do Estado (CGE), passou por representantes da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e, atualmente, conclui a fase de depoimentos de empresários. A partir do dia 26, a investigação avança para a oitiva de agentes públicos.

Gilberto Figueiredo também foi formalmente comunicado sobre sua condição de investigado no âmbito da CPI. O documento, datado de 5 de agosto, informa que essa condição está relacionada aos fatos compreendidos no objeto da investigação, envolvendo a gestão da Secretaria de Estado de Saúde, além de contratos, despesas e atos administrativos analisados pela comissão.

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Para a próxima quarta-feira (19), a CPI confirmou as oitivas de Luiz Gustavo Castilho Ivoglo, Osmar Gabriel Chemin e Gabriel Naves Torres Borges, ligados à MedTrauma. Os três empresários já haviam sido convocados anteriormente, e a comissão definiu nesta reunião apenas a data de comparecimento.

Segundo informações apresentadas, a CPI pretende questionar os empresários sobre negócios realizados com a Secretaria de Estado de Saúde, incluindo pagamentos efetuados de forma indenizatória. Os contratos, despesas e procedimentos administrativos relacionados a essas operações integram o conjunto de informações analisadas pela comissão.

A CPI também organizou o calendário de setembro. Para o dia 2, estão previstas as oitivas de Onaira Zevedo Nogueira, ex-diretor do Hospital Regional de Cáceres, e Elizandro de Sousa Nascimento, ex-diretor do Hospital Regional de Colíder.

Já o atual secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Juliano Silva Melo, que também teve a convocação aprovada pela comissão, deverá ser ouvido em setembro, na etapa final dos trabalhos. Durante a reunião, o dia 9 de setembro foi indicado inicialmente para o depoimento, podendo o cronograma sofrer ajustes conforme o andamento das oitivas.

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A reunião desta quarta-feira estava inicialmente prevista para ter depoimentos, mas os convocados não compareceram.

Priscilla Parreira Duarte de Menezes comunicou que não compareceria amparada por decisão judicial que tornou facultativa sua presença. Já Bruno Castro de Melo apresentou justificativa informando viagem previamente programada para São Paulo, onde realizará consulta e exames médicos. Também foi mencionada decisão judicial que facultou seu comparecimento à CPI.

A Procuradoria da Assembleia informou durante a reunião que já apresentou recursos contra decisões que tornaram facultativo o comparecimento de convocados e que também deverá recorrer no caso de Bruno Castro de Melo.

A próxima reunião ordinária da CPI da Saúde foi convocada para quarta-feira (19), após o encerramento da sessão ordinária no Plenário das Deliberações Deputado Renê Barbour.

*Reportagem de Vania Costa.

Fonte: ALMT – MT

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